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8ª MUMIA - Mostra Udigrudi Mundial de Animação

Por Guilherme Whitaker em 06/09/2010 16:37


Crianças, jovens e adultos terão, durante 22 dias uma oportunidade única de conferir o que de melhor é feito em animação no mundo

Atrações mundialmente reconhecidas e o que há de mais novo na arte da animação. De 8 a 30 de setembro Belo Horizonte e Betim recebem a 8ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação – Mumia. O festival tem como finalidade divulgar a produção audiovisual de animação de caráter cultural e contribuir para o desenvolvimento videográfico quanto a sua linguagem, formato específico e forma de produção. Serão exibidos curta-metragens regionais, nacionais e internacionais de diversas vertentes da arte da animação, todos com entrada gratuita. O evento é promovido pela Leite Filmes, em parceria com o Sindicato dos Professores da Rede Privada de Minas Gerais (Sinprominas), com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Centro de Referência Audiovisual (CRAV).

A mostra principal acontece de 10 a 16 de setembro, no Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro), porém diversos espaços de Belo Horizonte recebem as exibições do Festival de 8 a 30 de setembro, entre eles, o Centro de Cultura Belo Horizonte, a Casa do Baile, Cine Clube Joaquim Pedro de Andrade, Cine Clube Sabotage e Cine Clube Uma Tela no Meu Bairro.

A 8ª Mumia traz para Belo Horizonte filmes de 22 países. Segundo Sávio Leite, realizador do evento, a intenção é proporcionar ao público mineiro acesso a uma parcela significativa da produção videográfica nacional e internacional que, por não pertencer a grandes produtoras, acabam ficando a margem do circuito comercial. “São produções que dificilmente os mineiros teriam acesso de outra maneira. Teremos uma programação coerente com a proposta de transformar Minas Gerais na rota do que de melhor se produz em termos animados no mundo”, completa.

Entre os filmes brasileiros em destaque na mostra está a premiada animação paulista “O Divino, De Repente”, de Fábio Yamagi, um documentário animado com ficção experimental, feito com varias técnicas artesanais, e ainda “Eu Queria Ser um Monstro”, de Marão, animação em stop motion, vencedora do ultimo Anima Mundi. Os dois realizadores estarão presentes para debater com o publico.

A novidade desta edição da Mumia é uma seleção de filmes feitos em Minas Gerais, fato que coloca o Estado na ponta do que de melhor é feito nesta arte no país. Entre os projetos mineiros está uma mostra das animações feitas pela Conexão Vivo Animações, que explora a interface entre musica e imagem em diferentes possibilidades de linguagem. Outro projeto mineiro é o “Universidade das Crianças”, produzido por alunos da Escola de Belas Artes da UFMG, que traz curtas feitos para sanar, de forma lúdica, “duvidas recorrentes das crianças”.


Videogame também é destaque

Preocupado com a inovação e com novas formas de apreensão da realidade, a 8ª Mumia traz para esta edição outra novidade: os Machinimas. São curtas produzidos com a apropriação de ferramentas e gráficos de videogames. Nesta arte, surgida no final dos anos 90, o videogame, objeto de consumo de massa, se transforma em ferramenta de produção de sentido, um meio de expressão acessível para todos aqueles que dispõem de um console de jogos e de um computador. Os vídeos que serão exibidos no Festival foram disponibilizados pela pesquisadora francesa Isabelle Arvers, com o apoio da MostraVideo, do Itaú Cultural.

Destaques internacionais

Mais de 40 filmes compõem a mostra internacional da 8ª Mumia. Destaque para dois jovens realizadores: o alemão Max Hattler e o russo Alex Budovski. Este último reconhecido internacionalmente por produções promocionais e educativas. Além deles, o argentino Juan Antin traz pela primeira vez à capital mineira o longa metragem Mercano El Marciano, que mostra uma Buenos Aires apocalíptica e brinca de forma inteligente com a realidade virtual, interagindo com outros seres conectados à rede e anunciando a ascensão das redes sociais como Facebook e Twitter.

Outros destaques são a premiada animação espanhola “Atenção ao Cliente” de Marcus Valin e David Afonso, “Rojak”, dos irmãos Sileimann – um raro exemplar de como vive a sociedade malasiana – a politicamente incorreta e premiada animação inglesa “Assim Como Eu, Só que Melhor”, de Martin Pickles – comedia lacônica sobre neuroses e catolicismo – e o filme inglês “Achados e Perdidos”, de Philip Hunt, ganhador de mais de 40 prêmios internacionais.

Dos EUA vieram filmes de dois badalados autores: Bill Plympton, com “Horn Dog” e sua mais recente animação “A Vaca que Queria Ser um Hamburguer”, além de Don Hertzfeldt, que traz à Belo Horizonte “Tudo Vai Dar Certo” e “Me Orgulho de Você”, um tenebroso e perturbador retrato da vida.

Inclusão social
Dois curtas realizados por estudantes do Projeto Escola da Gente abrem a programação em Betim. As oficinas foram ministradas por Daniel Herthel e Mariana Blanco, que durante uma semana ensinaram os princípios as animações para as crianças.

Mumia
Realizado desde 2003 em Belo Horizonte, a Mostra Udigrudi Mundial de Animação – Mumia foi criada e tem como sede o Centro de Referência Audiovisual (CRAV). A Mostra é reconhecida como um evento consolidado entre os festivais de cinema e vídeo no Brasil e integra o calendário turístico da cidade. O sucesso da Mumia pode ser comprovado pelos inúmeros convites internacionais que tem recebido. Por meio da Mumia, a animação brasileira já foi exibida na Finlândia, Chile, Colômbia e Holanda e, ainda este ano, estará presente em mais dois países: Eslovênia, em outubro, e Equador, em novembro.
 


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