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Definido o Júri da Mostra Livre

Por Guilherme Whitaker em 09/02/2005 21:51



MFL define seu Júri Oficial



Molinari, Bronz e Silva definirão os destaques da MFL 2005


Ser júri com certeza não é tarefa fácil. Além da maratona de ter que assistir a todos os filmes do evento, precisa definir de forma rápida e clara algo subjetivo como ´melhor filme`,  para as categorias que a mostra quer premiar, a saber:

Prêmio Filme Livre - concorrem obras com mais de 30 minutos
Prêmio Curta Livre - concorrem obras de até 29 minutos
Prêmio Cara Liberdade - concorrem obras realizadas sem apoio estatal
Prêmio Oficinando - concorrem obras realizadas em Oficinas
Prêmio Rio Livre - concorrem obras feitas no estado do Rio
Prêmio Século XX - concorrem obras realizadas no século passado 

Saiba aqui a premiação definitiva para cada categoria.

A MFL acredita que seu júri oficial tem plenas condições de perceber e destacar, dos 147 concorrentes, os 6 filmes que mais têm a ver com o espírito de livre realização que fazemos parte e queremos incentivar. A graça da premiação é fazer com que haja sempre um link entre o filme premaido e o evento, para que tal filme possa ser depois visto como um exemplo de filme livre, e para que a mostra possa se referir a tais filmes como sendo, sem sombras de dúvidas, ´filmes livres`. Assim e aos poucos a MFL vai ganhando uma cara através não apenas dos filmes que exibe mas daqueles que destaca ao ponto de premiar. Para o realizador premiado também é uma garantia de algumas facilidades para a realização de seus novos projetos, já que a premiação é em produtos e serviços audiovisuais.

Assim, é  com grande alegria que divulgamos o  Júri oficial da MFL 2005,
a saber:

Clovis Molinari Jr
. é historiador, escritor, cineasta e agitador cultural. Vem se dedicando à promoção de eventos e às técnicas de conservação, restauração e organização física e intelectual de documentos audiovisuais como fitas de vídeo e de áudio, discos, películas cinematográficas e fotos. É coordenador de documentos audiovisuais e cartográficos do Arquivo Nacional. Atuou como pesquisador em diversos trabalhos na área de produção cinematográfica e instalações de artes plásticas. É idealizador, coordenador e curador do RECINE - Festival Internacional de Cinema de Arquivo. 

Mário Silva, cineasta e professor, estudou na escola de cinema da Universidade da California, Los Angeles, onde obteve os diplomas de bacharel e mestre em Cinema. No Brasil exerceu por muito tempo a função de técnico de som direto em vários longas e comerciais, além de dirigir alguns curtas. Ministrou o curso “Som do Filme” durante seis anos na Universidade Estácio de Sá. 

Pedro Bronz formou-se em Jornalismo, mas nunca exerceu a profissão. Trabalha no setor audiovisual desde 1993 por pura casualidade. Seu sonho era ser padeiro. Em 2000 fundou a produtora Cineclube Pela Madrugada onde realizou diversos filmes como diretor, montador e fotógrafo. A partir dessa data passou a ter sua conta constantemente no vermelho, mas assim como Rubens Medina, acredita num mundo melhor !!!! 


A LEBRE E A TARTARUGA
Pedro Bronz

Assim como só entendemos a saúde na falta da mesma, só os prisioneiros têm a real noção de liberdade. Mas quem disse que não estamos encarcerados... 

Desde que fui escolhido para a hercúlea tarefa de jurado, sou perseguido por uma pergunta: como julgar um trabalho da Mostra do Filme Livre? O que é melhor: Paulinho da Viola ou Iron Maiden? Quando nossos pais nos colocam numa escola, dentro de uma sala de aula, um heterogêneo universo de personalidades é obrigado a conviver todos os dias durante horas, seriam eles só meninos e meninas? Minha proposta, que não foi aceita, era premiar todos os filmes!!! Mas imaginem só, 20 segundos de negativo para cada realizador, 5 minutos de ilha de edição, medalinhas de “Honra ao Mérito” esculpidas na Rua da Carioca... 

Pela primeira vez em sua história, no ano de 2004, a Mostra do Filme Livre realizou uma premiação. Naqueles anos remotos (ah, como éramos felizes!) os próprios curadores escolheram os melhores filmes. Achávamos que pelo profundo relacionamento com todo o material poderíamos eleger com mais justiça os agraciados. Certo ou errado, depois dessa premiação alguns amigos passaram a me evitar, não sei bem porque... Agora em 2005 um corpo de jurados independente foi escolhido para determinar os “melhores” filmes. Dele fazem parte Clóvis Molinari, Mário Silva e eu. Não nos iludamos, o verdadeiro prêmio está em participar desse incrível panorama audiovisual brasileiro. Os escolhidos serão fruto de gosto pessoal e critérios discutidos, porém em sua essência subjetivos. Ao mesmo tempo, assim como existe um abismo entre filme “Trash“ e filme “Ruim”, filme “Noir“ e Filme “No Ar“, não estamos mais tateando no escuro, o menino já fala “Papai, Mamãe” e a papinha vai sendo substituída por coisas que possamos mastigar. Estamos vivenciando uma revolução tecnológica e a solidificação desse evento são os frutos que estão sendo colhidos. Na improvável fábula infantil a Tartaruga vence a Lebre no final. Os computadores não tornaram os homens melhores, nem seus filmes. 

Assim como um clássico pode ser escrito com uma caneta bic, uma música ser uma sucessão de berros, o cinema nasceu antes da invenção da primeira câmera. Tanta grade dá preguiça, e como diria Buñuel; Quando tudo estiver pronto para filmar, dê um chute no tripé!!!! 

Essas coisas serão levadas em consideração...


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