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Curtas premiados no Curta-SE 2006 - Confira

Por Guilherme Whitaker em 12/05/2006 08:39


Curtas Premiados no Curta - SE  2006


Finalmente a espera chegou ao fim. Saiu o resultado dos vencedores das mostras competitivas da Sexta Edição do Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe – Curta-SE 6 –. Foram 320 inscritos, 52 selecionados e apenas 22 vencedores nas categorias vídeo, com nove premiados, 16 mm com quatro e 35 mm com também nove vencedores.

Este ano, o júri oficial decidiu dividir o prêmio de Menção Honrosa para Curta-Metragem de 35 mm entre o mineiro “O maior espetáculo da Terra”, de Marcos Pimentel e o cearense “O amor do palhaço”, de Armando Praça, que levou ainda o prêmio de Melhor Ficção em 35mm. 

Categoria: Vídeo

- Melhor Ficção: Foi Onde Deu Pra Chegar De Bicicleta – Porto Alegre - RS
Realizador: Frederico Pinto

- Melhor Documentário: Z.inema – São Paulo – SP
Realizadora: Carol Thomé

- Melhor Animação: Minhocas – São Paulo - SP
Realizador: Paolo Conti

- Melhor Vídeo – Júri Oficial: Uma comédia infeliz – Porto - Portugal
Realizador: Artur Serra Araújo

- Menção Honrosa: Dekassegui – Nipo-Brasileiro
Realizador: Roberto Maxwell

- Menção Especial: Caçadores de Saci – Salvador – BA
Realizadora: Sofia Figueredo

- Melhor Vídeo – Júri Popular: Minhocas – São Paulo - SP
"Minhocas" trata da relação de pais e filhos, de educação e de ética. O Realizador: Paolo Conti

- Melhor Sergipano – Júri Oficial: Poesias Capilares – Aracaju – SE
Realizador: Andrezza Poconé

- Melhor Sergipano – Júri Popular: Quebra cabeça – Aracaju - SE
Realizador: Marcelo Roque

- Menção Honrosa Sergipana: As desventuras de Claustro – Aracaju - SE
Realizador: Bruno O. Barros


Categoria: 16mm

- Menções Honrosas: Quando um burro fala – Niterói - RJ
Realizador: Aurélio Aragão e Roberto Robalinho

Oiticica - Brasília – DF
Realizador: José Geraldo

- Melhor 16 mm – Júri Oficial: Concerto No 3– São Paulo
Realizador: Marco Dutra

- Melhor 16mm – Júri Popular: Cólera – Rio de Janeiro – RJ
Realização: Leandro Davico

Categoria 35mm

- Especial do Júri: Peixe Frito - Goiânia – GO
Realizador: Ricardo George de Podesta Martin

Nascente - Belo Horizonte – MG
Realizador: Helvécio Marins Jr.

- Menção Honrosa: O Maior Espetáculo da Terra - Juiz de Fora – MG
Realizador: Marcos Pimentel

- Melhor Ficção: O Amor do Palhaço – Fortaleza – CE
Realizador: Armando Praça

- Melhor Documentário: Viva Volta – Curitiba - PR
Realizador: Heloisa Passos

- Prêmio BNB: O Meio do Mundo - João Pessoa – PB
Realizador: Marcus Vilar

- Grande Prêmio Curta-se 2006: Rap, O Canto da Ceilândia - Taguatinga – DF
Realizador: Ardiley Queiroz de Andrade

Início do Fim -Porto Alegre - RS
Realizador: Gustavo Spolidoro

- Melhor 35mm – Júri Popular: Descobrindo Waltel - São Paulo – SP
Realizador: Alessandro Gamo

- Melhor Ficção: O Amor do Palhaço – Fortaleza – CE
Realizador: Armando Praça

O prêmio de melhor curta documentário em 35 mm foi entregue à diretora curitibana Heloísa Passos pelo seu “Viva volta”, financiado pelo projeto Petrobras Cultural. Emocionada, Heloísa afirma que “com este júri tão ilustre, escolher o meu curta como melhor documentário é uma grande honra”.

A animação goiana “Peixe frito”, do diretor Ricardo George de Podestá, recebeu das mãos de Ana Paula Minehira, do programa Zoom (TV Cultura) o prêmio especial do júri. Um de seus representantes, César Augusto, ao agradecer ao festival e ao júri, conta entre risos: “Venci duas barreiras: andei de avião e ganhei o prêmio”.

