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Cachaça Cinema Clube faz sessão em apoio ao HAITI nesta quarta no Odeon

Por Guilherme Whitaker em 24/01/2010 12:18


De repente, os olhos do mundo todo se voltam para o Haiti. O país, que já era miserável, retrocedeu ainda mais com o terremoto. Uma catástrofe natural que se soma a séculos de descaso político, social e humanitário. O Haiti, pioneiro na abolição da escravidão e primeira república negra do mundo, é exemplo maior da história de resistência e luta dos povos da América Latina, primeiramente pilhados e dizimados pelos colonizadores, posteriormente explorados por ditadores sanguinários; e sempre relegado à própria sorte pelas potências mundiais. E, em meio aos escombros, aos mortos, às gangues e às filas de espera para receber ajuda, o haitiano resiste.

Sessão Povos da América, com renda revertida para os fundos de ajuda ao Haiti

- Kogi, de Paula Gaitán
- Peiote, de Cao Guimarães
- 4 Portes, de Louise Botkay-Courcier
- Confessionário, de Leonardo Sette
- Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, de Komoi Paraná
- Saudações, cubanos!, de Agnès Varda, 1962, 27'

quarta, 27 de janeiro de 2010, às 21h

Odeon Petrobras

Para lembrarmo-nos da força deste e dos demais povos da América, o Cachaça Cinema Clube do dia 27 de janeiro faz uma homenagem às culturas, às tradições e às revoluções da gente do nosso continente.

A bilheteria da sessão será revertida para os fundos de ajuda ao Haiti, através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Banco: HSBC, agência: 1276, conta corrente: 14526-84, CPNJ: 04.359.688/0001-51).

Na programação, filmes sobre as nossas raízes indígenas, negras e brancas, e suas interações na construção de nossa identidade latino-americana, ao mesmo tempo tão diversa e tão semelhante. Em abordagens pessoais, experimentais e libertárias, tão caras ao Cachaça Cinema Clube.

Kogi, filme lírico de Paula Gaitán, retrata a percepção de mundo da nação indígena de mesmo nome, situada na Colômbia. Pequena grande obra do videoartista Cao Guimarães, Peiote, mostra a multifacetada cultura mexicana através da observação dos passos de dança de uma criança. Confessionário, de Leonardo Sette, é um filme emocionante e revelador sobre a atuação dos missionários junto aos índios brasileiros na década de 50, através do delicado diálogo entre o cineasta e o missionário católico Silvano Sabatini. Komoi Paraná, índio da etnia Paraná, mostra o singelo e divertido Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, sobre a infância em sua tribo. Trata-se de uma produção do Vídeo nas Aldeias - projeto pioneiro de produção audiovisual indígena no Brasil, que busca o fortalecimento de suas identidades e patrimônios territoriais e culturais através de vídeos realizados pelos próprios integrantes das diferentes etnias do país.

Destaques

4 Portes, de Louise Botkay-Courcier, é um documentário experimental sobre a prática do vodu no Haiti, culto freqüentemente deturpado e tratado com preconceito. A cineasta franco-brasileira, que morou no Haiti quando criança, atualmente se divide entre Paris e Rio de Janeiro, e hoje está em viagem pelas tribos indígenas da Amazônia. Seu filme é um delicado registro do ritual haitiano, em parceria com o canal de TV francês Arte.

Saudações, cubanos!, talvez um dos mais belos trabalhos de Agnès Varda, é uma colagem de 1800 fotos feitas por ela em sua visita à Cuba no ano de 1962. Três anos após a revolução socialista, que completou 50 anos em 2009, sentia-se no ar a efervescência dos novos ares no país. Com o olhar sempre terno e inventivo da diretora, conhece-se um pouco da maior riqueza da pequena ilha socialista: o povo cubano. Fidel e os músicos, socialismo e cha-cha-cha. Para esta exibição, contamos com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França.

A festa

Após os filmes, tradicional degustação de Aguardente Claudionor, eleita a 3a. melhor cachaça do Brasil. Na festa, DJ H aposta em cumbia, eletrolatino, salsa e rumba, fazendo uma homenagem ao compositor cubano Dámaso Pérez Prado, El Rey del Mambo. E atrações musicais surpresas são esperadas.

Cachaça Cinema Clube

Dia 27 de janeiro de 2010.

Cinema Odeon Petrobras, 21h. Praça Floriano, nº 7. Cinelândia.

Preço: 12 Reais inteira, 6 Reais meia.

Renda revertida para fundos de ajuda ao Haiti


Os filmes

Kogi, de Paula Gaitán, 2009, 13'
Uma viagem imaginária à nação indígena Kogi, situada na Serra Nevada de Santa Marta, na Colômbia. Para os Kogi, um grande espelho divide dois mundos, o das percepções, sensorial, e o mundo abstrato dos significados.

Peiote, de Cao Guimarães, 2006, 4'
Uma criança possuída por entidade híbrida (luta livre mexicana e super heróis japoneses) oferece aos índios ancestrais a contra-dança.

4 Portes, de Louise Botkay-Courcier, 2009, 6'
Mergulho no universo vodu Haitiano.

Confessionário, de Leonardo Sette, 2009, 15'
O missionário católico Silvano Sabatini relembra sua chegada à Área Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nos anos 1950.

Prîara Jõ, depois do ovo, a guerra, de Komoi Paraná, 2008, 15'
As crianças Panará mostram o seu universo num dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda está presente no imaginário das crianças.

Saudações, cubanos!, de Agnès Varda, 1962, 27'
Agnès Varda traz de Cuba mil e oitocentas fotos em preto e branco e faz com elas um documentário didático e divertido. Fidel e os músicos, socialismo e cha-cha-cha.

Contato:

Débora Butruce / 99996392
deborabutruce@hotmail.com

Karen Barros
karenblackbarros@gmail.com

www.cachacacinemaclube.com.br
cachacacinemaclube.blogspot.com


 


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