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7ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

Por Guilherme Whitaker em 31/05/2012 11:09


Nas telas, 70 filmes brasileiros – 15 longas, 3 médias e 52 curtas – exibidos em três espaços da cidade, durante seis dias de programação gratuita

A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a sua sétima edição, 20 a 25 de junho apresentando uma programação abrangente e gratuita que reúne 70 filmes – 15 longas, 3 médias e 52 curtas – que serão exibidos durante seis dias do evento em 36 sessões em três espaços ouropretanos - o Centro de Artes e Convenções, a Praça Tiradentes e o precioso Cine Vila Rica, fundado em 1957, e ainda hoje uma referência entre as salas de exibição que resistiram ao tempo no interior de Minas Gerais.

“A 7ª CineOP coloca novos paradigmas em debate. Tem o propósito refletir a transição da era da película para a era do digital. Coloca em discussão os desafios que se apresentam para o futuro no campo da preservação audiovisual e reafirma ser um fórum colaborativo que pretende contribuir para a construção de uma cultura audiovisual democrática, afirma Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora geral do evento.

Pensadores, gestores e atores do cinema brasileiro. A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto homenageia três personalidades multifacetadas, que atuaram em diversas frentes no cinema brasileiro desde a década de 60. Personagens fundamentais de nossa cinematografia, que ajudaram não apenas a construí-la, mas também a estudá-la, personificá-la e preservá-la. Gustavo Dahl, Roberto Farias e Reginaldo Faria representam e sintetizam diversos campos do fazer cinematográfico e estiveram presentes nos momentos mais importantes do cinema pós-Anos 50.

“A homenagem aos três realizadores e as discussões sobre suas atividades, iniciadas entre os anos 1950 e 1960, cobre um período de grandes transformações e tensões dentro e fora da tela. Do fim da chanchada à eclosão do Cinema Novo, do desgaste do Cinema Novo ao advento da Embrafilme, do desgaste da Embrafilme à retomada cética nos anos 1990, quando eles saem de cena nos sets de cinema como diretores e vão se dedicar à suas outras atividades, o trio expõe em seus percursos as forças e fragilidades do cinema brasileiro e do país desde antes do golpe militar até o período da democratização”, afirma Cléber Eduardo, curador da temática histórica da CineOP.

Gustavo Dahl, morto em 2011 e um dos principais colaboradores das últimas edições da CineOP, talvez seja aquele que melhor encarne essas múltiplas facetas do cinema brasileiro. Montador, cineasta, crítico e gestor cultural, Dahl contribuiu ativamente para a construção de nossa cinematografia ao longo das últimas seis décadas. De sua atuação cineclubista e junto à Cinemateca Brasileira (ao lado de personalidades como Jean-Claude Bernardet e Paulo Emílio Salles Gomes) no final dos anos 1950, passando pela atividade crítica no início dos anos 1960 (com especial atenção ao então nascente Cinema Novo, do qual foi um dos principais divulgadores na Europa), pela realização no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 (com títulos como O Bravo Guerreiro e Uirá – Um Índio em Busca de Deus), e desaguando na atuação política junto à Embrafilme, à Associação Brasileira de Cineasta, ao Conselho Nacional de Cinema, ao Congresso Brasileiro de Cinema, à Agência Nacional do Cinema e, derradeiramente, junto ao Centro Técnico Audiovisual, Dahl foi uma figura permanentemente presente no cerne das discussões sobre o audiovisual brasileiro.

Talvez o homenageado mais conhecido junto ao grande público, em função de seu trabalho como ator em cinema e TV, Reginaldo Faria esteve em evidência desde o início dos anos 1960, seja em seus trabalhos em telenovela (como Dancin’ Days, Vale Tudo, Vampe A Próxima Vítima), seja em filmes (onde se destacam Cidade Ameaçada e O Assalto ao Trem Pagador, ambos dirigidos por seu irmão Roberto Farias, além de clássicos como Porta das Caixas e Lúcio Flávio – Passageiro da Agonia). Mas Reginaldo não se restringiu à atuação e passou para trás das câmeras a partir do final dos anos 1960, com filmes como Os Paqueras e Os Machões, comédias urbanas que, apesar de atualmente relegadas ao esquecimento hoje, são fundamentais para se entender o cinema daqueles anos duros.

Já o irmão Roberto Farias, que iniciou sua carreira na direção cinematográfica no período de declínio da chanchada, com filmes como Rico Ri à Toa e Um Candango na Belacap, atingiu grande sucesso de público com películas como Assalto ao Trem Pagador e a trilogia com Roberto Carlos. Atuou também na distribuição cinematográfica, primeiro com a DiFilm (criada em 1965 em parceria com Luiz Carlos Barreto, Walter Lima Jr e Glauber Rocha, entre outros, numa tentativa de superar as barreiras que desde aquela época impediam que a produção nacional encontra-se seu lugar junto ao público) e, posteriormente, com a Ipanema Filmes. Assim como Gustavo Dahl, atuou também ativamente na política cinematográfica, em especial junto à Embrafilme, onde atuou como diretor-geral entre 1974 e 1978.

