Caixa Preta no Beco do Rato dia 23 de fevereiro - Grátis ::  | Curta o Curta

Caixa Preta no Beco do Rato dia 23 de fevereiro - Grátis

Por Guilherme Whitaker em 21/02/2006 08:31



Caixa Preta no Beco do Rato
Filmes+Músicas+Intervenções 
Dia 23-02 a partir das 21h, com chorinho grátis



DOM JOÃO VI, o FUJÃO, e sua CORJA que ZIDANEM!!! Chega de Burrice estatal!!

Muito triste ver o Rio cada vez mais poluído pela BURRICE! Qual a graça eou o sentido de se comemorar 2 séculos da fuga de uma familia de fracassados? Não existe mais nada na cidade, hoje, que seja mais contemporâneo quisso

Dia 9 de março - Passeata/protesto contra a Burrice estatal!!!

Ao mesmo tempo que a cidade do Rio apodrece pela inércia de seus governantes mais interessados em angariar moedas do que em consertar os enormes problemas de nossa saúde e nossa segurança, entre outros tantos problemas, ao mesmo tempo esta CORJA que há décadas domina os palácios e as mídias locais, neste mesmo infeliz tempo de paliativos e mentiras descaradas, segue a GUERRILHA que leva pras ruas da cidade filmes, curtas que mostram um poco do lado B desta bosta toda em que hoje se encontra nossa tão decadente quanto linda (mas infeliz) cidade...  O RIO esta poluído pela BURRICE e pela HIPOCRISIA de governantes comprometidos com seitas e pelo grande capital, preles não importam os problemas e sim as aparências, as superfícies, não a razão de tanta desgraça com o meio-ambiente e com a degradação também moral de uma sociedade já acostumada aos fins justificando os meios... O RIO não merece os POLÌTICOS QUE TEM... A propósito, a RIOFILME existe?  Onde está o compromisso com o cinema local? Quando, nesta cidade, se vai pensar e agir num longo prazo superior a um semestre? Quando? (Guiwhi Santos)

LEIA AQUI O MANIFESTO   SANGUE DE BARATA e entenda um poco do que esta rolando...  Dia 9 de março, passeata/protesto/etc contra um edital que, em pleno século XXI, quer homenagear um bando de fujões portugueses que trouxe pro Brasil, há  200 anos, muito da podridão que hoje ainda temos que conviver!!! 

CARTA ENVIADA AO JORNAL O GLOBO pelo Fórum de Produtores de Cultura do Rio de Janeiro. Leia AQUI.

Posição ASCINE-RJ perante comando Colônia - Leia AQUI.


Mais cartas e manifestos e etc, aqui mesmo, no Curta o Curta, que não aguenta mais tanta burrice reúnida num só palácio!

E voltando ao tema...

O Beco do Rato apresenta nesta quinta, 23-02...
Sessão CAIXA PRETA
Beco do Rato, Rua Morais e Vale, 08 / 201
(entre as Av. Augusto Severo e Rua da Lapa) - Lapa 


Programação desta quinta, 23 de fevereiro

Sopro / Eduardo Nunes
Operação Morengueira / Chico Serra e Godot Quincas
Dramática / Ava Rocha
Onde a noite acaba / Poliana Paiva


E não perca!
Desabafos e bafafás sobre a volta de D. João VI a Baía de Guanabara

BECO DO RATO
Rua Morais e Vale, Beco
Quintas-feiras
Concentração a partir das 19:30
Receita de Choro às 20:00
Cineclube às 23:00 

Poemas nos intervalos e após a sessão (depende dos frequentadores)
* Há grandes possibilidades de desorganização sadia que podem alterar em alguns minutos a programação.
Visite nosso blog: www.becodorato.blogspot.com


SANGUE DE BARATA 


A semana passada começou bem. Tivemos perto de perder mais um direito caso o deputado Sivuca conseguisse levar adiante sua proposta de facada na cultura e no esporte. Por sorte até os seus o convenceram do absurdo. Gaveta. Mas, um pouco antes, o nosso secretário de cultura do estado se gabava da diminuição da verba para a cultura, sua pasta. Soube que um grupo organizado da sociedade o procurou solicitando apoio na revitalização de uma rua chamada Morais e Vale, já que a principal obra por ele anunciada, a restauração da Igreja da Lapa, dá fundos para essa rua que abrigou Manuel Bandeira e Madame Satã em grandes momentos das suas vidas. Gaveta. E seguem inaugurando salas populares que não programam além da inauguração.

Ao mesmo tempo, na surdina, o ministro da comunicação avança de maneira nada democrática na seara da TV digital. Será que a população brasileira sabe do que se trata?

