Belo Horizonte reafirma veia autoral na premiação ::  | Curta o Curta

Belo Horizonte reafirma veia autoral na premiação

Por Guilherme Whitaker em 31/07/2006 16:40




Beagá é tudo de bom!



As melhores coisas que podem haver num festival de curtas são, além de bons filmes pra conhecer, ótimas pessoas para boas idéias trocar e etc. Nisso, BH sempre foi craque, pois o povo mineiro é, com seu jeito peculiar, simpático e atencioso com os que os visitam, o que foi mesmo re-comprovado por mim. Outra re-comprovação foi que mais uma vez o Festival destacou, em sua seleção e também na premiação, filmes mais autorais, o que é ótimo para nós que preferimos filmes mais ousados. As sessões também foram bem programadas, mesclando filmes de vários gêneros e formatos. Também está de parabéns por (pela primeira vez) aceitar filmes em vídeo e não diferenciá-los dos 16 ou 35mm, o que tem se mostrado uma tendência nos principais festivais de curtas do mundo. Também participei de um bate-papo sobre mercado de curtas, quando notamos que um importante momento esta no ar, com a participação de muita gente e promissores projetos culturais e comerciais.

Assim, mais uma vez o site Curta o Curta e a Mostra do Filme Livre fizeram sessões especiais em Belo Horizonte, com certeza indicando que, apesar dos pesares  brasileiros, é belo o horizonte do futuro audiovisual que fazemos por aqui.
Assim, os 5 dias passados na capital mineira foram regados a muita alegria e sessões cheias de gente e filmes legais. As 3 sessões da Mostra do Filme Livre e as 2 sessões Curta o Curta levaram mais de 300 pessoas ao Palácio das Artes, sendo que tais encontros apenas foram possíveis porque o festival acreditou em nossos filmes e projetos. Assim, somos eternamente gratos às pessoas que tornaram possível nossa presença no evento, a saber: Deile Vassalo, Julia Nogueira, Daniel Queiroz e, é claro, Geraldo Veloso e Márcia Valadares. A vocês e a todos da excelente equipe do festival o nosso MUITO obrigado mesmo!!!!!!     Guiwhi Santos.

Confira
AQUI todos os filmes premiados no evento.      

KZL  &m  BH

Sensacional foi o período que passei no Festival Internacional de Curtas-Metragens de BH, onde eu tive a honra de contar com uma sessão contendo apenas filmes meus.

Veja mais no site do festival  AQUI . E tem umas fotos das sessões Aqui . Como vcs podem ver, a sala estava cheia. Coitados.

Acho que é um pouco – bastante – cabotino ficar aqui contando como foi a minha sessão, etc., além de dar argumentos pros chatos de plantão me chamarem de egocêntrico. Só digo então que tudo o que eu ouvia falar do Festival de BH, evento conheci só esse ano, se configurou. Ou seja: a galera da organização é gente finíssima (só por terem me aturado na pré-produção foi algo louvável, eh eh), filmes de excelente qualidade, platéia bombando em um evento gratuito, revi e conheci um monte de gente legal (como Mr. Dellani Lima, aí na foto), etc, etc... E também só me resta agradecer pela oportunidade de ter reservado uma sessão pra mim, um cara nem tão conhecido ainda. Putz, fui o único realizador desse ano em BH que teve o nome estampado em uma sessão! Show de bola. Melhor que muito prêmio.

            E VEJA AQUI MESMO umas matérias bacanas que eu pincei na web.

            Beijo nas criança, KZL

Guiwhi e KZL viajaram para Beagá à convite do festival.

Fotos de Guiwhi


AUTOFALANTE

Festival de Curtas Metragens de Belo Horizonte pt.1: Baierstorf: Filmes de Sangueira e Mulher Pelada
Entre os não sei quantos filmes do 8º Festival de Curtas de Belo Horizonte, o que mais me chamou a atenção foi “Baierstorf: Filmes de Sangueira e Mulher Pelada”. Realizado em 2004, o filme é um pequeno documentário que cineasta Christian Caselli realizou sobre o cultuado Petter Baiestorf. Com seus vinte minutos de duração, a fitinha já conseguiu lotar salas em alguns festivais no país e cultivar uma carreira relativamente bem sucedida. É um documentário todo cheio de boas intenções – bastante educativo em alguns momentos e, em outros, tão avacalhado como Baiestorf provavelmente desejaria que fosse.

(...)
Festival de Curtas Metragens de Belo Horizonte pt.2: Christian Caselli

Do pouco que assisti no 8º Festival de Curtas Metragens de Belo Horizonte, o que mais me agradou foi exatamente a Mostra Christian Caselli. Não sei quem é Christian Caselli e, pelo que pude entender, o sujeito acabou de sair da faculdade. Mas, logo de cara, a gente tem que ter um mínimo de simpatia por um cara que apresenta a maioria de seus filmes como “esse filme custou quase nada, fiz em casa. Vocês aí poderiam ter feito igualzinho”.

Dos oito filmes apresentados pela mostra, dá para tirar algumas pérolas. “Antes/Depois” é de babar ovo - cretino, safado, divertido, original e com uma puta noção de cinema. “Automusic” é uma simpatia só, enquanto “Testículos”, “Fé Nunca Mais” e “Autoconhecimento” são peças memoráveis.

O tal do Caselli, pelo visto, já conseguiu alcançar uma certa fama no circuito de curtas metragens, já tendo apresentado seus filmes em algumas mostras e competições no exterior (além, é claro, de ter ganho uma mostra só sua em BH).

 
DIVIRTA-SE

Mostra especial Christian Caselli
Caselli, ou KZL, é considerado entre críticos e curta-metragistas um dos mais criativos criadores do curta brasileiro. A ironia de sua obra já pode ser percebida em títulos como “Isso não é um título” ou “Testículos”, mas inclui todo um jeito de fugir da maneira usual de articular imagens, sons e temas.

PILULA POP

#6, por Rodrigo Campanella

Quando o cinema se ocupa fazendo carinho na própria barriga, isso normalmente rende um tiro na estômago do espectador não-iniciado no mundinho cult-cinematográfico. Daí a própria complicação em selecionar filmes para um festival, aberto o quanto é possível, como esse internacional de curtas de BH. Não se pode deixar de fora o experimental sem desagradar uma parte do público – que, ao contrário do que se pode pensar, muitas vezes entra na viagem e gosta do filme. Ao mesmo tempo, existe o risco tremendo de valorizar em excesso um cinema que parece bonito demais para a cabeça mas que parece ter sido feito para espectador nenhum.

Depois da sessão mais engraçada do festival, uma seleção de curtas do carioca Christian Caselli, um cara com excelente timing de humor e disposto a experimentar até onde ficar tudo ruim, não foi fácil encarar a sexta competitiva nacional. Cinéfilos de óculos de aro grosso devem ter quase se jogado no chão em êxtase ao fim da sessão, enquanto um clima desconfortável pesava no ar entre o restante do público.  (...)

... e Curta o Curta na Rede, é legal!
Fotos de Guiwhi e Paulo Lacerda

Comente aqui...


Você precisa digitar algo na caixa de texto.
Não foi possível enviar seu comentário.
Informe um e-mail válido.
Você precisa informar um nome.
Você precisa digitar algo na caixa de texto.

Jornal do Curta




[confira outras notícias]