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Cobertura do 13° Cine PE - Saiba os premiados em 2009

Por Guilherme Whitaker em 05/05/2009 08:39


CINE PE – Primeiras impressões (na verdade, segundas)

Confira AQUI os filmes premiados em 2009.

Todo festival de cinema no Brasil tem a sua particularidade, seja em sua proposta (como o Festival Brasileiro de Cinema Universitário, por exemplo), seja pela sua localidade (vide o de Tiradentes, MG, que ocorre em uma cidade histórica), seja por motivos únicos. O Cine PE – que, ao contrário do que todos podem pensar, não se passa em Recife, mas num meio do caminho entre a capital e Olinda, num local conhecido como Complexo do Salgadinho (sic) – é um evento bem peculiar no calendário audiovisual brasileiro. 

Explicando melhor: em sua 13ª edição, mais uma vez o Cine PE confirma um sucesso de público poucas vezes visto em outros festivais, principalmente se lembrarmos que são exibidos muitos curtas e longas-metragens nacionais bastante desconhecidos do grande público. E há duas características curiosas e desafiadoras: uma é que, como foi levemente citado acima, o evento ocorre em um Complexo de Convenções, o Cine-Teatro Guararapes, localizado em um lugar não muito óbvio e/ou próximo dos centros das cidades citadas. A segunda é que, diferente de vários outros festivais do Brasil, a entrada é paga: R$8 inteira e R$4 meia. Tá certo, não é exatamente caro, principalmente avaliando que a maioria do público é estudante, mas é fato conhecido que existem mostras e outras iniciativas gratuitas que ficam às moscas. Ou seja, as pessoas vão. E não se trata de uma salinha pequena e aconchegante, mas um auditório gigante com a capacidade de receber cerca de 3 mil pessoas por dia, número este que é um dos orgulhos dos organizadores. 

E as pessoas vão e interagem completamente com os filmes, o que é um ótimo retorno para os realizadores presentes. Aplauso, risos e poucas vaias são bastante espontâneos aqui. No primeiro dia algumas pessoas chegaram a fazer pressão para entrar logo no cinema, isso justo uma segunda feira. E pode-se dizer que os curtas têm um privilégio em relação aos longas, já que ocorrem mais cedo e há uma interação maior. Cada filme tem uma reação diferente, além de torcidas locais e preferências que se formam. 

Qual seria o segredo então deste festival? Criou-se uma expectativa e tradição em torno dele, o que torna todo Cine PE algo aguardado? É um dos poucos festivais neste sentido no Estado, suprindo uma carência local? Justo em Pernambuco, conhecido no Brasil todo como uma grande fonte de cultura do Nordeste? Ou seria a publicidade bem feita e/ou ultrapresente que garante tudo isto? 

Vale lembrar que este deve ser um dos mais bem estruturados festivais do Brasil, com condições de chamar todos os realizadores e de ter convidados ilustres. O grande homenageado da vez foi o cineasta greco-francês Constantin Costa-Gavras, autor de longas políticos como “Z”, “Estado de Sítio”, “Missing”, “Amém” e “O Corte”. Ele exibiu sua última realização, “Éden a l’Ouest”, bem simpática por sinal e que tem um tom bastante diferente se comparar com o conjunto de sua obra. 

Sobre as conseqüências da publicidade extremamente bem feita em torno do Cine PE: É uma “tiração de onda” freqüentar o local? Ou vir pra cá é um ótimo ponto de encontro pra encontrar a galera? Até que ponto isto se torna mais importante do que os filmes em si? Ouvi vozes defensoras e bastante críticas em relação ao evento, mas não cabe aqui crucificar ou tecer apologias. Até porque dever ser uma mistura de tudo o que foi dito e algo mais. Até porque toda explicação é válida e simplista ao mesmo tempo. Até porque sou um reles estrangeiro carioca perdido na terra do maracatu.  (Christian Caselli viaja a convite do festival)

Outras matérias inclusivas:

Primeiro dia dos Curtas: Bobagens divertidas e etc.

Segundo dia dos curtas: Filmes infâncias partidas e etc.

Terceiro dia dos curtas: Filmes femininos, roteiros de diálogo e um futebol

Quarto dia: Apenas dois curtas comentados

Quinto dia: Ritos de passagem e transformações

Sexto e último dia - introspecções e mais ritos de passagem

Filmes premiados em 2009.

