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BELO HORIZONTE TERÁ MARATONA DE 12 DIAS DE CURTAS-METRAGENS

Por Guilherme Whitaker em 31/05/2001 12:42


BELO HORIZONTE TERÁ MARATONA DE 12 DIAS DE
CURTAS-METRAGENS 
Evento competitivo tem entrada franca e exibe o melhor do filme de curta duração em mostras competitivas, informativas e retrospectivas. O público irá escolher o melhor curta brasileiro do festival


O III Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte, que vai de 29 de maio à 10 de junho, volta depois de uma ausência de quase 6 anos com uma programação amplamente sintonizada com os mais recentes lançamentos nacionais e internacionais. Serão exibidos 135 curtas-metragens, em 12 dias de evento, sendo 73 curtas estrangeiros e 62 brasileiros. O festival estará exibindo no país pela primeira vez 60 curtas-metragens e todas as 86 sessões terão entrada gratuita.


Alguns dos destaques da programação são:

COMPETIÇÃO OFICIAL

14 curtas brasileiros e 36 estrangeiros. As ficções dominam com 37 trabalhos. Entre os destaques brasileiros estão a estréia de “Em Nome do Pai e do Filho” do mineiro Chico de Paula; o paulista “A História Real” de Andréa Pasquini, que faz sua estréia simultânea com o Festival de Cinema Brasileiro de Miami; e a produção vinda de Santa Catarina “Roda dos Expostos”, de Maria Emília de Azevedo.

Entre os muitos destaques internacionais estão 26 curtas inéditos no país, entre eles, o tailandês “Motorcycle” de Aditya Assarat, que recebeu prêmios nos Festivais de Chicago e Nova York e esteve em 2001 em Sundance, Buenos Aires e San Francisco. O vencedor dos prêmios do público e da crítica no festival de Clermont-Ferrand 2001, ‘Table Manners” (Tous à Table) de Ursula Meier. O russo “To Be Called For” de Anna Melikian, Prêmio Especial do Júri em Clermont-Ferrand 2001. O americano candidato ao Oscar 2001, concorrente direto do brasileiro “Uma História de Futebol”, “Seraglio” de Gail Lerner & Colin Campbell. O novo trabalho do mestre da animação portuguesa Abi Feijó, “Clandestino”. O curta experimental francês “Ere Mèla Mèla” de Daniel Wiroth, que ganhou o Teddy Awards no Festival de Berlim 2001.

PARALELA BRASIL

A diversidade da produção de curtas-metragens brasileiro é o que poderá ser visto na Paralela Brasil. Serão exibidas 22 das mais recentes produções de 2000/2001. São curtas representantes de 9 Estados e o Distrito Federal. Todos estarão concorrendo ao Prêmio de Melhor Curta Brasileiro pelo voto do público no valor de R$5 mil reais. O programa traz filmes premiados como a animação “Almas em Chamas” de Arnaldo Galvão e “Tropel” de Eduardo Nunes, além da animação em massinha “Disfarce Explosivo” de Mario Galindo. Haverá também a Paralela Minas com curtas produzidos no estado.

RETROSPECTIVA IVAN CARDOSO

O diretor Ivan Cardoso inventor do gênero terrir, uma mistura inusitada e inédita de comédia e filmes de terror, é um dos mais originais cineastas brasileiros tendo participado da efervescência dos anos 60 e 70 com um cinema de invenção, sempre na contramão do cinema comercial, imprimindo um caráter autoral e absolutamente singular. O Festival exibirá uma retrospectiva de 10 curtas produzidos por ele, entre 1973 a 1999, que mostrará um pouco da diversidade da sua produção: há documentários, terrir, experimentações imagéticas e muita mais.

UMA VEZ KIESLOSWKI

Um dos mais célebres e conceituados diretores de cinema, o polonês Krzysztof Kiesloswki estaria completando, se não tivesse falecido inesperadamente em 1996, 60 anos em junho próximo. O Festival quer revelar ao público um Kiesloswki ainda inédito. Através da exibição de oito curtas documentários feitos pelo diretor durante o período de 1969 a 1980 pretende-se mostrar o início da sua carreira, seu trabalho na Polônia e sua utilização muito particular do cinema documental. Todos os curtas estarão sendo exibidos pela primeira vez no Brasil.

BENDITOS DO CARLÃO

O cineasta Carlos Reichenbach foi convidado pelo Festival para escolher os seus curtas brasileiros favoritos. Conhecido por uma carreira absolutamente autoral e independente, e por seu interesse pelo cinema experimental e de idéias, Carlão, como é apelidado, selecionou inicialmente 20 curtas. Cobrindo 4 décadas do cinema brasileiro, a seleção demandou da organização do Festival uma verdadeira busca a cinematecas, acervos particulares e instituições públicas. O resultado desta busca o público poderá conferir: são 11 curtas, de 1966 a 1998, que mostram o lado mais intrigante do curta-metragem nacional.

SELEÇÃO DANISH FILM INSTITUTE

A Dinamarca é responsável por um dos cinemas mais inventivos da atualidade. O manifesto do Dogma 95, trouxe através de cineastas como Thomas Vinterberg e Lars Von Trier novos argumentos e fôlego para o experimentalismo no cinema sem deixá-lo de fora, no entanto, do mercado mundial. O Danish Film Institute é o órgão oficial da Dinamarca que dá apoio e suporte financeiro para este cinema criativo e cheio de novidades. Aqui uma seleção de 10 curtas recentes e inéditos no Brasil são um retrato do que anda pensando e realizando os novos cineastas dinamarqueses.

Haverá ainda mostras da Nova Zelândia e da França.

A programação completa está em http://web.archive.org/web/20040326205334/http://www.festivaldecurtasbh.com.br/

O III Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte é uma promoção da Fundação Clóvis Salgado, Governo de Minas Gerais; APPA (Associação Pró-Cultura Palácio das Artes) e com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de Belo Horizonte e com co-promoção da Zeta Filmes


III Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte
29 de maio a 10 de junho 2001
Local das Exibições:
Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes) - Av. Afonso Pena 1537
Cineclube Unibanco Savassi - R. Levindo Lopes 358
CRAV - Centro de Referência Audiovisual - Rua Professor Estevão Pinto 601


Entrada Franca (Estarão disponíveis, 30 minutos antes de cada sessão, senhas para o público).


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