Cachaça Cinema Clube celebra o movimento negro e suas raízes ::  | Curta o Curta

Cachaça Cinema Clube celebra o movimento negro e suas raízes

Por Guilherme Whitaker em 13/05/2004 01:41


Cachaça Cinema Clube

curta zózimo bulbul, hip hop sp, dj marco dreer, o bonde do rastafári,
carolina, maracatu e cachaça e cachaça

quarta, 19 de maio, às 20h30
Odeon BR
 
A décima quarta edição do Cachaça Cinema Clube celebra o movimento negro e suas raízes, exibindo os curtas: O Bonde do Rastafári, de Cyhthia Sims,  Hip Hop SP de Francisco César Filho, Carolina de Jeferson De e Maracatu, Maracatus, de Marcelo Gomes e presta homenagem ao ator e diretor Zózimo Bulbul, com a exibição do curta Alma no Olho.

Após a sessão, cachaça e música sob o comando do DJ Marco Dreer no segundo andar do cinema.

O Cachaça Cinema Clube tem apoio do Cinema Odeon BR, Universidade Federal Fluminense, Cavídeo, Instituto Goethe e Cachaça Magnífica.

Cachaça Cinema Clube
Dia 19 de maio de 2004
Cinema Odeon BR, 20h30. Praça Floriano, nº 7. Cinelândia
Preço: R$ 8,00  inteira / R$ 4,00

mais informações
liliam h /  2286 6336 / 2539 1505

contatos Cachaça Cinema Clube:
Cachaça Cinema Clube: cachacacinemaclube@yahoo.com.br

Os filmes

HIP-HOP SP, de Francisco Cesar Filho. 11 min. 1990.
Mergulho no mundo do movimento hip-hop de São Paulo quando este ainda estava no início de sua articulação. O curta mostra figuras que ajudaram a transformar esse movimento em um dos mais ativos e importantes no âmbito cultural das periferias das grandes cidades brasileiras. Thaíde e DJ Hum aparecem em apresentação de seu primeiro disco. Filme convidado para abrir o Festival de Oberhausen (Alemanha) em 1991 e ganhador dos prêmios para montagem, som e melhor filme para a juventude no Festival de Brasília de 1990.

MARACATU, MARACATUS, de Marcelo Gomes. 14 min. 1995.
Documentário sobre as diferenças culturais entre as várias gerações de integrantes do maracatu rural, ritual afro-indígena que tem suas origens nos engenhos de açúcar de Pernambuco. No Festival de Brasília de 1995 ganhou os prêmios de melhor ator, melhor som direto e melhor curta 35mm.

BONDE DO RASTAFARI, de Cynthia Sims. 32 min. 1997.
Documentário sobre a música reggae carioca. Sua origem, suas ambições e seus desdobramentos vão aparecendo na exposição dos seus integrantes que falam da cultura rasta, da situação de desigualdade racial, e da conscientização através do reggae.

CAROLINA, de Jeferson De. 14 min. 2003.
Carolina Maria de Jesus, pobre, negra, semi-analfabeta, se tornou um fenômeno literário nos anos 60 com a publicação de seus escritos sobre a vida na favela no livro Quarto de Despejo. O reconhecimento dos seus trabalhos não impediu que ela morresse esquecida e ainda pobre. Documentário sobre a sua vida, considerado um ícone do atual movimento negro. Ganhador dos prêmios de melhor fotografia e melhor filme no festival de Gramado em 2003, além do prêmio da crítica no mesmo festival.

ALMA NO OLHO, de Zózimo Bulbul. 12 min. 1976.
Filme simples, mas de grande significado sobre questão racial no Brasil. Usando uma linguagem cinematográfica de inspiração construtivista, Zózimo Bulbul coloca em evidência a busca da liberdade e a situação histórica do negro e suas conseqüências. Importante curta de um grande diretor e um dos principais nomes do movimento negro na cultura.  

O homenageado da sessão, o ator e diretor  Zózimo Bulbul, é figura de extremo valor para exposição e consolidação de uma cultura negra no cinema. Sempre preocupado com a afirmação dessa cultura como forma de entender o presente de desigualdade, Zózimo Bulbul criou uma obra como diretor que foi reconhecida no mundo todo.

Trabalhando como ator já em importantes filmes do cinema novo como Ganga Zumba, de Carlos Diegues e Terra em Transe, de Glauber Rocha, chegou a desenvolver um grande trabalho na direção. Seu longa Abolição recebeu prêmios no Festival de Brasília de 1988 para roteiro, fotografia e pesquisa histórica. Sua filmografia em curta-metragem também merece menção. Dia de Alforria foi premiado como melhor documentário no Festival de Cinema Latino de Nova York em 1990. O Cachaça exibe Alma no Olho, curta de 1976 sobre a busca da liberdade e a situação da escravidão realizado com uma inspiração concretista presente nas suas imagens.

Cachaça Cinema Clube.
Dia 19 de maio de 2004.
Cinema Odeon BR, 20h30. Praça Floriano, nº 7. Cinelândia.
Preço: R$ 8,00  inteira / R$ 4,00

mais informações
liliam h /  2286 6336 / 2539 1505

contatos Cachaça Cinema Clube:

Cachaça Cinema Clube:
cachacacinemaclube@yahoo.com.br

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