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Cachaça Cinema Clube faz 5 anos com retrospectiva no ODEON - de 7 a 11 agora

Por Guilherme Whitaker em 06/09/2007 16:30


5 anos de Cachaça Cinema Clube


Dia 7 começa a Retrospectiva Cachaça Cinema Clube. É a grande oportunidade de rever os melhores curtas exibidos ao longo desses 5 anos de bem sucedido ativismo cineclubista e algum hedonismo. Serão seis sessões reunindo filmes clássicos, raros, provocativos e queridos. Vejam a programação na filipeta turbinada. Ela está simplesmente imperdível. Abaixo dela, mais detalhes sobre os filmes.

De 7 a 11, sessões no Odeon seguidas de uma caipirinha grátis na Lapa ao apresentar o ingresso. Fechando a mostra, na quarta, dia 12, a sessão do Cachaça terá tudo que o Cachaça dá direito. Sempre no Odeon, às 20:30 h.

Programação:

ANO I – dia 07/09

Bichos Urbanos, de Karen Barros e João Mors Cabral. 20 min. 2002.
Primeiro filme da dupla de organizadores do Cachaça. O curta, uma ficção semidocumental sobre o Rio de Janeiro e os animais que se espalham pelas suas ruas e parques, percorreu o Brasil nos festivais de cinema e recebeu o prêmio de melhor filme no Festival Primeiro Plano de Juiz de Fora em 2002.

Palhaço Xupeta, de André Sampaio. 8 min. 1996.
Primeiro filme de André Sampaio que. O Palhaço Xupeta vai animar uma festa de criança. Tema corriqueiro que ganha tratamento único nas mãos de André. Um clássico da UFF mais uma vez orgulhosamente exibido pelo Cachaça.

Juvenília, de Paulo Sacramento. 7 min. 1994.
Paulo Sacramento é capaz de transformar qualquer tema simples em uma obra com complexidade estética onde os lugares comuns são colocados em questão. A beleza da juventude vista de outro modo.

À Meia-Noite com Glauber, de Ivan Cardoso. 16 min. 1997.
Filme-invenção, partitura de iluminações em mosaico, imagens diagramadas para o júbilo da retina, formando um evangelho glauberiano de Ivan. Curta homenageado nessa sessão, importante contraponto aos outros filmes exibidos, é um resgate da figura de Ivan Cardoso, cineasta consagrado que merece ter sua produção de filmes curtos mostrada para o público.

Tabu, uma lenda amazônica, de Eurico Richers. 5 min. 1949.
Recriação de um ritual indígena através de coreografia estilizada que culmina em um provocante quase nu feminino chocante para a época.

Útero, de Camila Marquez, Rebecca Ramos e Raul Fernando. 4 min. 2001.
Sonho e realidade se misturam quando um jovem vai realizar uma simples tarefa cotidiana. Filme de cadeira da Universidade Federal Fluminense elogiado pelo resultado técnico obtido e a criatividade na adaptação de um conto de Julio Cortazar.

+ filme surpresa


ANO II – dia 08/09

Vinicius de Moraes, um Rapaz de Família, de Suzana de Moraes. 30 min. 1982.
Média-metragem muito pouco exibido. Oportunidade rara de ver Vinicius de Moraes em seus momentos mais íntimos, junto a sua família e cercado de seus amigos, personalidades da época, como Ferreira Gullar e Oscar Niemeyer. Um ícone de nossa música, poeta, boêmio, sendo absolutamente ele mesmo.

Alma no Olho, de Zózimo Bulbul. 12 min. 1976.
Filme simples, mas de grande significado sobre questão racial no Brasil. Usando uma linguagem cinematográfica de inspiração construtivista, Zózimo Bulbul coloca em evidência a busca da liberdade e a situação histórica do negro e suas conseqüências. Importante curta de um grande diretor e um dos principais nomes do movimento negro na cultura.

Bethânia Bem de Perto, de Julio Bressane. 33 min. 1966.
Maria Bethânia sempre foi uma figura sagrada e um mito maior de nossa música popular. Em 1966, no começo de sua carreira, já possuía talento em abundância e a capacidade de cativar qualquer um que se encontrasse perto dela. Julio Bressane ficou fascinado com aparência frágil, alegre e bonita da jovem cantora e fez esse curta onde mostra um pouco de todo esse poder na sua intimidade.

Documentário, de Rogério Sganzerla. 11 min. 1966.
Primeiro filme de Rogério Sganzerla. Dois jovens percebem o que é o Cinema quando vão ver um filme. O curta se posiciona diante do que vem a ser esse cinema com suas limitações e possibilidades reais.

