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Conselho Nacional de Cineclubes encerra Jornada

Por Guilherme Whitaker em 17/07/2006 09:24



Conselho Nacional de Cineclubes encerra Jornada em Santa Maria
 

A 26ª Jornada Nacional de Cineclubes, promovida pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, encerrou suas atividades nesta sexta-feira, 14, em Santa Maria (RS). Participaram do encontro 60 entidades representativas de 15 estados brasileiros, que avaliaram as atividades cineclubistas e estabeleceram as políticas e diretrizes do movimento.

Saiba mais em
www.cineclubesemacao.blogspot.com

Durante os trabalhos da 26ª Jornada foi eleita a nova diretoria do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC). Ao longo dos cinco dias que durou o encontro, debateram-se, entre outros temas, as principais propostas da nova diretoria do CNC, em continuidade as ações desenvolvidas pela gestão anterior: recuperação do espaço cineclubista junto à sociedade, reconhecimento institucional do cineclubismo e construção e consolidação de uma ampla rede nacional de cineclubes.

Também são prioridades do CNC a integração com o movimento cineclubista latino-americano e mundial, a luta pelos direitos de exibição cultural, aprovação das propostas cineclubistas para a Ancinav, participação na regulamentação da Ancinav, constituição de uma frente parlamentar de apoio ao cineclubismo, participação nos debates e nas lutas das entidades do cinema brasileiro, consolidação da interlocução com os governos federal, estaduais e municipais, estabelecimento de projetos de fomento e apoio ao cineclubismo, criação e consolidação de uma ampla rede de cineclubes e consolidação das disposições estatutárias. 

Patrocinadores e apoiadores
Promovida pelo CNC, a 26ª Jornada foi organizada pelo Cineclube Lanterninha Aurélio, Cineclube da UNIFRA Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA) e Santa Maria Vídeo e Cinema.. O evento contou com o apoio da Estação Cinema - Associação dos Profissionais Técnicos de Cinema e Vídeo de Santa Maria, Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos (APTC/ABD-RS), Prefeitura Municipal de Santa Maria, Petrobrás e Secretaria do Audiovisual do MinC, através do Fundo Nacional de Cultura - FNC.

A diretoria eleita
A diretoria eleita do CNC, formada por representantes de cineclubes de todas as regiões brasileiras, ficou assim constituída: presidente, Antonio Claudino de Jesus; vice-presidente, Luiz Alberto Cassol; secretário, João Baptista Pimentel Neto (suplente, Eduardo Benfica); tesoureira, Rosangela Rocha (suplente, Francisco Giovanni Fernandes); diretor de Formação e Projetos, Frederico Cardoso (suplente, Leila Pinto Barito); diretora de Arquivo e Difusão, Débora Butruce (suplente, Marcio de Castri Bertoni); diretor de Comunicação,  Beto Leão (suplente, Carlos Alberto Badke).


SEGURA A SAIA QUE O VENTO É QUENTE

 

Santa Maria – RS. Não bebi muito chimarrão, mas tomei muito cinema na veia. Não tenho dúvida sobre o papel que o cineclubismo tem na sociedade brasileira. Os cineclubes presentes na Jornada desse ano lá no canto de baixo do país mostraram que estavam representando muito mais que eles próprios. Representavam os mais de 100 cineclubes que não puderam ir e, mais que isso, representavam seu público. Aí mora a principal diferença entre as salas comerciais de cinema e os cineclubes. Somos um corpo presente nas vísceras da sociedade e estamos em contato direto com as ruas, não porquê vendemos pipoca, refrigerante e estampamos filmes nas telas, mas porquê dialogamos permanentemente com quem recebe esses filmes e procuramos interagir com os problemas, alegrias, mazelas, tristezas, glórias e memórias que nos rodeiam e procuramos contribuir para que nosso espaço - rua, bairro, cidade, país, planeta - seja cada vez melhor de se viver. Não é a toa que o Brasil foi país sede dos dois primeiros encontros Ibero-Americanos e será do terceiro. Não é a toa que o Brasil, na figura do nosso presidente reeleito do CNC, Antonio Claudino de Jesus, ocupa a vice-presidência da Federação Internacional de Cineclubes. Nossas ruas, nossos cineclubes estarão em rede mundial.

 

Mas ficou claro para todos os presentes em Santa Maria que a organização do movimento cineclubista deve iniciar no umbigo onde as atividades de cada cineclube acontecem e seguir com as demandas regionais que convirjam num movimento nacional poderoso. Poderoso pois não há canto desse país que não abrigue um cineclube. Poderoso pois chegaremos a estabelecer um circuito de exibição alternativo que leve, principalmente, a nossa cinematografia onde nunca esteve e com a freqüência nunca experimentada.

 

O circuito CNC / ABD testou esse potencial em 2005 e mostrou que pode dar certo e voltará com força total ainda em 2006, com a simbólica exibição seguida de debate de um programa em todas as capitais brasileiras no mesmo horário de Brasília. 10 cineclubes fluminenses já articulam circuito de estréia curtametragista. A idéia é simples: os cineclubes permanecerão com suas programações e curadorias acrescidas de um curta em estréia. E além de ser simples, a idéia também é inclusiva. O cineclube brasileiro que quiser entrar no jogo, é só dizer que já é.

 

E já que é, quem quer estrear curta e ver seu trabalho assistido por milhares de pessoas que se apresente e quem quer ver curtas estreando no seu quintal que se apresente também. Aprendemos com Santa Maria e vamos ventar um vento quente por todo o país, como é o Vento Norte que deu nome à chapa prestigiada com a totalidade dos votos possíveis na plenária de eleição. Segure a saia que o movimento cineclubista pede passagem.

 

Frederico Cardoso

Diretor de Formação e Projetos – CNC

Cineclube Beco do Rato / Cinemaneiro


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