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ABD&C-RJ tem nova diretoria e antigas lutas

Por Guilherme Whitaker em 27/12/2004 15:56


ABD&C-RJ tem nova diretoria e antigas lutas para 2005


Rio de Janeiro, dezembro de 2004

Caros amigos.

No final deste ano de 2004, um dos mais movimentados e interessantes na área de audio-visual, nós que somos participantes da ABD&C Rio sentamos para fazer uma balanço e traçar alguns planos para 2005. A nível nacional temos motivos para algum otimismo. Em primeiro lugar, é claro, a proposição mesma do projeto da Ancinav, a mobilização que conseguimos fazer nacionalmente em torno dele ( a despeito de um "time contra" minoritário, ardiloso e poderoso, usando a tática suja da desinformação e de tentando simplesmente nos tirar do debate) já foi uma conquista; embora saibamos que o chumbo mais grosso ainda está por vir.

Sendo, portanto, uma das mais importantes atividades nossas em 2005, manter e ampliar a mobilização pela aprovação do PL e pela implantação da Ancinav. Destacamos ainda, é claro, o bem sucedido projeto do DOCTV, um modelo interessante de levar a produção independente para a TV que deve ser ampliado e diversificado com mais e melhores editais. 

A nível estadual permanecemos na estagnação, na situação quase nula que caracteriza a política do Estado do Rio para o audio-visual há anos. Situação que começamos a tentar reverter com a mobilização em torno da audiência pública sobre política cinematográfica que tivemos na Assembléia Legislativa e com uma mobilização que busca estabelecer que o governo do estado deva promover, regularmente a cada ano, com verbas do fundo estadual de cultura, a produção e a distribuição de filmes no estado. 

Portanto, será uma atividade importante nossa para 2005 lutar pela aprovação deste projeto, bem como buscar uma aproximação com a secretaria estadual de cultura para convencê-la a encampá-lo. Devemos tentar convencê-los da importância de se ter uma política estadual de audio-visual. A nível municipal podemos dizer que foi um ano frustrante. O presidente da Rio Filme praticamente ignora os curtas-metragistas, nos trata mal e ainda diz que nosso filmes são esqueletos. Uma política bem sucedida, curiosamente
desenvolvida na sua maioria na própria administração Cesar Maia, foi simplesmente interrompida sem maiores explicações. Tínhamos com a Rio Filme ótimas relações políticas. Nossas sugestões eram quase sempre aceitas e os editais de produção de curtas-metragens melhoravam a cada versão: tudo isso acabou. Não dá para compreender como a empresa da prefeitura, que podia se orgulhar e propagar, até para obter legítimos dividendos políticos, que tinha uma política de apoio ao curta, que ajudou a formar uma geração de técnicos e artistas do cinema, que produziu filmes que correram o Brasil e o mundo, colecionando prêmios nacionais e internacionais; enfim, não dá para entender como a RioFilme destrói o que ela mesmo construiu. Até mesmo a
equipe dos novos longas de novos diretores que despontam nas telas brasileiras, a política de curtas da Rio Filme poderia se orgulhar de ter ajudado a formar: tudo isso está sendo jogado no lixo pela atual administração. Mas é claro, devemos tentar mesmo assim restabelecer uma boa relação com esta empresa do município, e recuperar a política pública para o cinema cultural em geral, que simplesmente deixou de existir; lutando, para começo de conversa, pela volta dos editais de produção de curta-metragem. 

No mais, planejamos para o próximo ano, na medida de nossas possibilidades, fazer na ABD&CRio uma política de intervenção e agitação cultural em torno do cinema, no Rio de Janeiro. Assim, graças o apoio que acabamos de conseguir da Petrobrás, através da Ministério da Cultura, poderemos dar ao "cineclube ABD" uma estrutura mais profissional de produção. Nos propomos também a fazer junto às universidades de cinema e comunicação uma série de debates para o esclarecimento do conteúdo, do significado e da
importância do projeto da Ancinav, buscando reverter a campanha de desinformação que temos assistido. Aí faremos também uma divulgação das atividades ABD&C Rio, buscando novos associados. 

Por enquanto é isso, Um abraço a todos,
Rodrigo Guéron -  rgueron@uol.com.br
Presidente eleito da ABD&C-RJ  

Diretoria da ABD&C-RJ para 2005
Presidente: RODRIGO GUÉRON
Vice-presidente: PEDRO ROSA
Secretária: BETH FORMAGGINI
Tesoureiro: DANIEL LEITE
Diretores: ADOLFO LACHTERMACHER, BRUNO VIANNA e DIOGO DAHL


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