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Carta aberta da ABD&C-RJ pede a volta do CTAV

Por Guilherme Whitaker em 03/05/2005 10:54



O CTAV precisa voltar a funcionar
 


Rio de Janeiro, 3 de maio de 2005.

O CTAV precisa voltar a funcionar

Corroborando o relato do presidente da ABD Nacional, a ABD&C do Rio de Janeiro reunida na última segunda-feira, 2 de maio, decidiu se dirigir às ABDs de cada estado do Brasil para informar da situação do CTAV e, ao mesmo tempo -e porque não há mais tempo a perder- se dirige às autoridades da Secretaria do Audiovisual e do Minc para que tomem uma atitude efetiva mostrem decisão -e vontade- política diante da atual situação do CTAV.

Assim como temos apoiado e nos batido a favor de diversos aspectos da política audiovisual do Minc, como a proposta de criação da Ancinav, o DOCTV, os recentes editais; é evidente que aplaudimos e apoiamos o investimento de mais de um milhão de reais em equipamentos que lá foram instalados e/ou reformados. Mas nos parece um absurdo que a atual situação do órgão, sem condições de contratar funcionários, perdendo quadros e burocraticamente amarrado administrativamente, inviabilize quase que completamente a utilização destes equipamentos.

Na verdade achamos que não cabe às entidades que representam os realizadores de cinema ficar discutindo detalhes do funcionamento (ou do não funcionamento) da máquina burocrática do estado: cabe à nós exigir que ela funcione. Se há problemas jurídicos, políticos e operacionais, que a direção do CTAV, a Secretaria do Audiovisual e as autoridades do MINC se reunam, aparem as arestas e tomem as decisões que devam ser tomadas.

E, além dos equipamentos de apoio à produção de filmes que estariam prontos mas não podem ser usados, achamos que o CTAV deve recuperar as funções que lhe foram tiradas de difusão de filmes, apoio aos festivais e capacitação de mão de obra. Sobre isso, inclusive, reclamamos a ausência de uma política do Minc de contatos e articulação com as Universidades e os órgãos de fomento a pesquisa do país, que deveriam ser vistos como naturais aliados do CTAV. Estudantes estagiários vindo de universidades estariam não só se capacitando profissionalmente, como ajudando o CTAV a atender ao público em todas as suas funções.

Reclamamos também que o CTAV volte a ter sua importante função de preservação da memória do cinema nacional, que recupere imediatamente parte do acervo que lhe foi inexplicavelmente tirado, e lhe sejam dadas as condições de trabalhar na preservação deste acervo.

Dito isso, fazemos questão que nada disto deve ser visto em contradição com a anunciada política do Minc de investir em CTAVs nos estados, que aplaudimos. Queremos apenas ressaltar que o que já tínhamos, e que atendia a todos os estados da federação, não se encontra neste momento à disposição de quem queira fazer cinema em qualquer estado da federação.

Rodrigo Guéron
Presidente da ABD&C do Rio de Janeiro.


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