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7 Debates Livres - Confira os temas e os participantes

Por Guilherme Whitaker em 31/01/2006 19:14


Debates Livres

Desde sua primeira edição a MFL promove debates sobre diversos aspectos e movimentos de nosso cinema.
Em 2006 faremos 7 debates, que são sempre precedidos de uma sessão relativa ao tema.

Para todos os debates a participação é gratuita, retire sua senha na recepção do CCBB meia hora antes da sessão.

Dia 08-02 – 18:30h
ASCINE-RJ E A POLÍTICA AUDIOVISUAL
Sala 26 / CCBB: Quarta-feira, dia 08, às 18h30 (seguida de debate)
Sala de Vídeo: Sábado, dia 11, às 15h – (sem debate)

O Cineclubismo volta a aparecer no Brasil. Com a explosão digital tornou-se muito mais simples a circulação de obras e muito mais barato, por conseqüência. Também como conseqüência do digital, excelentes projeções em locais próximos de convencionais (ou até mesmo em salas convencionais) acontecem, mas, mais importante que isso, são as inúmeras possibilidades que se abriram. No Rio temos cineclubes em salas comerciais de cinema, mas também temos exibições completamente lotadas dentro de igreja, ao ar livre, em quadra de escola de samba, sem falar nas iniciativas cineclubistas que acontecem em municípios do interior, até uns cinco anos atrás (não mais que isso), sem a menor possibilidade de possuírem suas salas de projeção. Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, São Pedro da Serra são exemplos disso. Sem um mapeamento mais atualizado, já podemos contar, em pouquíssimo tempo, um número de cineclubes que chegam a ¼ do número de salas convencionais em todo o Brasil. Não há dúvida de que os cineclubes serão maioria num curto espaço de tempo. Nesse panorama, torna-se necessário refletirmos e discutirmos o caminho (ou os caminhos) a serem percorridos rumo ao estabelecimento legal da atividade que pode – e será – um dos mais fortes pilares de sustentação do audiovisual brasileiro.
Por Frederico Cardoso

Mesa com Dario Gularte - cineclubista (Caixa Preta), realizador / Estevão Garcia - cineclubista (Sala Escura Sessão Latina), realizador. Mediador: Frederico Cardoso - cineclubista (Cinemaneiro), realizador, professor

Matéria LTDA.
RJ, 3 min, Mini-DV/DVD
Direção, Roteiro e Fotografia: Manaíra Carneiro. Edição e Edição de som: Josinaldo Medeiros

amaromolequesacy
RJ, 27 min, Mini-DV/DVD
Direção, Roteiro e Produção: Frederico Cardoso. Fotografia: Paulo F. Camacho. Edição: Josinaldo Medeiros.

A Verdade não é Tudo
RJ, 13min30seg, Mini-DV/DVD
Direção, Roteiro e Produção: Cactos Intactos. Elenco: Helena Ignez, Maria Gladys, Ivana Bentes, Gilson Moura e Godô.

Casa
RJ, 2005, 10 min, Mini-DV/DVD
Um cidadão marginal, morador de rua, como o assimilamos? Como parte da paisagem? É uma obra de Arte? É uma escultura viva?
Direção: Dario Gularte. Roteiro: Dario Gularte e Sérgio Verástegui. Edição: Felipe Ribeiro e Igor Cabral.

O Latido do Cachorro Altera o Percurso das Nuvens
RJ, 10 min, 35mm
Direção: Raul Fernando, Camila Marquez, Rebecca Ramos, Estevão Garcia e Pedro Urano. Roteiro: Raul Fernando, Estevão Garcia. Produção: Rebecca Ramos e Poliana Paiva.
Fotografia: Camila Márquez e Pedro Urano. Edição: Ava Gaítan Rocha e Camila Márquez.

Sonhozzz
RJ, 11 min, Mini-DV/DVD
Direção, Fotografia e Edição: Paulo F. Camacho. Roteiro: Lucas Vasconcellos, Paulo F. Camacho e Bruno Dilullo. Música, Som e Trilha sonora: Binário - experiência sinestésica


Dia 09-02 - 18:30h
Memorial
Sala 26 / CCBB: Quinta-feira, dia 09, às 18h30 (seguida de debate)
Sala de Vídeo: Sexta-feira, dia 17, às 17h – (sem debate)

O QUE A PRESERVAÇÃO DE FILMES TEM A VER COM FILME LIVRE?
Mesa com Andrea Tonacci e João Alegria. Mediação de Clóvis Molinari. 

