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Curtas de Joaquim Pedro de Andrade no Odeon

Por Guilherme Whitaker em 17/10/2006 08:59


CACHAÇA CINEMA CLUBE
Curtas de Joaquim Pedro de Andrade

CACHAÇA CINEMA CLUBE - Nesta  quarta, 18 de outubro 2006 -  20h30 - ODEON - Cinelândia

O Cachaça Cinema Clube de outubro vai proporcionar aos amantes do cinema uma oportunidade rara de ver ou rever todos os curtas-metragens do diretor Joaquim Pedro de Andrade.

A restauração dos curtas de Joaquim Pedro faz parte de um projeto mais amplo de recuperação de toda a obra do diretor, que contou com o patrocínio da Petrobras, a dedicação dos filhos do cineasta, Alice, Maria e Antônio, a colaboração da Teleimage - responsável pela restauração digital -, e da Cinemateca Brasileira - responsável pelo processo de preparação das matrizes e restauração fotoquímica.

Os filmes que integram a obra completa de Joaquim Pedro foram escaneados e restaurados digitalmente em 2K (cada imagem em 2K tem 2.048 pixels na horizontal e 1536 pixels na vertical, ou seja cada fotograma tem 3.145.728 pixels, o que equivale a 12 megabytes de memória digital) e reimpressos em novos negativos 35mm, em um trabalho que levou cerca de três anos e envolveu mais de 100 profissionais.

Os curtas, que serão exibidos em ordem cronológica, abrangem o período de 1959 a 1978.

Cinema Novo, único dos filmes exibido anteriormente no Cachaça Cinema Clube, será projetado separadamente, após um breve intervalo, para os interessados em rever o filme, agora restaurado.

A exibição dos curtas precede o lançamento nacional de Macunaíma, um dos mais importantes filmes do cineasta, que chega completamente restaurado às telas dos cinemas do Rio, Brasília e São Paulo, em início de novembro.

A modernidade do filme e seu olhar irônico sobre a realidade social carioca naquele momento não deixava dúvidas de que estávamos diante de uma obra que pensava sem perder o compromisso com a invenção, a beleza, o ritmo, o real e o imaginário, sem fugir do compromisso com um cinema nacional popular, como se pretendia o novo cinema brasileiro.(Walter Lima Jr. sobre Couro de gato)

O poeta do Castelo, um documentário de apenas dez minutos, é um dos segredos mais bem guardados do cinema brasileiro. Pena.[1] Aos 27 anos de idade, logo no seu primeiro ano como diretor, Joaquim Pedro nos deu uma jóia. Trata-se de um filme tão simples quanto belo. (João Moreira Salles sobre O poeta do Castelo)

OS CURTAS

Mestre de Apipucos
35mm / P&B / 8 min / 1959
Com roteiro estruturado sobre textos de Gilberto Freire, o filme documenta a vida diária e o método de trabalho do escritor e sociólogo, em sua casa de Apipucos: seus prazeres gastronômicos, a beleza da moradia, o exercício da intelectualidade e o prazer sem divisões específicas.

O Poeta do Castelo
35mm / P&B / 10 min / 1959
Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro.

Couro do Gato
Curta-metragem / 35mm / P&B / 12 min / 1960
Às vésperas do carnaval, garotos de uma favela roubam gatos para fabricantes de tamborins. Exercício de realismo lírico, síntese de ficção e documentário, o filme narra o amor de um menino por um angorá e seu dilema ao ter que vender o bichano. Episódio do longa-metragem Cinco Vezes Favela, do Centro Popular de Cultura/UNE (1963).


Cinema Novo
Curta-metragem / 16mm / P&B / 30 min / 1967
O documentário, que confirma o interesse crescente pelo Cinema Novo no exterior, acompanha as filmagens de El Justicero e Terra em Transe, o roteiro de Garota de Ipanema, a montagem de Opinião Públic, a dublagem de Todas as Mulheres do Mundo e o lançamento de A Grande Cidade.

Brasília, contradições de uma cidade nova
Média-metragem / 35mm / cor / 23 min / 1967
Imagens de Brasília em seu sexto ano e entrevistas com diferentes categorias de habitantes da capital. Uma pergunta estrutura o documentário: uma cidade inteiramente planejada, criada em nome do desenvolvimento nacional e da democratização da sociedade, poderia  reproduzir as desigualdades e a opressão existentes em outras regiões do país?

A linguagem da persuasão
35mm / cor / 9 min / 1970
Filme sobre a função dos meios de comunicação como forma de aperfeiçoamento profissional, patrocinado pelo SENAC.

Vereda Tropical
35mm / cor / 18 min / 1977
Episódio do longa-metragem Contos Eróticos.
"Crônica de uma tara gentil, encontro lírico nas veredas escapistas de Paquetá, imagética verbalização e exposição vergonhosamente impudica das fantasias eróticas, Vereda Tropical contém a denúncia da vocação genital

dos legumes, a inteligência das mocinhas em flor, o gosto da vida e a suma poética de Carlos Galhardo. Educativo e libertário." Joaquim Pedro de Andrade


O Aleijadinho
35mm / cor / 22 min / 1978
Documetário sobre a vida e a obra do escultor Antônio Francisco Lisboa. Dos profetas de Congonhas do Campo aos ornatos das Igrejas de Ouro Preto, a paixão e o martírio vividos pelo Aleijadinho são evocados como o tributo a um grande criador.


CACHAÇA CINEMA CLUBE

Quarta, 18 de outubro 2006

20h30

ingressos: R$10,00

Odeon BR


Contatos:

Débora Butruce: 21 9999 6392 // deborabutruce@hotmail.com

Lis Kogan: 21 9372-4048 // liskogan@yahoo.com.br

Karen Barros: 21 9188 2092 // karenblack@ig.com.br

João Mors Cabral: 21 9693-9007 // joaomc@superig.com.br

Grupo Estação // liliam h 2286 6336 / 2266 9900


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