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Cinema engajado em pauta no Curta TV

Por Guilherme Whitaker em 20/04/2012 16:49


O Curta TV deste domingo, dia 22 de abril, vai falar sobre cinema e política. O programa vai traçar um panorama sobre o cinema engajado defendido por diretores de várias gerações, que revelaram verdadeiras obras primas por um mundo melhor não só em longas, mas também em muitos curtas-metragens.

O ponto de partida foi o surgimento do cinema novo na década de 1960, que inaugurou um novo tempo na cinematografia brasileira. Criado no Centro Popular de Cultura – o CPC, o movimento capitaneado por Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirzman entre outros grandes nomes, pensava o cinema como um meio de transformar a realidade, denunciando as enormes diferenças sociais do país e apontando a sua câmera para as contradições históricas da nossa política.

O programa resgatou no acervo imagens do longa Cinco Vezes Favela, que reúne cinco curtas de estreia de diretores desta geração. O filme é considerado um marco do cinema engajado.

O Curta TV mostra ainda como as gerações seguintes, mesmo movidas por contextos diferentes, prosseguiram no caminho do cinema comprometido com a realidade. Uma temática muito filmada é o golpe militar de 1964, que mais de quatro décadas depois, ainda inspira a maioria dos filmes de teor político realizados no Brasil.

O público vai assistir imagens do curta Liberdade Ainda que a Tardinha, de Luiz Guimarães Castro, que fala da passagem do grupo teatral Living Theatre pelo Brasil na década de 1970 e sua prisão em Ouro Preto, Minas Gerais. O filme narra esta história a partir da transformação que esta prisão provoca na vida e um jovem.

Vai ver também imagens de O Quintal dos Guerrilheiros, de João Massarolo. Este é outro filme que registra a repressão política através de uma poética fogueira intelectual. Nele, três amigos, vividos por Caio Blat, Cinthya Falabella e Rafael Primo, se reúnem no quintal de uma casa para queimarem livros e filmes proibidos pela ditadura.

O programa vai exibir ainda uma matéria sobre os pólos regionais de produção de curtas. Recife é um deles. Famosa por sua efervescência cultural e por refletir na arte um discurso quase sempre carregado de critica social, a capital pernambucana é uma das que mais investem na produção de audiovisual. Não é raro diretores de outras capitais se mudarem para lá para fazerem seus filmes. A equipe de reportagem conversou com quatro jovens curtas-metragistas pernambucanos, sobre o cinema feito em Recife.

Ainda nesta edição, o quadro O Que já fiz para realizar um filme traz um depoimento do diretor Paulo Tiefenthaler. Ele conta como seu carro entrou no curta A Peruca de Aquiles e quase não saiu inteiro.

E, para fechar o programa, um cineminha de brinde. No segundo bloco, Meus Amigos Chineses, de Sérgio Sbraggia, será exibido na íntegra. O filme mostra a repressão política sob o olhar de uma criança em plena década de 1970.

O Curta TV vai ao ar domingo, às 22h30, na TV Brasil (Canal 2, 18 Net, 116 Sky).

 

Informações para a imprensa:

Projeto Paralelo Comunicação: 21 2540 6960

Marcelle Braga: Cel.: 21 7814 4820 marcelle@paralelocomunicacao.com.br


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