Exibição de fragmentos da TV Tupi recém descobertos. O título é “A insistência das imagens esquecidas”. Na mesma ocasião, lembraremos um repórter que fez da polêmica e da aliança com os ideais militares do golpe de 64 a sua razão de ser na TV e na política: Amaral Neto. Exibiremos dois clássicos, muito falados e pouco visto, “A Pororoca” e “As favelas do Rio de Janeiro”. A Amazônia e as favelas foram visitadas por Amaral Neto, o Repórter e poderemos ver sem pestanejar o que mudou no cenário dos morros do Rio da década de 60/70 para os dias atuais. Outro fragmento importantíssimo, um achado político: “Três subversivos arrependidos”. Hoje os arquivos da Ditadura são objeto de organização e de abertura pública a todos os interessados. Uma revisão sobre o período, sobre a tortura e os assassinatos está acontecendo. O filme (s) (que) foi encontrado (foi) é rodado na TV Tupi, embora pareça que a iniciativa não tenha sido da emissora. Alguns jornalistas entrevistam três “subversivos”, quando são indagadas as razões que fizeram aqueles jovens a abandonarem a causa esquerdista(s), mais exatamente a luta armada. Teriam sido torturados, forçados a fazer aquela confissão de abandono? Vamos exibir outras preciosidades, vejam a programação.

-“A insistência das imagens esquecidas”. 2005; cor e p&b; sonoro. (20 minutos de duração). Realização do Arquivo Nacional. Imagens da chegada ao Arquivo Nacional de um lote de filmes e fitas deteriorados recentemente descoberto da extinta TV Tupi carioca. Também serão exibidas algumas reportagens das décadas de 1950 e 1960.
- Fragmento de um “Programa Flávio Cavalcanti”, parte do acervo da Divisão de Censura e de Diversões Públicas. 1981; cor; sonoro; (5 minutos de duração). O programa foi censurado presumivelmente devido à entrevista com Ibrahim Sued, então candidato à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Os motivos o espectador poderá verificar.
- Fragmentos de reportagens sobreviventes da extinta “TV Excelsior”. 1960/70; p&b; mudo; 5 minutos de duração. Reportagens sobre o cotidiano da vida brasileira transmitidas pelo departamento de jornalismo da emissora. 
- Fragmentos de séries da TV (“enlatados” estrangeiros), comerciais e filmetes institucionais dos anos 1970. Década de 1960 e 1970; cor e p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Fragmento do “Programa Amaral Neto – O Repórter”, programa que mostra o fenômeno da Pororoca, exibido em pleno período do governo militar. 1970; p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Fragmentos de “As primeiras novelas da TV Tupi”. Década de 1960; p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Fragmento de um programa de entrevista misterioso, cujo título atribuído é “Três subversivos arrependidos”. 1970; p&b; sonoro; (10 minutos de duração). 
- Fragmento de “A Grande Família”, escrito por Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha. Década de 1970; p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Fragmento do Programa Amaral Neto – O Repórter, dedicado às favelas da cidade do Rio de Janeiro. Início dos anos de 1970; p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Fragmento de programas da TV Record sobre os Festivais da Canção, celebrizados pelas músicas de protesto e pelo surgimento de grandes talentos da MPB. Década de 1960; p&b; sonoro; (5 minutos de duração). 
- Curta metragem feito na Oficina do Recine 2005: “A Rainha e a Cuíca”, de Felippe Mussel. 2005; p&b; sonoro; 8 minutos de duração. 
- Entrevista com João Saldanha na TV Tupi. 1969; p&b; 2 minutos de duração. 
- Entrevista com Grande Otelo na TV Tupi. Década de 1960; p&b; 3 minutos de duração.


Dia 10-02 - 18:30h
Tonacci convida
Sala 26 / CCBB: Sexta-feira, dia 10, às 18h30
Sala de Vídeo: Sábado, dia 18, às 17h – (sem debate)

Uma sessão especialmente preparada por Andrea Tonacci, com curtas que ele aprecia e quer mostrar ao público da MFL. Após a sessão, bate-papo com os realizadores presentes. Retire sua senha na recepção do CCBB meia hora antes do debate.