“Em 2012, Dahl está vivo na memórias de suas ações, mas já ausente dos debates presenciais do CineOP. Roberto permanece participante das discussões centrais, sem receios de controvérsias e de assumir suas posições, desagrade a quem desagradar, enquanto Reginaldo está de volta à direção, com seu recente O Carteiro,sem ter deixado de continuar a frente das câmeras, sobretudo na TV Globo”, conclui Cléber Eduardo.

Os três homenageados da 7aCineOP estarão presentes no evento tanto em mesas de debate quanto nas telas de cinema. Dahl será tema do debate “Gustavo Dahl e a Preservação Audiovisual”, cujo enfoque se dará sobre sua atuação na área da preservação, de seu trabalho junto à Cinemateca Brasileira à gestão do Centro Técnico Audiovisual”. Já Roberto e Reginaldo terão seus trabalhos analisados na mesa “Os Gêneros dos Irmãos Farias”, que contará com a presença dos dois homenageados e do crítico e pesquisador José Carlos Avellar.

Nas telas, o público poderá acompanhar O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl; Barra Pesada e O Carteiro, de Reginaldo Faria; e Cidade Ameaçada, O Assalto ao Trem Pagador e Pra Frente Brasil, de Roberto Farias, filmes que traçam um amplo e interessante panorama não apenas da carreira dessas três personalidades homenageadas, como também da produção cinematográfica brasileira dos últimos 60 anos.

PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA EM EXIBIÇÃO NA 7ª CINEOP

Além da exibição dos filmes em homenagem a Gustavo Dahl, Roberto Farias e Reginaldo Faria, a produção contemporânea também marca presença na 7aCineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Serão ao todo mais 64 filmes, entre longas, médias e curtas, exibidos ao longo dos seis dias de programação do evento.

Entre os longas estão A Cidade é Uma Só?, de Adirley Queirós (grande vencedor da última Mostra Tiradentes); Corda Bamba – História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldenstein; Dino Cazzola – Uma Filmografia de Brasília, de Andrea Prates e Cleisson Vidal;Vou Rifar Meu Coração, de Ana Rieper; e Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor d’Alincourt.

Já os curtas representam a diversidade da produção nacional, com obras de dez estados brasileiros, divididas nas mostras Venturas (com os curtas mais representativos da atual safra), Horizontes (com um panorama dessa diversidade da produção curta-metragista), Curtas na Praça (com exibições ao ar livre), Nova Geração (para a criançada) e Juvenil (para crianças e jovens a partir de 12 anos).

A lista completa dos filmes selecionados para 7a CineOP pode ser conferida abaixo.

 

LONGAS

 

MOSTRA FILMES HOMENAGEM

 

O CARTEIRO, de Reginaldo Faria (RS)

O ASSALTO AO TREM PAGADOR, de Roberto Farias (RJ)

PRA FRENTE BRASIL, de Roberto Farias (RJ)

CIDADE AMEAÇADA, de Roberto Farias (RJ)

O BRAVO GUERREIRO, de Gustavo Dahl (RJ)

BARRA PESADA, de Reginaldo Faria (RJ)

 

MOSTRA CONTEMPORÂNEO

 

A CIDADE É UMA SÓ?, de Adirley Queirós (DF)

VOU RIFAR MEU CORAÇÃO, DE ANA RIEPER (RJ)

DINO CAZZOLA – UMA FILMOGRAFIA DE BRASÍLIA, de Andrea Prates e Cleisson Vidal (SP)

A MULHER DE LONGE, de Luiz Carlos Lacerda (RJ)

JORGE MAUTNER – O FILHO DO HOLOCAUSTO, de Pedro Bial e Heitor d´Alincourt (RJ)

 

SESSÃO CINE ESCOLA

 

COPA VIDIGAL, de Luciano Vidigal (RJ)

CORDA BAMBA,HISTÓRIA DE UMA MENINA EQUILIBRISTA, de Eduardo Goldenstein (RS)

A CIDADE É UMA SÓ?, de Adirley Queirós (DF)

BRICHOS, de Paulo Munhoz (PR)

 

MOSTRINHA

 

UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA, de César Rodrigues e André Alves Pinto (RJ)

CORDA BAMBA, HISTÓRIA DE UMA MENINA EQUILIBRISTA, de Eduardo Goldenstein (RS)

 

MÉDIAS

 

LEVA, de Juliana Vicente e Luisa Marques (SP)

SEGUNDO MOVIMENTO PARA PIANO E COSTURA, de Marco Del Fiol (SP)

SER TÃO CINZENTO, de Henrique Dantas (BA)

 

 

CURTAS

 

MOSTRA VENTURAS

 

ALDEIA, de Zeca Ferreira (RJ)

BOMBA, de Francisco Franco (MG)

CHARIZARD, de Leonardo Mouramateus (CE)

COUTINHO REPORTER, de Renátardin (RJ)

JIBÓIA, de Rafael Lessa (SP)