Aqui, Rio de Janeiro, a capital cultural – é o que dizem – há pouco tempo soubemos do biênio do pan-americano, depois do biênio do audiovisual na lei municipal de incentivo à cultura, quando o edital de fomento a curtas metragens foi assassinado e começou a morte lenta e com requintes de crueldade da Riofilme. Por onde andará seu presidente? E não é que um tal de Fórum de Produtores de Cultura da cidade vinha travando contato franco com a secretaria das culturas. Uma das coisas que achava – o fórum – era que apontar conteúdo para projetos em lei de incentivo se tratava de dirigismo cultural, diferente da contrapartida social proposta pelo ministério da cultura, fortemente combatida por organizações como a globo, por exemplo e seus empregados do maior escalão. Foram convencidos – o fórum – que não. Não se tratava de esportes somente, mas da cultura de qualquer país participante do pan carioca, inclusive o Brasil. Entendi que era para os produtores levarem em consideração o espírito olímpico. Se bem me lembro o secretário e a então presidente do Rioarte e, agora, subsecretária assinaram a ata dessa audiência. Produtores começaram a se movimentar, estudar temas e conceitos. Perderam tempo e dinheiro, dizem. Dois dias antes do decreto que regulará(?) a lei do iss, nova audiência, onde nenhuma pista sobre a surpresa que contarei a seguir. O biênio 2006/2007 será sobre a chegada de D. João VI e a família real no Rio. Não creio que o secretário e sua sub fossem faltar com a verdade diante dos representantes dos produtores. Agora deu pra entender porquê nosso prefeito pode estar fora durante a sua festa favorita, em Portugal assinando convênio – ou algo assim – sobre o mesmo tema. Vai perder o carnaval, mas provavelmente irá dizer que o Rio merece esse esforço.

Chegou a hora desse povo, que vem sendo maltratado por essas farinhas que vieram do mesmo saco, acordar. Venha Cacá, venha Cactos Intactos, venham os adoradores do filme livre. Venha Fórum de Produtores de Cultura do Rio, venha ABD&C, venha Nós do Morro, venha Conspiração, venha Zelito e Palmeira recentemente invadidos e agredidos. Venha Kabum, venha Cinemaneiro, venha Boca de Filme. Venham de todos os bairros, todas as favelas. Venha Nação Maré, venha Grupo Fan, venha Barretão, Venha D2, venha Conhecimento Solidário, venha Chico Buarque, venha Rui Guerra, venha Instituto Invepar. Venha curtaocurta, venha ASCINE-RJ, venham associações de classe em geral e associações de moradores. Venham cineclubes, venha Seu Jorge, venha Nós do Cinema, venha CUFA, venha Fora do Eixo. Sérgio Peo, Noilton, Rosemberg, venham. Venha Observatório das Favelas, venha Usina da Cidadania, venha Ação Comunitária. Venham negros, brancos, mulatos, pardos, vermelhos, rosas, verdes e amarelos. Vamos transformar esse dia de evento cultural, com choro e curtas, em uma mobilização a favor do nosso município e do nosso estado e contra essa violência da pior espécie que sofremos há pelo menos duas décadas. A violência do poder público que gera toda e qualquer violência.

Frederico Cardoso – Cineclubista e Curtametragista

Prezada Alessandra (repórter do O Globo),

Primeiramente gostaríamos de parabenizar pela matéria que esperamos abrir debate público sobre esse importante assunto. Abrir debate, pois os produtores culturais que mais se utilizam da Lei do ISS carioca não tiveram voz. O Fórum de Produtores de Cultura do Rio de Janeiro vem promovendo reuniões periódicas desde maio do ano passado, justamente pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio ter apresentado inúmeros problemas, em 2005, assim como outros inúmeros problemas em anos anteriores. Propôs algumas mudanças no funcionamento da lei que, diga-se, todos acham uma boa lei, somente gerida de maneiras que não contemplavam (e ainda não contemplam) os principais interessados: os produtores culturais cariocas e, por conseguinte, a população beneficiada com suas obras. Ora é biênio do audiovisual, deixando de fora toda e qualquer forma de arte, ora
interferência em conteúdos, como o caso atual, ora a renúncia é utilizada em apenas 3 meses do ano, ora a lei é interrompida por meses, por conta de vontades nunca bem explicadas.

Ano passado o Fórum apresentou, em audiência com o secretário das culturas, propostas que julgava, e ainda julga, pertinentes. Em janeiro de 2006, já munidos das notícias dos jornais sobre o biênio do pan-americano, nova audiência aconteceu. O grupo de produtores presentes soube das opiniões da prefeitura sobre a proposta de 2005 e mostrou contrariedade quanto à prefeitura escolher o conteúdo a ser proposto pelos artistas. Foi esclarecido pelo secretário - ele e sua subsecretária assinaram a ata dessa
audiência que pode ser colocada à disposição - que o tema pan se referia às culturas dos países participantes do evento carioca, inclusive o Brasil, o quê abria muito mais o leque de opções e se configuraria como levar o espírito olímpico para os projetos, mas não interferir diretamente nos conteúdos. O Fórum aceitou as explicações.

Dois dias antes da publicação do polêmico decreto, em nova audiência com a subsecretária, tudo foi confirmado, apenas com a ressalva de que ainda estavam, na prefeitura, revisando alguns pontos para o lançamento do edital que apresentaria as regras do jogo e o cronograma a ser respeitado. 