Tim Maia, de Flávio Tambellini. 15 min. 1987.
Tim Maia, morto há alguns anos atrás, entrou para a galeria de grandes artistas da MPB não apenas por suas composições e sua presença como intérprete. Dono de um posicionamento muito próprio diante do mundo, genial, controvertido, seu universo cultural e pessoal é exposto nesse curta de Flávio Tambellini.


ANO III – dia 09/09

Olho por Olho, de Andrea Tonacci. 20 min. 1966.
Em 1966, ao realizar Olho por Olho, Andrea Tonacci já se engajava em um cinema de contestação com buscas formais que mais tarde se consolidariam em suas obras Bang Bang e Blábláblá. Curta violento e tenso, com montagem de Rogério Sganzerla. &nsp; &nbp;

Nelson Cavaquinho, de Leon Hirszman. 14 min. 1969.
Documentário curta-metragem em preto e branco e 35mm sobre o sambista, desconcerta. Captado em 1969 pela lente de Leon Hirszman, um Nelson Cavaquinho de 59 anos de idade flagrado divagando suas impressões sobre a música e a vida em sua casa no dia-a-dia tranquilo de Bangu, caminhando pela vizinhança simples e, principalmente, cantando com sua embargada voz, o indefectível dedilhar debochado de seu violão (tão irresistível de se imitar, para quem é violonista) e um olhar comovente que consolida de vez o caráter comovente de sua poesia popular.

Mutantes, de Antonio Carlos Fontoura ou Ver Ouvir, de Antônio. 7 min. 1970
Um dia na cidade de São Paulo com Os Mutantes.

Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho. 13 min. 2004.
Kleber Mendonça já surpreendeu a todos com sua super premiada filmografia. Com Vinil Verde, ele dá ao seu trabalho um tom de suspense aliado à inovação no uso das imagens. Esse curta mostra a enorme capacidade de seu diretor para manipular os instrumentos audiovisuais.

Senhor Pauer, de Ozualdo Candeias. 15 min. 1989.
Ozualdo Candeias é um dos maiores nomes do cinema brasileiro. Realizador de obras primas como A Margem e O Vigilante, não foi ainda devidamente reconhecido e teve uma carreira difícil. Senhor Póuer é um curta resultado dessa dificuldade. Nele, em meio a todos os empecilhos de produção, vemos toda as principais características de seu cinema. Filme muito pouco visto, um presente do Cachaça ao seu público.

Da Janela do Meu Quarto, de Cao Guimarães. 5 min. 2004.
A aparente simplicidade do documentário contrasta com a sua grande capacidade de tratar de temas importantes para o cinema. Realizado em vídeo digital, “Da janela do meu quarto” explora as possibilidades do formato para captar e manipular a realidade. Com esse curta Cao Guimarães se afirma como um dos grandes nomes do documentário brasileiro. Se seu filme “A alma do osso” foi o grande vencedor do Festival É Tudo Verdade 2004, seu novo curta foi o Melhor Curta Documentário da Competição Brasileira do É Tudo Verdade de 2005, além de ter recebido uma Menção Especial no Festival Encontros de Cinema da América Latina de Toulouse. O curta também foi o Melhor Vídeo no Zoon Cine Esquema Novo de 2004 e o Melhor Documentário do Curta Cinema 2004. Selecionado para quinzena dos realizadores – Cannes 2005.


ANO IV – dia 10/09

Filme Pornográfico, de autor desconhecido. 16 min. 1920.
Raridade. Trechos de um filme pornográfico brasileiro produzido na década de 20.

Gostosa, de Alexandre Posk, Márcia Nascimento e Pablo Lacal. 7 min. 1991.
Curta que pode ser considerado como um dos Clássicos da UFF. Atrevido exercício de montagem e fotografia que se permite usar de forma sensual o corpo humano em cena na tentativa de, através das imagens, descrever o que se sente durante um ato sexual.

O Latido do Cachorro Altera o Percurso das Nuvens, de Raul Fernando, Camila Márquez, Rebeca Ramos, Estevão Garcia e Pedro Urano. 10 min. 2005.
Qual a razão dessa extravagância?

O Papa do Pulp, de Carlos Adriano. 15 min. 2002.
Luchetti é um escritor de livros de ação e policiais que já lançou mais de 1514 títulos que publicou sob heterônimos. Assinados são 26. Carlos Adriano faz nesse curta o que já vem fazendo há anos, misturando documentário com experiências pictóricas e narrativas.

Maluco e Mágico, de Willam Shoucair. 12 min. 1927.
Em uma ilha, vive o esquisito povo que não trabalha. Mulheres brincam na praia, com toques de erotismo. Recém-chegado da Índia, onde cursou faquirismo, surge um mágico e também maluco, que causa confusões no local.

