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ABD comemora 35 anos de luta pelo cinema nacional

Por Guilherme Whitaker em 17/09/2008 08:56


A Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) comemora em 2008, 35 anos de existência. De acordo com alguns dos fundadores da época, a idéia sobre a criação de uma associação relacionada ao cinema surgiu durante a Jornada da Bahia, ainda na década de 60. Entretanto, a oficialização de entidade organizada, deu-se apenas em 11 de setembro de 1973.

A partir daí a associação foi instalada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), ficando Cosme Alves Neto responsável pela articulação das atividades da jovem agregação. Assim, foram organizadas as primeiras eleições, para a qual instituiu-se diretoria provisória, ficando decidido que haveria um rodízio entre Rio de Janeiro e São Paulo na cadeira da presidência. O primeiro presidente a ser eleito foi o paulista Aloysio Raulino. O segundo, representante carioca, porém mineiro, Oswaldo Caldeira. Contudo, a idéia de rodízio não foi tão feliz como se esperava e a ABD, que tinha sede no Rio de Janeiro, tomou “ares” mais cariocas. Hoje, com o fortalecimento da regionalização esse quadro mudou radicalmente e a presidente atual da associação é a baiana, Solange Lima.

Durante os anos que se seguiram os ABDistas comemoraram inúmeras conquistas, como a Lei do Curta, a criação da Embrafilme, do Concine, da Fundação de Cinema, entre outros. A produção estava em efervescência e os novos cineastas permeavam os bastidores da produção de longas e, principalmente, curtas-metragens. Essa foi uma época em que surgiam diversas produções variadas e qualificadas, até a instalação do Governo Collor (1990-1992), o qual foi o responsável pelo desmonte das Instituições de fomento do Cinema Nacional.

Apesar de anos de produção escassa, a ABD resistiu bravamente durante a maior crise de sua existência e hoje pode comemorar o status de instituição do cinema com o maior número de associados e maior abrangência nacional, mantendo associações ativas nas cinco regiões do país. As regionais têm ganhado força e expressividade e o número de associados e entusiastas do cinema nacional têm se multiplicado a cada dia. Atualmente, sua luta adquiriu reconhecimento formal, com muitos de seus associados tais quais Orlando Senna, Silvio-da Rin, Leopoldo Nunes, Sergio Sanz, entre outros, integrando cargos importantes no Ministério da Cultura, a fim de desenvolver políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do áudio-visual no país.

De acordo com um dos artigos do atual Secretário do Áudio-Visual, Silvio-da Rin, “a ABD é a única entidade realmente nacional no panorama associativo do cinema brasileiro. Em uma cinematografia repleta de entidades de todos os tipos é aquela que melhor reflete a diversidade cultural do nosso país”. Para a nova direção da ABD, as principais metas desse mandato são o fortalecimento da imagem da associação com maior espaço na mídia, pesquisa da memória do cinema e exibição dos documentários dos realizadores nas telas. Além disso, para a comemoração dos seus 35 anos a ABD criou três prêmios no intuito de dar visibilidade as várias cinematografias do país.

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