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A Cidade é uma só? e HU são os grandes vencedores da 15ª Mostra de Tiradentes

Por Guilherme Whitaker em 30/01/2012 13:00


 Foram anunciados na noite deste sábado, dia 28, os filmes premiados na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Pelo quinto ano consecutivo, o Júri Jovem e o Júri da Crítica escolheram cada um seu Melhor Filme entre os longas apresentadas dentro da Mostra Aurora, seção dedicada a diretores em início de filmografia. Além disso, os curtas-metragens da Mostra Foco também foram avaliados por esse mesmo Júri da Crítica. Já o tradicional Júri Popular contemplou os preferidos do público entre os longas e curtas-metragens exibidos dentro da programação.

Como Melhor Filme, foi eleito pelos cinco membro do Júri da Crítica o longa do Distrito Federal, A Cidade é Uma Só, de Adirley Queirós. “Pela empatia que flui de seus personagens, pela
relação poética que o filme estabelece entre eles, pelo modo de articular passado e presente, histórico e político, no cotidiano de moradores da periferia de uma cidade grande”, justificou
José Carlos Avellar, que subiu ao palco representando o Júri da Crítica.

Com a simplicidade que conquistou o público na apresentação do filme e durante o debate que ocorreu na Mostra, Adirley Queirós foi direto aos agradecimentos: “Fiquei muito emocionado com a recepção do público. Massa demais, pessoal. Obrigado!”.

Já o Júri Jovem elegeu, como Melhor Filme da Mostra Aurora, o documentário carioca HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko. “Mergulhamos em uma experiência sensorial que
dialoga com outras artes em prol de uma potência estética e politica. Majestade e decadência, beleza e ruína, dignidade e negligência, concretude e artifício: dualidades que constituem
a expressividade de um espaço órfão. A partir das vozes silenciadas pelo descaso, espectros ganham materialidade cinematográfica e expressão politica. Surge na tela um prédio povoado por patologias e incertezas, sintomas de um país doente”, explicou Leonardo Barros do Júri Jovem.

Pedro Urano afirmou a surpresa de ganhar o Troféu Barroco com um documentário sobre um prédio modernista, enquanto Joana Traub Cseko agradeceu o Júri Jovem pelo voto: “O filme é
sobre isso mesmo, a relação entre arte e política, e que bom que essa nova geração entendeu e se interessa por essas questões”.

Concorriam ao Prêmio Aurora os cariocas Strovengah – Amor Torto, de André Sampaio, e HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko; os brasilienses Entorno da Beleza, de Dácia Ibiapina, e A Cidade é Uma Só?, de Adirley Queirós; o mineiro Balança Mas Não Cai, de Leonardo Barcelos; o capixaba As Horas Vulgares, de Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize; e o paulista Corpo
Presente, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori.
 
Já entre os 10 títulos que compunham a Mostra Foco, a seleção competitiva dos curtas da Mostra Tiradentes, foi eleito como Melhor Curta Quando Morremos à Noite, de Eduardo Morotó,
do Rio de Janeiro, “pela delicada construção de uma afetividade entre os personagens, pela concisão da narrativa, pela precisão da mise-en-scène apoiada na expressividade dos corpos dos atores, pela íntima harmonia dos gestos com o cenário e a fotografia”, segundo Andrea Ormond, que representou o Júri da Crítica. “Tiradentes é um festival incrível e eu queria dedicar meu prêmio a toda à equipe e aos meus dois atores, que são atores de carne e osso”, agradeceu o diretor.

O Júri da Crítica foi composto pelos críticos e pesquisadores Cezar Migliorin (UFF-RJ), Ruben Caixeta (UFMG-MG), Ramayana Lima (Unisul-SC), Andrea Ormond (crítica, SP) e José Carlos
Avellar (crítico, RJ). Já o Juri Jovem foi formado por estudantes universitários selecionados a partir da participação da oficina de análise crítica da linguagem cinematográfica realizada na
última edição da Mostra CineBH e teve como representantes Bianca Rolff, Julio Cruz, Katiusca Alves, Leonardo Barros e Maria Navarro, todos entre 19 e 24 anos.

Os vencedores da Mostra Aurora e Foco recebem, além do Troféu Barroco, prêmios em serviços e material para realização de sua próxima produção de empresas parceiras do evento, como Estúdios Mega, CiaRio, Kodak, Mega Color, CineColor Digital, Labocine, CTAv, e TeleImage. Já os vencedores do Júri Popular foram escolhidos a partir da votação do público após as sessões da Mostra. Entre os curtas-metragens, o vencedor do Troféu Barroco do Júri Popular foi L, de Thais Fujinaga, agraciado assim com o prêmio Aquisição Canal Brasil, que contempla o valor de R$ 15 mil e a exibição do filme na grade de programação. Entre os longas, foi escolhido pelo público da Mostra de Tiradentes como Melhor Longa o documentário O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton. “Dedico o prêmio a todos os produtores de queijo de Minas Gerais”, disse Denise Flores, que representou o diretor durante a premiação.

Abaixo todos os premiados da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

Júri da Crítica
Prêmio Aurora de Melhor Filme – A Cidade é Uma Só?, de Adirley Queirós (DF)
Prêmio Aurora de Melhor Curta – Quando Morremos à Noite, de Eduardo Morotó (RJ)

Júri Jovem
Prêmio Aurora de Melhor Filme – HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko (RJ)

Júri Popular
Melhor Curta – L, de Thais Fujinaga (SP)
Melhor Longa – O Mineiro e o Queijo, de Helvécio Ratton (MG)

Prêmio Aquisição Canal Brasil
L, de Thais Fujinaga (SP)


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