Carta de Florianópolis solicita mais investimentos para o cinema infantil ::  | Curta o Curta

Carta de Florianópolis solicita mais investimentos para o cinema infantil

Por Guilherme Whitaker em 16/07/2008 18:31


Produtores, diretores e distribuidores de audiovisual reivindicam que o governo federal repasse ao cinema infantil 20% dos investimentos
públicos destinados à produção audiovisual. Um documento assinado por 50 profissionais de todo o país durante a 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis será encaminhado à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presidente do Conselho Superior de Cinema (CSC). O CSC é um órgão da Casa Civil da Presidência da República que formula a política nacional do cinema.

Leia a íntegra da carta:

Ilustríssima Senhora Presidente do Conselho Superior de Cinema - CSC Dilma Rousseff

Em 28 de junho de 2008 nós, produtores, distribuidores, programadores, gestores públicos e profissionais da indústria do audiovisual, estivemos reunidos na 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis durante o 4º Encontro do Cinema Infantil. Mais uma vez foram discutidas intensamente as dificuldades que fazem da produção de audiovisual infantil uma expressão ainda tímida frente à grande demanda de público constatada por pesquisas contratadas pelos programadores e distribuidores presentes ao evento.

Segundo levantamento do escritor e cineasta João Batista Melo dos Santos, entre 1952 (data do primeiro longa-metragem infantil brasileiro) e 2003 foram produzidos 74 longas para este público, número equivalente a aproximadamente 2% de toda cinematografia brasileira de longas-metragens.

Consensuamos que:

• A formação cultural das crianças brasileiras é influenciada essencialmente pelo conteúdo audiovisual estrangeiro;

• o audiovisual brasileiro destinado ao consumo infantil é estratégico para a formação de futuras platéias ao conteúdo nacional;

• iniciativas como o projeto de lei n. 185/8, em tramitação no Congresso Nacional, que dispõe sobre a exibição obrigatória de filmes
de produção independente em escolas públicas do ensino fundamental, irão gerar uma demanda ainda maior por conteúdo infanto-juvenil;

• o produto audiovisual infantil representa uma fatia expressiva de consumo que não está sendo atendida e poderia movimentar a economia de toda a indústria audiovisual brasileira;

• as políticas públicas em implementação pelas diversas instâncias governamentais não contemplam um recorte definido que atenda
satisfatoriamente essas questões.

Consideramos fundamental que o Conselho Superior de Cinema articule um amplo fórum de discussão com profissionais do setor audiovisual para debater a proposta de reserva de 20% do orçamento destinado ao fomento de conteúdo audiovisual brasileiro destinado ao público infanto- juvenil.

Desde já agradecemos e solicitamos o encaminhamento desta aos demais membros do CSC, deixando registrada essa unanimidade de interesses através das assinaturas que seguem.

Florianópolis, 28 de junho de 2008

Comente aqui...


Você precisa digitar algo na caixa de texto.
Não foi possível enviar seu comentário.
Informe um e-mail válido.
Você precisa informar um nome.
Você precisa digitar algo na caixa de texto.

Jornal do Curta


[confira outras notícias]