Diversões solitárias, de Wilson Barros. 12 min. 1983.
Rapaz sai de patins, levando um walk-man e uma máquina fotográfica. Percorre patinando as ruas de São Paulo, parando algumas vezes para fazer fotos e dar telefonemas. Ignora a moça que procura conversa numa lanchonete e nem escuta uma outra que faz um demorado discurso sobre alienação. À noite, sozinho em seu apartamento, escuta os recados que deixou para si próprio na secretária eletrônica.

Ressurreição, de Arthur Omar. 6 min. 1987.
Usando imagens dos arquivos técnicos da polícia e das páginas policias de jornais, o curta é uma montagem de fotografias de crimes com apelo violento que, através de um trabalho de recontextualização estética com som e música, ganham um significado transcendental que discute a imersão cotidiana nesse estado de terror. Selecionado para a mostra dos 100 melhores curtas de todos os tempos no festival de cinema do México, 1995.

Nossos Parabéns ao Freitas, de Felipe Marcondes Sant'Angelo. 11 min. 2003.
O filme narra o trágico aniversário de Freitas, pai de família reacionário e reprimido que se auto-intitula um "come-cu de putas".


Seleção Premiados CCC- dia 11/09

Uma Folha que Cai, de Ivo Lopes Araújo. 16 min. 2003.
Obra pessoal, fotografada e montada com extremo apuro técnico pelo próprio diretor, constrói uma ligação entre um homem, um menino e uma memória através de planos sobrepostos e que se repetem.

Por Dentro de uma Gota D'água, de Felipe Bragança e Marina Meliande. 10 min. 2003.
"Quem foi que me prendeu por dentro de uma gota d'água?" Mário Quintana.

Imprescindíveis, de Carlo Magno. 5 min. 2003.
Carlos Magno já faz vídeos há um tempo e sempre se preocupou em explorar ao máximo as possibilidades expressivas dessa formato. Com Imprescindíveis ele lida com a questão da manipulação ao mostrar a tentativa de um pai de doutrinar seu filho pequeno. O vídeo é um trabalho onde a parcela de realidade contida nas imagens as leva rumo ao documental, sem assumi-lo por completo.

Felicidade, de Emerson Schmidlin. 7 min. 2004.
Inicialmente criado para fazer parte de uma exposição de artes plásticas como uma instalação, esse curta consegue ultrapassar a barreira que separa os códigos dessas áreas tão distintas da expressão artística. Exibido em São Paulo, em um festival de curtas, ele chama a atenção por ousar na sua construção narrativa e ao tocar em um tema muito caro a todas as pessoas.

Luzia Passou por Aqui, de Letícia Paiva e Paulo Mendel. 13 min. 2005.
Ao tirar seus óculos, a míope Luzia enxerga uma vida.

Nascente, de Helvécio Marins Jr. 17 min. 2005.
Incrível proposta visual de belíssimo resultado. Explorando o máximo da fotografia, Helvécio cria uma obra existencial que insere o Homem na exuberância acolhedora da natureza. No currículo do diretor está Dois homens, já exibido no Cachaça. Helvécio é um dos diretores da Teia, produtora que exerce importante papel na atual safra de vídeo arte mineira, que tem como exemplo mais recente o premiado documentário Aboio.

Eletrodoméstica, de Kleber Mendonça. 22 min. 2005.
Um dos filmes mais comentados e bem sucedidos do Festival de São Paulo e mais uma grande obra de Kleber Mendonça, diretor de ‘Vinil Verde’, exibido em Cannes este ano. Eletrodoméstica lança um olhar nada usual sobre a classe média brasileira e seus valores. Além do Prêmio Cachaça Cinema Clube, ganhou também em São Paulo os prêmios Os Dez Mais – Escolha do Público e o Prêmio Aquisição do Canal Brasil.


Premiados 2007 – dia 12/09

A Curva, de Salomão Santana. 5 min. 2007.
Salve! Hoje ó Cidade do Progresso Aquela que mais cresce no Ceará Juazeiro! Tu és parte do Universo Teu sucesso na História ficará.

Como Enfrentar os Desafios da Vida Moderna, de Leonardo Maestrelli. 9 min. 2006.
Jeremias vive uma rotina aprisionante. No trabalho, no trânsito, no refeitório, ele reflete sobre seus desafios cotidianos.

Copan: Até Onde seus Olhos Alcançam, de Diogo Faggiano, Eduardo Chatagnier e Lia Kulakauskas. 13 min. 2006.
Documentário que discute as questões do olhar hoje, tendo o edifício Copan como pano de fundo

Trecho, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr
Pugile, de Danilo Solferini
De Resto , de Daniel Chaia

sessão clássica com degustação de cachaça e música

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