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A Batalha das Telas, por Orlando Senna

Por Guilherme Whitaker em 16/06/2013 14:37


Blog Refletor

A batalha das telas
Orlando Senna

Há indícios de que está surgindo no horizonte a ideia de um mercado comum
audiovisual BRICs, um bloco de produção/difusão formado por Brasil, Rússia,
Índia e China, lastreado no potencial de consumo de suas populações, que
somam mais de três bilhões de pessoas. O assunto estaria sendo aventado em
Brasília e em Pequim e, se andar, será um alvoroço no mercado mundial de
cinema, TV, videogame e internet.

É o século XXI se mexendo. Além de cogitações, também há fatos. No inicio
de maio Estados Unidos e China tiveram um embate relacionado com mercado
cinematográfico. A China cobrou um imposto altíssimo pela exibição em seu
território de *Homem de Ferro 3*. Os Estados Unidos têm direito a 25% da
bilheteria de seus filmes exibidos na China e argumentam que todos os
impostos já estão embutidos nos 75% que ficam nos cofres chineses. A China
pretende aumentar ainda mais o imposto e não quer conversa, o que quer é
diminuir cada vez mais a presença de Hollywood em suas telas.

Duas semanas depois os ministros de Cultura de 14 países da União Europeia
pediram aos líderes políticos da zona do euro que excluam o setor cultural
das negociações de livre comércio com os Estados Unidos, com a intenção de
proteger a Europa da enxurrada de filmes e programas de TV <b>*made in USA*</b>.
Ou seja, que os produtos culturais não podem obedecer às leis do mercado
porque contêm valores imateriais não mensuráveis em uma contabilidade. As
regras devem ser outras. O movimento é liderado por Alemanha e França e o
assunto voltará (já esteve por lá uma vez) à OMC-Organização Mundial do
Comércio.


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