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Cineclube Outros Tempos exibe 6 curtas em Niterói

Por Guilherme Whitaker em 07/04/2005 09:49




Cineclube Outros Tempos fala do cinema brasileiro 


A primeira sessão foi um sucesso. Mas já é hora de uma nova exibição, marcada para a próxima sexta-feira, dia 8 de abril, no Cine Arte UFF, em Niterói, às 21h. A entrada é franca.

O Cineclube Outros Tempos traz uma coletânea de curtas-metragens em 35mm que falam do cinema brasileiro, sempre seguindo o conceito de resgatar a produção de filmes históricos nacionais e fazendo com eles uma ponte com a nova produção cinematográfica. Também terá a exibição de um filme surpresa.

O melhor do Brasil é o cinema brasileiro
Na próxima sexta-feira, o foco será o cinema brasileiro. Os filmes selecionados tratam dos pioneiros do cinema mudo; do surgimento do cinema sonoro; de personalidades importantes como Carmem Santos ou o prestigiado diretor Humberto Mauro; do clássico Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos; e da retomada do cinema no Brasil após o declínio no período Collor.


Os filmes

O CINEGRAFISTA DE RONDON, de Jurandyr Passos Noronha
Registro da vida e do trabalho de Luiz Thomaz Reis, cinegrafista que acompanhou as expedições de Rondon pelo interior do Brasil desde 1915. Documentou, em fotografias, os movimentos revolucionários dos anos 20, principalmente de Catanduva. Na montagem foi usado material icnonográfico, filmes antigos e filmagens realizadas no Museu Nacional do Cinema, onde estão algumas de suas câmeras.

O CINEMA FALADO, de Júlio Heilbron
O cinema brasileiro no início do filme sonoro, os sistemas vitafone e movietone, os filmes de importância da época como "Acabaram-se os Otários" (o primeiro filme brasileiro falado), de Luiz de Barros, as primeiras partituras musicais (de Noel Rosa e Villa Lobos), especialmente feitas para o cinema brasileiro.

MAURO, HUMBERTO, de David Neves
A vocação natural e a atração irresistível de Humberto Mauro pelo cinema. Intercalando trechos de sua obra com aspectos curiosos do seu cotidiano, o filme ainda revela os reflexos do trabalho de Humberto Mauro à frente do Instituto Nacional do Cinema Educativo (INCE), do qual foi diretor. Humberto Mauro é considerado precursor do moderno cinema brasileiro.

CARMEN SANTOS, de Jurandyr Passos Noronha
Um resumo do que foi a vida e a dedicação de Carmen Santos pelo cinema brasileiro do qual foi uma das pioneiras. Seu estúdio e seu trabalho, ao lado de outros pioneiros, desde os tempos do cinema mudo. Cenas de seus filmes como "Inconfidência mineira", um dos mais caros realizados no Brasil.

COMO SE MORRE NO CINEMA, de Luelane Corrêa
Memórias do papagaio que participou da filmagem do clássico "Vidas Secas", em 1962, quando atuou ao lado da cachorra Baleia. O filme foi premiado no Festival de Gramado, Festival de Recife, É Tudo Verdade, dentre outros, no ano de 2002.

O CINEMA BRASILEIRO FALA SUA LÍNGUA, de Leila Barreto
Uma revisão do cinema brasileiro da retomada a partir de Carlota Joaquina em apenas um minuto. Uma homenagem ao cinema nacional. Este filme é resultado do prêmio Projeta Brasil de roteiros da rede Cinemark de cinemas em 2004.


Próxima sessão
O Cineclube Outros Tempos acontece sempre na segunda sexta-feira do mês. Em maio, a sessão coincidirá com uma sexta-feira 13. Uma mostra de filmes de terror está sendo preparada para a data.

Outros Tempos tem o apoio do Cine Arte UFF, CTAV, Instituto Goethe e Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS).

Serviço
Cine Arte UFF - Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí, Niterói.
Sessão às 21h, sexta-feira, dia 8 de abril.
Entrada gratuita com roda de samba após a exibição de curtas.


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