Geralmente uma seleção é feita com algum conhecimento do que se quer selecionar. Mas não tenho visto muitos filmes ultimamente, e menos ainda, curtas metragens, assim, por ignorância geral mas certeza do que me interessava reunir, fui pelo caminho dos autores e não das obras, e mesmo assim só poderia ser dos nomes que conhecia pessoalmente, portanto a minha seleção é extremamente limitada se pensarmos no que pode haver por aí de exemplos de curta-liberdade, mas se penso nos autores, Raulino, Sacramento, Yamaji, Waldman, Prates, Augusto, encontro 6 libertários do olhar, do pensamento e da alma. E encontro neles esta atitude no tempo e no espaço e na forma e no conteúdo e essencialmente e radicalmente na vida destes autores. Este é o ponto, e Rossellini já ensinava este ofício da responsabilidade do homem: "um espírito livre não deve aprender como escravo..."."Então para por fim a este mal crônico, tem-se que fazer das tripas coração, e tentar, testar, experimentar e correr riscos se for preciso". Andrea Tonacci

O milagre de Lourdes
11 min, 1965, Betacam
O padre poderá ser até um farsante, mas sem o traje religioso é envolvido no rendez-vous e espera que seus perseguidores se afastem, representando com real esforço o papel de freguês. As pessoas lá fora tomam enfim outro rumo e ele, já nos braços da mulher, vai gostando de ficar.
Roteiro, Direção e Trilha Musical: Carlos Prates Correia. Fotografia: Hélio Silva. Montagem: Eduardo Escorel.

O porto de Santos
PB, 18 min, 1978, 35mm
O maior porto da América Latina. O movimento dos navios, do trabalho e da noite.
Roteiro, Direção e Fotografia: Aloysio Raulino. Produção: Tânia Savietto. Montagem: José Motta. 

Juvenília
PB, 7 min, 1992, 35mm
Caspite!
Roteiro, Direção, Produção e Montagem: Paulo Sacramento. Fotografia: Marlene Bergamo.

A Ira
SP, 35mm
Cólera, raiva contra alguém, desejo de vingança, indignação. Através dos sentimentos de duas irmãs de temperamentos opostos, o filme materializa o universo de seus desejos inconfessáveis. Um ser maligno virá deflagrar a libertação necessária através de uma perversa inversão. Um filme que procura penetrar na origem de nós mesmos: nossos desejos secretos, medos, ressentimentos e intolerância, nossa ausência de valores e desamparo, nosso amor e nossa ira.
Direção: Joel Yamaji. Roteiro coletivo. Fotografia: Alziro Barbosa. Montagem: Cristina Amaral. Trilha Musical: Magister.

Copernico 1: Paisagem com Figura
SP, 9 min, 2005, DVD
“Aqui, a harmonia das esferas foi envenenada, é um anti-mecanismo duchampiano. E a seqüência de rodas e catracas girando, como no movimento de um projetor, multiplica a sensação de que a realidade é construída, de que a coisa é idéia. Mas a ‘idéia’ nos escapa. É brumosa, multifacetada, anti-platônica.” (Guilherme Wisnik)
Roteiro, Direção e Edição: Daniel Augusto e Eduardo Climachauska. Fotografia: Daniel Augusto. Trilha Musical: fragmentos de "Cartas Celestes", de Almeida Prado, na interpretação de Fernando Lopes.

Kyrie ou o Início do Caos
SP, 14min30seg, 1998, 35mm
Uma mulher é hipnotizada por um som místico e a partir daí o caos começa a se espalhar.
Direção: Debora Waldman. Fotografia: Kátia Coelho. Montagem: Paulo Sacramento.


Dia 12-02 - 18:30h
Experiências – Tonacci
Sala 26 / CCBB: Domingo, dia 12, às 18h30
Com Andrea Tonacci e mediação de Marcelo Ikeda.
Antes do debate serão exibidos diversos curtas do cineasta.


Experiências - Nilson Primitivo & Cinema de Poesia
Sala 26 / 4º. Andar do CCBB: Terça-feira, dia 14, às 18h30

Com Nilson Primitivo, Cristina Pinheiro e André Scucato. Mediação de Christian Caselli.

Debate precedido de sessão com filmes dos debatedores.

O Grande Encontro do Exu da Lapa com o Videomaker da Poesia

Esta mostra promete! Principalmente nos debates. Além do lendário Andrea Tonacci (sim, sim! Ele existe!), ousamos pôr lado a lado, nada mais nada menos, que duas entidades que cada vez mais vem chamado a atenção no cinema neo-udigridi pindorama:

De um lado, o exu do amor do império das pelúcias. O mais velho. O cinema 16mm podreira e vencido revelado na banheira do quarto de empregada (pra todo serviço). Nilsão Primitivo, o delegado Padilha do cinema nacional. O último dos batutas dos filhos que Madama Satã não teve explicará o seu inexplicável processo de criação e provará por A + B o quanto seu estilo combina com o de Erasmo Carlos.
Do outro extremo, inspirado assumidamente em Pasolini, o Cinema de Poesia, comandado por André Scucato e Cristina Pinheiro. Não-primitivos, pregam o cinema digital mais gráfico e livre do que nunca. Caleidoscópios, elevadores etc tudo se torna gráfico aqui. Teatro, poesia e calças com versos escritos com caneta bic. Artaud e Rimbaud. Etc. E assim vai.