São dois os problemas:

1) Os produtores cariocas se uniram para propor e dialogar sobre a lei de incentivo clara, aberta e honestamente, como verdadeiros parceiros do poder público municipal, já que o bom funcionamento da nossa lei interfere positivamente nas vidas de cada cidadão do Rio. Quando a disposição para o diálogo é quebrada da forma como foi, por parte da prefeitura, demonstra que os anseios da população não estão sendo respeitados nem levados em consideração;

2) A obrigação de um único tema, além de transformar artistas cariocas em empregados a serviço da prefeitura - o quê poderia ocorrer sem essa carga negativa, caso fosse lançado um edital somente para isso e com investimento direto da prefeitura e não por uma lei de incentivo que não deve obedecer a critérios de conteúdos, mas sim a critérios técnicos e práticos. De outro modo, interfere na criação artística - trará à luz, com certeza, projetos caça níqueis, já que os produtores tem que viver da sua arte de alguma forma e uma bomba desse poder pegou a todos de surpresa. A medida é desnecessária, pois, com a proximidade dos 200 anos da chegada da família real ao Rio, naturalmente surgiriam projetos com esse tema, vide LC Barreto na matéria de hoje.

Terminamos nos colocando a disposição para entrar em contato com alguns representantes de algumas entidades que representam a cultura no nosso Rio de Janeiro (Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas - Rio, Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Empresas Produtoras de Cinema), que podem acrescentar elementos importantes à sua matéria e levar a público uma nova rodada de discussões. 

Sem mais, aguardamos retorno na certeza da existência de um debate democrático.

Fórum de Produtores de Cultura do Rio de Janeiro
O Rio Faz Cultura. 

para comunicar-se com o FórumProCultRio envie mensagem para
forumprocultrio@gmail.com
forumprocultrio@yahoo.com.br
ou através dos telefones:
21 2221-2832 - Viviane Ayres
21 2511-2039 - Silvia Frahia


Posição ASCINE-RJ perante comando Colônia 


“Eu daria tudo que tivesse, pra voltar aos dias de criança...” quem disse isso pertence não só à cultura mineira, passando pelo Rio e nos seus encontros com o nosso querido e valiosíssimo Hermínio Bello de Carvalho, mas à cultura brasileira, de um modo geral. Pois é, mas se você quiser escrever algo inspirado nestes versos de umas das mais populares expressões populares da nossa música -o samba- vai ficar de fora. 0 pros locais 1 pros visitantes. É a hora e a vez, mais uma vez, dos nossos grandes civilizadores representados pelo estimadíssimo prócere D. João VI. E não é que, como naqueles velhos tempos, o homem não precisou trazer gente de fora para se impor? Pois é, como naqueles tempos, o colonizador arrumou entre os locais um capataz eficaz, de punho firme, que sabe acatar os desígnios da divina providência. Este homem, que gosta de trajar o azul-celeste, mas nos afasta do céu, nos aproxima do feeling blue. Não é que a cultura tem história? Mas daí a impor a história à cultura, está lembrando outros tempos –e regimes. 

O circuito de cinema alternativo, também conhecido como cineclubismo, que tantas estórias e histórias -longas, médias e curtas; oficiais e marginais- leva aos habitantes da cidade, na base da resistência cultural e sem maiores apoios que um ou outro trocado que muitas vezes é botado do próprio bolso, se une através deste manifesto aos protestos gerais de quem leva a sério não só a cultura mas a história (principalmente a que escrevemos no dia a dia). 

Aqui, desde a senzala da cultura popular, viemos por essa a Vossa Senhoria e aos seus superiores, donos deste latifúndio, deste tabuleiro de xadrez, pedir que se somem à caravana da maneira mais democrática possível. Se for para montar um circo, que seja composto por artistas profissionais e não por meros fantoches, que conseguem até nos fazer sentir rejeição pelos Stones, tão queridos, e que já escreveram uma importante página na história da cultura de seu país. Ou será que alguém nos States deixa de investir one dollar para bancar um show do Benjor lá? Estamos pedindo um mero reconhecimento, vamos brincar, mas de verdade, pois, a final das contas, o dinheiro é nosso e a cultura é da gente, do povo –de cá. 

Depende do entendimento, e como já disse o atual Secretário das Culturas, da “convergência” e equilíbrio entre interesses e necessidades, principalmente locais, que podemos fazer uma história (por mais que esta seja sempre uma mera estória) mais interessante e estimulante para os nossos, todos componentes de uma sociedade que pode chegar muito além d’aquele velho navio.

Dario Gularte - ASCINE-RJ


Comente aqui...


Você precisa digitar algo na caixa de texto.
Não foi possível enviar seu comentário.
Informe um e-mail válido.
Você precisa informar um nome.
Você precisa digitar algo na caixa de texto.

Jornal do Curta




[confira outras notícias]