Associação Brasileira de Documentaristas elogia criação da ANCINAV ::  | Curta o Curta

Associação Brasileira de Documentaristas elogia criação da ANCINAV

Por Guilherme Whitaker em 04/09/2004 13:48


O PROJETO É BOM E QUEREMOS MAIS

As entidades afiliadas à Associação Brasileira de Documentaristas e Curtas-Metragistas - a ABD Nacional -, reunidas em seu Encontro Anual durante o 5o Festival de Curtas de São Paulo, estudou, debateu e formulou propostas visando o aperfeiçoamento do projeto de lei que propõe a criação da Ancinav e a regulação de toda a atividade audiovisual no Brasil. Cabe ressaltar que a ABD congrega as entidades estaduais que representam cerca de 1.200 realizadores e técnicos de 24 estados brasileiros.

Ao final de três dias de reuniões e debates abertos ao público, os representantes das entidades e os demais realizadores presentes reafirmaram seu apoio ao projeto por entender que ele:

1) garante o crescimento constante da atividade produtiva cinematográfica brasileira, notadamente das obras de maior apelo popular;

2) cria condições para o aumento significativo da visibilidade do produto audiovisual brasileiro, tanto no Brasil quanto no exterior;

3) aponta para o ressurgimento da distribuição nacional, setor praticamente inexistente na nossa cadeia produtiva;

4) permite aos exibidores nacionais a retomada do mercado que perdemos nos últimos anos;

5) insere a televisão brasileira, juntamente com o cinema, nos debates estratégicos sobre os controles que visam a garantia da soberania nacional;

6) busca o equilíbrio das forças e a competitividade do conteúdo nacional na regulação das novas mídias; e, finalmente,

7) garante o desenvolvimento sistêmico, auto-sustentável e independente de todos os setores nacionais do audiovisual.

Em outras palavras, o projeto é bom e queremos mais. Entendemos ser fundamental a inserção de mecanismos legais que assegurem uma distribuição mais justa e planejada de recursos objetivando o desenvolvimento do setor por todas as regiões do pais, bem como o fortalecimento do cinema dito cultural e de outras atividades correlatas (formação, difusão, preservação, etc), sem as quais ficará inviável a renovação e o surgimento de novos talentos no cenário artístico e cultural nos próximos anos. Infelizmente, estas são ainda grandes lacunas do Projeto de Lei.

Cientes de que este debate está apenas no seu início, estaremos divulgando nos próximos dias um documento que contenha as propostas gerais e específicas deliberadas pela plenária do Encontro, com as justificativas e detalhamentos pertinentes.

Finalizando, conclamamos a união de todos os setores do audiovisual brasileiro para a defesa do nosso conteúdo cultural, e gostaríamos de citar o francês Lacordaire quando diz que "Entre o forte e o fraco, a liberdade escraviza e a lei liberta".

Marcelo Laffitte

Presidente Nacional da ABD


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