Premiados

 


Mostra Pernambuco

Melhor Longa-Metragem: KFZ-1348

* Doc com direção de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso.

Melhor Curta-Metragem (1º colocado): Tebei

* Doc dirigido por Gustavo Vilar, Hamilton Costa Filho, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo.

Melhor Curta-Metragem (2º colocado): Ave Sangraia-Sons de Gaitas, Violões e Pés

* Doc com direção de Rayanaia Uchoa, Rebeca Venice e Thiago Barros

 

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens em Digital

Melhor Curta-Metragem Digital: A Ilha (DF/Animação de Ale Camargo)

Melhor Diretor: Marão, pelo curta O Anão que Virou Gigante (RJ/Animação)

Melhor Roteiro: Maurício Rizzo, pelo curta Quintas Intenções (RJ/Ficção)

Melhor Montagem: Marc d’ Rossi, pelo curta Nello’s (SP/Doc)

Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Manual para se Defender de Alienígenas Zumbis e Ninjas (SP/Ficção/Direção de André Moraes)

Prêmio Especial do Júri: Um Artilheiro no meu Coração (PE/Doc de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis)

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: A Ilha

 

 

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens em 35mm

Melhor Curta-Metragem: Superbarroco (PE/Ficção/Direção de Renata Pinheiro)

Melhor Diretor: Sérgio Luiz René Guerra (Os Sapatos de Aristeu/SP/Ficção)

Melhor Roteiro: Marcela Arantes (Eu e Crocodilos/SP/Ficção)

Melhor Atriz: Prêmio coletivo para as atrizes de “Os Sapatos de Aristeu”

Melhor Ator: Everaldo Pontes (pelo curta Superbarroco)

Melhor Direção de Arte: Diogo Balbino, Rita Carelli, Leonardo Lacca (pelo curta Muro/PE/Ficção/Direção de Tião)

Melhor Trilha Sonora: Bernardo Gebara (pelo curta Distração de Ivan/RJ/Ficção com direção de Cavi Borges e Gustavo Melo)

Melhor Edição de Som: Alessandro Laroca (pelo curta Blackout/RJ/Ficção com direção de Daniel Rezende)

Melhor Montagem: João Maria (pelo curta Muro/PE/Ficção/Direção de Tião)

Melhor Fotografia: Juliana Vasconcelos (pelo curta Os Sapatos de Aristeu)

Prêmio Especial do Júri: Cocais, a Cidade Reiventada (SP/Doc/Direção de Inês Cardoso)

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: Muro

Menção Honrosa do Júri: Para a trilha sonora do filme Nós Somos um Poema

Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Blackout (RJ/Ficção/Direção de Daniel Rezende)

Prêmio Centenário Josué de Castro-Menino Aranha (SP), com direção de Maiana Lacerda


Prêmio Zoom/TV Cultura-Superbarroco (PE), com direção de Renata Pinheiro

Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-PE)-Muro (PE), com direção de Tião


Prêmio Aquisição Canal Brasil- Muro

 

Mostra Competitiva de Longas-Metragens

 

Melhor Longa-Metragem: Alô, Alô, Terezinha! (RJ/Doc/Direção de Nelson Hoineff)

Melhor Direção: Vinícius Reis (Praça Saens Peña/RJ/Ficção)

Melhor Roteiro: Ricardo Dias (Um Homem de Moral/SP/Doc/Direção de Ricardo Dias)

Melhor Ator: Chico Diaz (Praça Saens Peña)

Melhor Atriz: Maria Padilha (Praça Saens Peña)

Melhor Atriz Coadjuvante: Isabela Meireles ((Praça Saens Peña)

Melhor Ator Coadjuvante: Leonardo Miggiorim (Mistéryos/PR/Ficção)

Melhor Fotografia: Alziro Barbosa (Miytérios)

Melhor Trilha Sonora: André Moraes (Estranhos/BA/Ficção)

Melhor Edição de Som: Fernando Henna (Um Homem de Moral)Melhor Direção de Arte: Zenor Ribas (Mistéryos)

Melhor Montagem: Daniel Maia, Diana Gândra e Felipe Paes (Alô, Alô, Terezinha!)

Prêmio Especial do Júri: Um Homem de Moral

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: Praça Saens Peña

Melhor Filme/Júri Popular: Alô, Alô, Terezinha!

Troféu Gilberto Freyre: Alô, Alô, Terezinha!


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