Curtas de Nilson Primitivo na Cinemateca Brasileira ::  | Curta o Curta

Curtas de Nilson Primitivo na Cinemateca Brasileira

Por Guilherme Whitaker em 30/05/2007 12:02


CURTA CINEMATECA ESPECIAL: NILSON PRIMITIVO
31 DE MAIO DE 2007, ÀS 21H00


Sem passagem por cursos de cinema, o cineasta Nilson Primitivo, 39 anos, é um estranho no ninho da nova geração de cineastas cariocas. Na contramão do cinema patrocinado e de filmes cada vez mais esteticamente padronizados, Nilson já assinou onze produções sem qualquer verba pública, utilizando uma metodologia própria, muitas vezes "montando" o filme na câmera e revelando-o em condições precárias, de forma caseira.

Anarcopunk nos anos 80, Primitivo recria o cinema marginal com poesia e crítica: "Assumo o que eu faço e espero não ser preso". Seus onze filmes foram rodados com uma Bolex 16mm a manivela, usada na Segunda Guerra Mundial pelo avô de um amigo. Os negativos são sobras recusadas por produtores amigos. Volta e meia, ele manda o filme para o laboratório e ligam dizendo que a imagem está com problemas. "Está tudo muito limpinho. Precisamos do defeito", argumenta. Confira AQUI uma entrevista em vídeo com Nilson Primitivo. (6min.)

Mais velho (2000) conta a história de um assaltante de pontos do jogo do bicho nos anos 80. O cineasta se baseou em notícias de jornal para biografar o bandido, que levava o dinheiro dos mais perigosos mafiosos do Rio na mão grande. A revelação e a montagem do material foram experiências formidáveis: na banheira, as pontas dos negativos foram testadas até chegarem num resultado interessante.

Além de Mais Velho, Primitivo filmou no Rio Exu do Amor (2001), Idade da Pedra (2002), Duelo das Loiras (2003), Dez pro Inferno (2004) e O Craque do Futuro e Império das Pelúcias (ambos de 2005). Sem perspectivas e com os aluguéis do apartamento em Copacabana atrasados, Nilson mudou-se para São Paulo em 2006, onde veio fazer trilha sonora para teatro. Ainda sobraram algumas latas de velhos negativos, que nas mãos desse experimentador compulsivo, se transformaram em mais três títulos: GRU (2006), Alerta aos Carcereiros e Quando a verdade vai entrando ou Carta aos cegos (para aqueles que sabem ouvir e falar) (ambos de 2007). Ano passado, Nilson Primitivo fez uma ponta no longa-metragem Encarnação do demônio, novo filme de Zé do Caixão.

Assista ao curta Mais velho no site Porta Curtas. Acesse o endereço: http://www.portacurtas.com.br/buscaAvanca.asp

Sala Cinemateca

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954

Os filmes serão exibidos em DVD, com entrada franca

PROGRAMAÇÃO

Mais Velho, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2000, 16mm, pb, 14’

Eduardo Arbizo, Jan Theophilo, Carol, Lulu, Dida, Toni Tubarão, Letícia, Raoni, Melissa, Caveira

Tesão em Saquarema, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2001/2006, 16mm, pb, 8’

Marcela, Rodrigo Amarante, Elias Nogueira, Chico Vila, Leo M., Dida, Melissa Mell, Ro lobato, Pedro Bronz, Paulo Tifenthaler, Sergio Lutz

Exu do amor, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2001, 16mm, cor, 2’

Melissa Mell, Daniel Zarvos e Nilson Primitivo

Idade da pedra, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2002, 16mm, cor, 5’

Felipe Scovino, Carol Castro, Rodrigo Amarante, Melissa Mell, Elias Nogueira, Nilson Primitivo

Duelo das loiras, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2002, 16mm, cor, 8’

Pitti, Hanna e Terencio

Dez pro inferno, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2004, 16mm, pb, 2’

Julia Limaverde, Pedro Bronz e Nilson Primitivo

Craque do futuro, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2005, 16mm, cor, 5’

Betina Pons, Luciana Borghi e Xampoo

Império das pelúcias, de Nilson Primitivo

Rio de Janeiro, 2005, 16mm, cor, 7’

Karine Carvalho, Rodrigo Amarante, Vitor Godot, Roberta Chakr, Betina Pons, Ana Sette

GRU, de Nilson Primitivo

São Paulo, 2006, 16mm, pb, 8’

Mario, Guta, Luana, Muniz, Eldo, Martha, Nicola, Marinho, Wiltao, Thais, Romih

Alerta aos Carcereiros, de Nilson Primitivo

São Paulo, 2007, 16mm, pb, 4’

Vozes de Juliana Galdino e Roberto Alvim

Quando a verdade vai entrando ou Carta aos cegos (para aqueles que sabem ouvir e falar), de Nilson Primitivo

São Paulo, 2007, 16mm, cor/pb, 2’

Renato Borghi e Luciana Borghi


Comente aqui...


Você precisa digitar algo na caixa de texto.
Não foi possível enviar seu comentário.
Informe um e-mail válido.
Você precisa informar um nome.
Você precisa digitar algo na caixa de texto.

Jornal do Curta




[confira outras notícias]