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Festival do Rio BR - 2000

Por Guilherme Whitaker em 30/08/2001 16:16


Festival do Rio BR - 2000


É elementar. Depois de duas edições que colocaram o Brasil definitivamente no mapa dos festivais internacionais, o Festival do Rio BR 2001 abre no dia 27 de setembro com a exibição de "Xangô de Baker Street", de Miguel Farias. A escolha representa, por si só, a síntese de uma programação que tem a cidade do Rio de Janeiro como referência para um cinema sem fronteiras: baseado no best-seller de Jô Soares, o filme mistura o inglês Sherlock Holmes à francesa Sarah Bernhardt no Rio de Janeiro do final do século passado. A produção é estrelada pelos atores portugueses Joaquim de Almeida e Maria Medeiros (destaque no festival do ano passado, como diretora de "Capitães de Abril"), que já confirmaram presença.

"Xangô" é apenas um dos 41 filmes brasileiros a serem vistos pelo público durante os 12 dias de festival, numa seleção final de mais de 300 produções espalhadas por 31 salas de exibição. Os destaques ficam por conta da Première Brasil, com 10 filmes nacionais disputando, pelo voto popular, prêmios de apoio à comercialização ­ oferecidos pela BR Distribuidora ­ no valor de R$ 200 mil para o melhor longa de ficção, 100 mil para o melhor documentário, e R$ 10 mil para o melhor entre os 10 curtas, selecionados entre 121 inscritos.

Com o prêmio de incentivo à comercialização, a BR Distribuidora pretende auxiliar na desobstrução do mais problemático canal entre o cinema brasileiro e seu público, a distribuição. Os selecionados são todos inéditos comercialmente no país. Os filmes serão exibidos no Cine Odeon BR, à noite, além das já tradicionais sessões populares, às 13hs, com ingressos a R$ 2. Na última edição os premiados foram "Tainá", de Tânia Lamarca, na categoria ficção e "O sonho de Rose", de Tetê Moraes, entre os documentários. Os curtas em competição mostram a tendência do novo cinema brasileiro e apontam para um caminho de qualidade e excelência.

Entre os "hors concours", serão mostrados pela primeira vez ao público os longas "Lavoura Arcaica", viagem do diretor Luiz Fernando de Carvalho ao complexo universo do escritor Raduan Nassar (de "Um copo de cólera"); "Dias de Nietzsche em Turim" , o olhar de Júlio Bressane sobre as motivações filosóficas de Nietzsche e "O mar por Testemunha", produção capitaneada por Elisa Tolomelli (de "Central do Brasil") que conquistou investidores americanos.

O Festival do Rio BR 2001 apresenta mais uma vez duas de suas seções de maior impacto popular: a mostra "O Bonequinho Viu", em frente ao Copacabana Palace, exibindo filmes brasileiros na praia e o "Cine BR", uma selecão diversa de produções brasileiras lançadas no último ano e apresentadas em cinemas da Zona Norte e Baixada. Este grande painel do cinema brasileiro dentro do evento faz parte da estratégia comum do patrocinador, a BR Distribuidora, e do Festival de valorizar o mercado para a produção nacional.

Entre as produções internacionais, os destaques são "La Stanza del figlio", do italiano Nanni Moretti (Palma de Ouro no último Festival de Cannes), "L¹anglaise et le Duc", do francês Eric Rohmer, "Monsoon Wedding", da indiana Mira Nair e "Quem és tu", do português João Botelho, além de outras 12 produções já selecionadas para o próximo Festival de Veneza.

(Fonte: Assessoria de Imprensa do Festival)


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