Outro filme que foi contemplado na mesma categoria foi “Nascente”, do diretor mineiro Helvécio Martins Jr., que agradeceu a curadoria do Curta-SE 6 por ter escolhido filmes tão poéticos para concorrer, o que, segundo ele, não é muito comum em outros festivais. O público escolheu como melhor curta-metragem em 35mm “Descobrindo Waltel”, dirigido por Alessandro Gamo, de São Paulo.

O superintendente do Banco do Nordeste em Aracaju, Saumíneo Nascimento, entregou o prêmio BNB de Curta Metragem para o melhor filme de temática nordestina. O escolhido foi “O meio do mundo”, do diretor Marcus Vilar, baseado num conto homônimo do escritor sergipano Antônio Carlos Vianna, homenageado nesta edição do Curta-SE. Enquanto Vilar agradece o prêmio, o o amigo e escritor comenta “O Marcus Vilar não brinca em serviço. Realmente foi merecido”.

Por conta da qualidade dos filmes inscritos no Curta-SE 6, os jurados decidiram que o grande prêmio do festival, o troféu “Ver ou não Ver” oferecido pela Petrobras, deveria ser compartilhado entre a ficção “Início do fim”, de Gustavo Spolidoro e o documentário “Rap: o canto da ceilândia”, ambos filmados em 35 mm.

Quem fez a entrega do troféu foi o gestor de projetos de Cinema na Petrobras, Cacá Valente e a coordenadora geral do Curta-SE 6, Rosângela Rocha. Fabiano de Souza, representante do curta “Início do Fim” comenta rindo “Gustavo vai ficar muito feliz. ‘Este é um filme pequenininho e irritado como ele”.

José Geraldo, que também recebeu prêmio pela película em 16mm “Oiticica”, comenta a premiação de “Rap: o canto da Ceilândia”, que ele representou na premiação. “Não é só um filme. É a historia de um local, a historia de uma gente, a história de uma luta”. E acrescenta “É muito importante que haja o reconhecimento não só do filme, mas da comunidade da Ceilândia”. 
    



O público sergipano se despediu do Curta-SE 6 com o resultado dos 22 vencedores. Os curtas-metragens em vídeo levaram 9 prêmios, incluindo os de vídeo sergipano. 

Na categoria Melhor Curta-metragem em Vídeo de Ficção o premiado foi “Até onde deu pra chegar de bicicleta”, do realizador Frederico Pinto. O melhor documentário de vídeo foi “Z.inema”, de Carol Thomé e o de animação foi “Minhocas”, dirigido por Paolo Conti, que angariou ainda o prêmio do júri popular. “Caçadores de saci” levou o prêmio especial do júri. Além desses, receberam prêmio os curtas “Uma comédia infeliz”, de Portugal como Melhor Vídeo escolhido pelo Júri Oficial e “Dekassegui” de Roberto Maxwell,com a menção honrosa.

Sergipana - Entre os vídeos sergipanos, quem se destacou foi o independente “Quebra-cabeça” do diretor Marcelo Roque, que levou o prêmio de Melhor Vídeo Sergipano pelo júri popular. “As desventuras de Claustro”, de Bruno Barros, recebeu o prêmio de Menção Honrosa Sergipana. Entretanto, o destaque sergipano da noite foi de “Poesias capilares”, da diretora Andrezza Poconé, que recebeu o prêmio de Melhor Vídeo Sergipano e vai levar cinco diárias de câmeras 16mm oferecidas pela produtora Cinerama Brasilis.

Poconé diz que não esperava ser contemplada e conta como surgiu a idéia de filmar Poesias Capilares. “Foi um trabalho que eu fiz e algumas pessoas falaram que era legal, que eu tinha chance. Então eu me inscrevi, fui selecionada e agora fui premiada”, se orgulha.

“Esse prêmio não é para Andrezza, é para Sergipe”, esclarece a premiada. Ela explica que, com o prêmio, vai juntar alguns amigos que, segundo ela, têm um maior conhecimento em cinema a fim de filmar um novo projeto. Entre os possívei parceiros, alguns dos que já participaram da produção vencedora, como Babu e Gabriela Caldas, premiada pelo Curta-SE em 2005 com o curta-metragem “A morrer”.

Saiba mais em http://www.casacurtase.org.br


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