MEMÓRIAS EXTERNAS DE UMA MULHER SERRILHADA, de Eduardo kishimoto (SP)

OS MORTOS-VIVOS, de Anita Rocha da Silveira (RJ)

POM KARAOKÊ, de Daniel Augusto (SP)

QUANDO MORREMOS A NOITE, de Eduardo Morotó (RJ)

 

MOSTRA HORIZONTES

 

A MORTALHA DA MORTE, de Jefferson Assunção (MG)

A NOITE DOS PALHAÇOS MUDOS, de Juliano Luccas (SP)

CINEMA MARGINAL, de Cavi Borges (RJ)

DIZEM QUE OS CAES VEEM COISAS, de Guto Parente (CE)

ELEFANTE INVISÍVEL, de Elisa Ratts(CE)

ELOGIO DA GRAÇA, de Joel Pizzini (RJ)

ENTRE NÓS, DINHEIRO, de Renan Rovida(SP)

EPIFÂNIO, de Glaucia Barbosa (CE)

EU, ZUMBI - COISAS DE BAR, OU PASSAR A RÉGUA E TRAZ A CONTA, de Alexander S. Buck (ES)

FAKE-ME, de Marcus Curvelus (BA)

GIAP - MEMÓRIAS CENTENÁRIAS DA RESISTÊNCIA, de Sílvio Tendler (RJ)

GORGON, de FelpeKehdi (SP)

INVISÍVEIS, de Anderson Fregolente(PR)

NELSON EM OURO PRETO, de Fábio Carvalho (MG)

O AMOR NUNCA ACABA, de Irmãos Pretti (CE)

PENTIMENTOS, de Maria Antônia Dinelli Azevedo e Fabiano Santos Bomfim (MG)

PEQUENOS DESENCONTROS, de Fernando Boppré(SC)

PIRAPORA, de Charles Bicalho (MG)

PRIMAS, de Salomão Santana (CE)

RETRATOS DE UM MINUTO, de Rodrigo Ladeira e Fábio Lamounier (MG)

UMA, de Alexandre Barcelos (ES)

 

MOSTRA CURTAS NA PRAÇA

 

(A) NORMAL, de Simoni Helfer (RS)

ALÉM DAS 7 CORES, de Camila Biau(SP)

BARBEIROS, de Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar (SP)

BEGIN, de Jaqueline Moreno (SP)

CERTA VEZ PRIMAVERA, de Natália Piserni(SP)

DE OUTROS CARNAVAIS, de Paulo Miranda (SP)

DESTERRO, de Claudio Marques e Marília Hughes (BA)

GUERRA NO BRASIL , de Ionaldo Araújo (PE)

JAÇANÃ E O ADONIRAN, de Rogério Nunes (SP)

SE PUDER, NÃO ESQUEÇA, de Marco Aurélio Ribeiro (MG)

 

MOSTRA NOVA GERAÇÃO

 

CADÊ MEU RANGO?, de George Munari Damiani (SP)

DO LADO DE FORA, de Matheus Peçanha e Paulo Vinícius Luciano (MG)

JULIETA DE BICICLETA, de Marcos Flávio Hinke (PR)

LUZ CÂMERA ANIMAÇÃO, de Giovanna BelicoCária Guimarães (MG)

MISSÃO ESTELAR, de Raphaela Teles (SP)

O FIM DO RECREIO, de Vinicius Mazzon e Nélio Spréa (PR)

SQUAMATA, de Gustavo Girotto (SP)

 

MOSTRA JUVENIL

 

CÉSAR!, de Gustavo Suzuki (SP)

DOIS, de Thiago Ricarte (SP)

FESTA NO APARTAMENTO DA SUZANA - 10 DE JULHO DE 2011, de Christopher Faust (SP)

MAÇÃ, de Pedro Paulo de Andrade (SP)

RESSACA, de Mabel Lopes (SP)

 

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Serviço

 

7ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

20 a 25 de junho de 2012

Locais de realização: Centro de Artes e Convenções, Cine Vila Rica e Praça Tiradentes

 

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Idealização e realização: Universo Produção

Patrocínio: BNDES/Governo Federal, Bohemia, Uol, CEMIG/Governo de Minas, Prefeitura Municipal de Ouro Preto

Incentivo: Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura

Apoio: Ministério da Cultura/Secretaria do Audiovisual/FNC, UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto, Localiza, Canal Brasil, Rede Globo Minas.

 

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Acompanhe a 7ª CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2012

Informações para o público: (31) 3282.2366 – Universo Produção

Na Web: www.cineop.com.br No Twitter: universoprod

Facebook: www.facebook.com/cineop www.facebook.com/universoproducao

 

 

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Assessoria de Imprensa: Universo Produção – imprensa@universoproducao.com.br

(31) 3282.2366 Ariane Lemos (31) 9751.0445 Debora (31) 9426.6331

Ana d’Angelo – (11) 8215.7359 Leonardo Mecchi – (11) 9990.0515

Acompanhe a 7ª CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2012

Envio: Ana Dangelo


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