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Cachaça Cinema Clube - Nesta quarta, Edição divina!

Por Guilherme Whitaker em 14/05/2007 09:34


Cachaça Cinema Clube
Edição divina!


Quarta-feira, 16 de maio, 21h
Odeon BR

- Deus dá fome, de Pedro Bronz
- Deus é pai, de Allan Sieber
- Distúrbio, de Mauro D'Addio
- Sexo e Claustro, de Cláudia Priscilla
- Oriki, de Jorge Alfredo e Moisés Augusto
- Milagre de Lourdes, de Carlos Alberto Prates Correia

O Papa vai embora, mas Deus continuará entre nós em todas as formas e interpretações. Sabendo que o brasileiro tem uma grande carga religiosa norteando sua vida e interferindo nos seus valores, o Cachaça Cinema Clube preparou uma sessão dedicada a discutir esse tema, aproveitando que, com a visita de Bento XVI, ele estará em relevância.

A sessão tentará deixar evidente as mais variadas maneiras que temos de nos relacionar com a fé e as instituições religiosas, mostrando nosso grande sincretismo, traço louvável da nação brasileira. A sessão mistura o documentário rápido e certeiro como “Deus dá fome”, a crítica incômoda e sensual de “Distúrbio”, a homenagem poética de “Oriki” e o deboche bem-humorado do clássico da animação “Deus é Pai”, de Allan Sieber.

Destaque:

“Milagre de Lourdes”, ficção mineira, é o primeiro trabalho de Carlos Alberto Prates Correia na direção. Chamado por Joaquim Pedro de Andrade para ajudar na produção de “O Padre e a Moça”, Carlos Alberto teve a oportunidade de aguçar suas observações sobre religião, suas instituições e fiéis. “Milagre de Lourdes” pode ser considerado um pequeno clássico inserido dentro do cinema novo.

Depois da sessão, festa, confraternização e música com DJ Marco Dreer e DJ convidado.

O Cachaça Cinema Clube conta com o apoio do Cinema Odeon BR, Cachaça Velha Província, Boteco Belmonte e da Gráfica Alves.

Cachaça Cinema Clube.
Dia 16 de maio de 2007.
Cinema Odeon BR, 21H. Praça Floriano, nº 7. Cinelândia.
Preço: 10 Reais inteira/5 Reais meia.

A sessão:

Deus dá fome, de Pedro Bronz. 2 min. 2002.
Pedro Bronz é um dos mais interessantes realizadores de vídeo do Brasil. Graças a sua capacidade de aliar simplicidade material a uma criativa manipulação de temas e imagens, ele sempre apresenta trabalhos que cativam não só os críticos, mas também o público. “Deus dá fome” é um documentário rápido e certeiro sobre fé e devoção em tempos de espetáculo e pós-modernidade.

Deus é pai, de Allan Sieber. 4 min. 1999.
Um clássico da animação brasileira. “Deus é Pai” é a primeira animação do cartunista Allan Sieber e, na época do seu lançamento arrecadou prêmios e polêmicas ao redor do mundo. O curta é um dos mais significativos dos trabalhos de Allan no cinema, reunindo as principais características de suas obras, como sarcasmo, inteligência, humor e tosqueira estética.

Distúrbio, de Mauro D'Addio. 10 min. 2005.
Para sobreviver no ambiente repressor e religioso de sua família, um jovem se refugia em seus sonhos sensuais. Usando metáforas bíblicas e nomeando seus personagens de forma provocativa, o curta força um desfecho redentor e ao mesmo tempo insólito. Através disso o diretor busca discutir a relação que temos com os tabus.

Sexo e Claustro, de Cláudia Priscilla. 12 min. 2005.
Realizado na Cidade do México, esse documentário mostra a relação única que uma freira desenvolveu com a Igreja. Com depoimentos, sua concepção de religião, fé e sexualidade revelam uma personalidade incomum e incompreendida.

Oriki, de Jorge Alfredo e Moisés Augusto. 15 min. 1998.
A festa de Iemanjá, a rainha do mar, é filmada de maneira poética, quase que uma homenagem à força mística de seus filhos devotos. Poemas e músicas sobre a orixá nas vozes de Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Augusto de Campos são o fio que conduz o documentário sobre a religiosidade na Bahia.

Milagre de Lourdes, de Carlos Alberto Prates Correia. 11 min. 1966.
Com 24 anos, Carlos Alberto Prates Correia foi chamado por Joaquim Pedro de Andrade para fazer continuidade no “Padre e a Moça”. Esse foi o ponto de partida de uma carreira ligada tanto ao cinema novo quanto às formas de produção marginais. “Milagre de Lourdes”, ficção feita em Minas, é uma construção um tanto anarquista e bem humorada, pronta para lançar uma observação autoral sobre a presença de uma figura religiosa no meio de nós.

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