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Aula 1 atelie mfl

Por Guilherme Whitaker em 17/01/2005 10:46



Primeiro encontro no Ateliê da Imagem

No primeiro dia do Ateliê de Processos Alternativos (oficina da IV Mostra do Filme Livre que acontece no Ateliê da Imagem), os 10 alunos selecionados foram apresentados às técnicas que eles estarão colocando em prática nos próximos dias. Os professores Ana Saramago e Marco Antônio Portela fizeram uma apresentação geral e mostraram exemplos das possibilidades abertas pelas experimentações criativas que esses processos possibilitam.


PRIMEIRO DIA

Esses processos são chamados de alternativos porque fogem completamente à linha de produção industrial da fotografia convencional. Algumas são técnicas históricas, dos primeiros anos da invenção da fotografia, como o daguerreótico, o ambrótipo, o ferrótipo, o cianótipo, a goma bicromatada, o marron Van Dick, etc. Destes, os alunos estarão produzindo, principalmente, cianótipos e marron Van Dick, por serem os mais simples de serem manipulados quimicamente e que rendem resultados interessantes a curto prazo. Além desses, também serão feitas experiências com técnicas alternativas contemporâneas, como a impressão com café ou a impressão com emulsão líquida, que pode ser aplicada em superfícies diferentes do papel tradicional: tecido, cerâmica, tela, ou qualquer outro que a imaginação sugira e a prática viabilize. 

Já no primeiro dia, surgiram várias idéias criativas para serem desenvolvidas ao longo do curso, algumas totalmente inéditas, pois nunca foram testadas anteriormente. Agora é hora de produzir os negativos grandes, pois as impressões são feitas por contato, ou seja, a imagem fica com o mesmo tamanho do negativo. Aguardem as próximas notícias, pois vocês poderão acompanhar aqui mesmo no site curtaocurta, o passo a passo dessas experiências, com todos os desafios técnicos envolvidos e suas aventuras estéticas maravilhosas.


SEGUNDO DIA

Os alunos da oficina de fotografia estão cada dia mais envolvidos no trabalho com as experimentações fotográficas. Os processos alternativos passam por uma etapa superinportante que é a da preparação do negativo. Existem diversas formas de se fazer um negativo grande e eles experimentaram algumas delas. O fundamentral é que a cópia que será feita em seguida vai ter exatamente o mesmo tamanho do negativo, já que a impressão é feita por contato direto do filme com o papel fotográfico.

Uma das formas de fazer um negativo grande é usando caixas e latas para fotografar. Assim, os alunos fizeram sua prática de pinhole, que também é conhecida como câmera do buraco da agulha. Prepara-se a lata ou caixa com vedação total à luz, faz-se o furinho com delicadeza e depois é só inserir o filme ou papel dentro da câmera e sair por aí, fotografando o que quiser. Essa parte do curso apresentou ao pessoal algumas das possibilidades de se investir na via alternativa já desde o momento da captação das imagens. A fotografia da lata surpreende por sua qualidade e nitidez até as pessoas mais céticas!

Outra maneira de fazer negativos grandes é ampliar o negativo pequeno em um filme litográfico (tipo o kodalith) em folha, o que vai gerar um resultado positivo. Daí, pode-se fazer uma cópia-contato desse positivo em outro filme em folha do mesmo tamanho, gerando, por sua vez, um resultado negativo. A razão de ser assim é que o filme revela uma imagem de tons invertidos, pois onde a luz bate, a prata - que é a base da fotossensibilidade dos materiais fotográficos - escurece. A luz fica escura e a sombra fica clara. É por isso que o processo tem que ser feito em duas etapas. Mais explicações que isso, só mesmo fazendo a oficina...




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