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Beco do Rato, nesta quinta, faça sol eou chuva na Lapa

Por Guilherme Whitaker em 29/08/2006 11:24


Beco do Rato nesta quinta na Lapa


Na divulgação de hoje, tomo a liberdade expor algumas reflexões. Tudo vem acontecendo a partir de umas conversas com Sérgio Santeiro e minha convivência com cineclubistas de todo o país. São dois pontos apenas.

 

Sobre convergências internas do setor audiovisual, penso que, para crescermos como mercado de trabalho, abrindo espaço para todo e qualquer tipo de obras, com certeza absoluta, temos que perseguir os objetivos de consenso. Para resolvermos pontos primordiais, como investimento em formação profissional (escolas e cursos introdutórios, por exemplo) e informação às platéias (cineclubes, internet, TV, por exemplo) e barateamento dos meios de produção, distribuição / difusão e exibição (taxa zero para materiais sensíveis e equipamentos sem similares no Brasil) é preciso que todos estejamos juntos, independente de qualquer outra divergência. Daí me lembro do Santeiro dizendo que iria chamar o Barretão para uma sessão no Beco do Rato. Iria vir com prazer e gostaria do que veria. O Cacá já veio e gostou. Foi depois dele ter escrito umas coisas num jornal e despertado um artigo que escrevi. Nos comunicamos e pronto. Convergências descobertas, por mais que divergências possam existir.

 

Através do cineclubismo (o outro ponto), tesão descoberto (por mim) há poucos anos, vejo a possibilidade real de transformação da sociedade tal qual vivemos hoje em dia. Não somos vendedores de pipoca e refrigerante acompanhados de um filme qualquer. Somos livres para exibir qualquer filme, sempre promovendo contato visceral das obras com o público, para que assuntos dos mais variados possam ganhar embasamento e para que soluções surjam. Somos um movimento social que mexe com arte. Somos um movimento cultural que tem a capacidade de intervenção na sociedade, por parte de quem a constitui. 

 

A sessão dessa quinta-feira, parte do Circuito Cineclubista de Estréias, para o Cineclube Beco do Rato significa uma primeira grande vitória. Se alguém ainda tinha dúvida sobre o poder de mobilização do movimento cineclubista, a dúvida foi devidamente sepultada. Atingiremos a marca de 3000 espectadores ao final dessa edição de um mês de duração apenas e, com a adesão de cada vez mais cineclubes de todos os cantos do Brasil chegaremos, logo, a marcas bem mais expressivas. É certo que nos tornaremos a primeira opção de lançamento de filmes, já que, como botecos, os cineclubes estão por toda parte. O curta e o documentário, o experimental, os formatos menos ou nada comerciais encontraram a sua casa e o boca a boca gerado por exibições cineclubistas vai alavancar muito lançamento comercial por aí. Escrevam aí! (ou melhor, cortem e colem)

 

E no último dia de agosto, logo após a apresentação de gala do Receita de Choro, o filme a ser apresentado é o média "CEP 20.000", dirigido por Daniel Zarvos. Abrindo a sessão, os curtas em lançamento no Circuito Cineclubista de Estréias. Teremos “Camareira”, dirigido por Zonda Bez, e “Transtorno”, dirigido por Pablo Cunha, Daniel Bosi, Fabíola Trinca, Márcio Bertoni e Bruno Cabús., curta realizados durante a última Jornada Cineclubista, em Santa Maria, bela cidade no sul do país.

 

E não percam!!!!! Amanhã inauguração do Cine Boteco

 

Abraços a todos e obrigado pela atenção.

 

Frederico

 

CINECLUBE BECO DO RATO

Rua Morais e Vale, Beco
Quintas-feiras
Concentração a partir das 19:30
Receita de Choro às 20:00
Cineclube às 23:00
Poemas nos intervalos e após a sessão (depende dos frequentadores)
* Há grandes possibilidades de desorganização sadia que podem alterar em alguns minutos a programação.
Visitem: http://www.cineclubesemacao.blogspot.com/

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