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4 curtas focados no Césio 137, com debate e etc. 18-09

Por Guilherme Whitaker em 15/09/2007 23:09


20 anos da tragédia com o
Césio 137 em 4 curtas



O Cineclube João Bennio e a ABD Goiás relembram os 20 anos a tragédia com o césio 137 realizando uma mostra de quatro filmes de curta-metragem que enfocam o acidente, ocorrido em 13 de setembro de 1987 com a abertura da cápsula contendo o elemento químico radioativo no ferro velho de Devair Alves Ferreira, mas somente divulgado no dia 18 de setembro daquele ano, devido a realização do Campeonato Internacional de Motociclismo realizado no autódromo de Goiânia no mesmo período. Tendo em vista o número de estrangeiros na capital, o governo abafou a notícia, não liberando para a imprensa a informação já conhecida há cinco dias antes.

A mostra ocorre no próximo dia 18, terça-feira, no Cine Goiânia Ouro a partir das 20 horas, e serão exibidos:

"Amarelinha", de Angelo Lima;
"Anjo Blue", de Nelson Santos;
"Cesius 13.7", de Beto Leão
"Césio 137 - O Brilho da Morte", de Luiz Eduardo Jorge.

Em seguida haverá um debate com os realizadores, o presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, Odesson Alves Ferreira e o jornalista Weber Borges.

"Autor de um livro seminal para se entender o acidente, Eu Também Sou Vítima — A Verdadeira História Sobre o Acidente com o Césio 137 em Goiânia (editado de modo mais criterioso, extirpando os erros provocados talvez pela pressa, teria sido best seller), Weber Borges é, por assim dizer, também uma vítima do césio. Não que tenha sido contaminado pela radioatividade. Foi, digamos, sacrificado pela TV Goiá. Motivo: presente no programa de Hebe Camargo, convidado a aproveitar os 30 segundos finais, Weber Borges soltou o verbo e disse que o presidente José Sarney (aquele do bigode e do jaquetão), no lugar de visitar a Colômbia, que não sairia do lugar, deveria visitar Goiânia, para verificar, pessoalmente, a extensão do acidente. Língua solta, o jornalista acrescentou que deveria trazer a mulher, Marly, para provar que, apesar do acidente, a capital goiana não oferecia riscos. Resultado: Sarney veio, sim, mas Weber Borges perdeu o emprego. Comentou-se na época que Silvio Santos, informado pelo Palácio do Planalto, teria ficado chateado com a impertinência do jornalista. Era preciso punir o senso de oportunidade do repórter. Portanto, indiretamente, Weber Borges é uma vítima do césio.

Diretor do programa Goiânia Urgente, da TV Goiá na época do acidente, então retransmissora da programação do SBT de Silvio Santos, descobriu, meio por acaso, que o acidente radioativo de Goiânia, conhecido também como “acidente do césio”, estava sendo “escondido” da opinião pública. Na verdade, percebeu o repórter atento, que tem o hábito de filmar quase tudo, que o governador Henrique Santillo, o secretário da Saúde, Antônio Faleiros, ambos médicos, e técnicos do governo ainda não sabiam exatamente o que havia acontecido, em setembro de 1987", conforme matéria publicada no Jornal Opção em sua edição de 27 de maio a 02 de junho de 2007.

Para Odesson, de acordo com matéria publicada no jornal O Popular de 12 de setembro último, o número de vítimas atingidas pela contaminação com o césio-137 passa de 1,2 mil pessoas. “Apenas 129 ou 120 pessoas receberão assistência para a vida toda, pois a contaminação foi maior e por isso estão inseridas no grupo 1. Há outro estágio de contaminação, a indireta, que soma mais de 100 vítimas. Este é o grupo 2. O total da soma são pessoas que tiveram problemas com bens, imóveis e problemas financeiros por conta do acidente. Estas estão no grupo 3 e não têm apoio algum.”

Mais Cineclubismo AQUI.
Matéria: Lista das vítimas do “césio 137″, em Goiânia, não pára de crescer

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