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Carta enviada ao MINC com sugestões à criação da Ancinav

Por Guilherme Whitaker em 21/10/2004 12:27


Prezados,
Serei o mais objetivo possível.
Gostaria de sugerir algumas questões (abaixo), principalmente na revisão do triste tratamento que o Curta-metragem tem recebido da ANCINE, ora tratado como se fosse longa, ora sendo simplesmente ignorado.
 
Até ontem o curta SEMPRE foi tratado pelo MINC como produto cultural, nunca se pensou a medio/longo prazo no curta como produto comercial, como agora se faz de um ahora pra outra. Nao houve planejamento algum neste sentido e se tal taxação para vendas de curtas seguir será um tremendo erro pois apenas os já poderosos (TVs e Majors de cinema) terao como arcar com tal taxação. Já se houver isenção, os pequenos tambem poderao concorrer, havendo de fato uma competição evidentemente saudável para impulsionar tal segmento.
 
Pelo novo projeto ad ANCINAV o curta é tratado como se ja fosse um produto plenamente aceito no mercado, pois se cobra altas taxas para sua comercializacao. Só que tal mercado comercial nao existe ainda, esta em formação, e com esse tratamento jamais existirá pois nenhum mercado nasce de cima para baixo e sim, naturalmente, de baixo para cima, com bases realistas se desenvolvendo na medida em que, neste nosso caso, o público perceber no curta um produto interessante para se comprar, colecionar, dar de presente, etc... O papel do Estado, neste caso, é ajudar e não criar mais problemas, como parece querer fazer...
 
Sendo assim, gostaria de chamar a atenção para os seguintes pontos:
 
1 - tratem o curta como sendo qualquer produto audiovisual de ate 30 minutos (ou 25, devido a tv), independente do formato, se video ou cinema.
 
2 - criem menos exigencias para que curtas tenham o CPB, é um absurdo, por exemplo, exigir DRT das equipes, qualquer um faz curta, nao precisa ter diploma,,, meu porteiro tá fazendo um curta e se ele quiser vender o citado não poderia, legalmente, sem o CPB já quem nem segundo grau tem... pensem nos mais fracos e nao apenas nos que já tem condições... temos que dar mais e melhores condições para que os menores crescam e nao intimida-los... chega de corporativismo sindical, chega de babaquice, nao criem mais problemas, criem soluções,..,,. pensem no individuo enquanto potencia e nao como massa de manobra para prejudicar os que jogam em outro time, chega de hipocrisia, façam leis que prestem à maioria e nao aos que já estão bem no tal mercado,.,.
 
3 - isenção total ou maior redução de impostos para a compra de equipamentos e materiais de cinema e videoque nao sejam fabricados no Brasil... nem que seja apenas para micro-empresas, as mais prejudicadas com isso... ora, se tal produto não é feito aqui dentro por que melecas se cobrar imposto de importação? É um absurdo!!! Isso só ajuda os que tem condições de pagar tanto,.,. os pequenos acabam sempre sem poder comprar ou tendo que comprar de forma ilegal... pensem nos pequenos e nao nos grandes,,, o futuro esta na gente e nao nos que hoje nos dominam,.., por isso eles tremem, sabem que cedo ou tarde perderão espaço... o Estado tem que estar ao lado da maioria e nao da minoria que apenas quer se manter onde esta, sem se preocupar com os outros.. ou melhor, se preocupando em evitar que os outros cheguem perto e comecem a incomodar seus lucros...

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