Seriam dois extremos que se convergem como os dois lados da ferradura? Ou nem? Será que o lado feminino de Nilsão é lésbico? O mineiro Scucato está mais pra Sepultura ou Beto Guedes? Saberemos tudo no encontro destes dois monstros não-sagrados. King Kong X Godzilla seria menos destruidor. Sabe-se lá o que vai acontecer. Sugiro não perder.    (Christian KZL )


Dia 15-02 – 18:30h
Experiências - Centro de Mídia Independente
Sala 26 / CCBB: Quarta-feira, dia 15, às 18h30

Debate com Graziela Kunsch (A.N.T.I. cinema, sem sizo) é vídeo-ativista do centro de mídia independente e Carlos Antonio da Costa, morador da ocupação Chiquinha Gonzaga, mediação de Francisco Serra.
Antes do debate, uma sessão com filmes do CMI. Retire sua senha na recepção do CCBB meia hora antes. 


Dia 16-02 – 18:30h
Mercado de Curtas no Brasil de agora
Sala 26 / CCBB: Quinta-feira, dia 16, às 18h30 (seguida de debate)
Sala de Vídeo: Sábado, dia 18, às 15h (sem debate)

A história do curta-metragem e do vídeo no Brasil é expressiva e evidencia que o curta precisa ser visto de forma diferenciada, já que existem singularidades nada desprezíveis e que, se tratadas com atenção, deverão fazer do curta um modelo de negócio a ser descoberto por centenas de milhares de pessoas em nosso país. Existem no Brasil dois mercados focados no curta-metragem: o cultural (festivais e mostras de cinema e vídeo) e o comercial (exibições pagas em TVs, eventos específicos e na internet). O primeiro vem crescendo muito nos últimos anos, com mais eventos culturais destinados ao curta; já o segundo ainda está em seu início. O mais interessante é que ambos são mercados para um produto específico e que dialogam em busca de certos denominadores comuns: mais informação e mais visibilidade para o curta. A idéia deste debate é pensar um pouco mais estes e outros aspectos relativos ao cada vez mais relevante cenário de curta nacional, sejam filmes feitos por própria conta ou com algum tipo de incentivo estatal. Cerca de 90% dos filmes exibidos na MFL foram realizados de forma independente, o que aponta para um regular crescimento neste mercado em potencial. Assim, em mais alguns anos, poderá ser possível viver profissionalmente de se fazer e exibir curtas. Por isso o debate contará na mesa com a participação de pessoas interessadas em contribuir na criação e no desenvolvimento de um futuro melhor para o formato. O objetivo é, também, propor à Ancine soluções efetivas para que o mercado de curtas possa, antes de ser taxado, ter uma sólida base construída.

Debate sobre o Mercado de curtas no Brasil de agora
Mesa com Manoel Rangel (Ancine), Marcus Mannarino (Distribuidora Curta o Curta) e Zita Carvalhosa (Kinoforum). Mediação de Marcelo Ikeda.
Dia 16-02-06 às 18:30 na sala 26 do CCBB

Antes do debate exibição dos filmes:

VIDEOTRIP
RJ, 1984, 40 min., U-Matic/DVD
Um produtor na velha e enterrada Embrafilme luta por financiamento para finalizar seu novo filme, sobre a semana de 22.
Roteiro e Direção: Luiz Rosemberg Filho. Produção: Mara Ache e Márcia Pitanga. Fotografia: Álvaro Pacheco Jr. Edição: Lobão. Elenco: Wilson Grey, Mara Aché, Márcia Pitanga, Edmundo Lins, Sandrão, Vera Aché.

Ação e Dispersão
RJ, 2002, 6 min, Mini-DV/DVD
Premiado com verba pública para realizar um filme, o autor produz uma performance desconcertante a ser documentada.
Direção, Roteiro, Fotografia, Câmera e Edição: Cezar Migliorin. Produção: Luis Vidal. Contato: cezarmig@visualnet.com.br


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