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FESTIVAL PREMIA MELHORES CURTAS DE 2012

Por Guilherme Whitaker em 03/12/2012 12:50


Foram conhecidos neste sábado (1º) os grandes vencedores das mostras competitivas da 11ª edição do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades. O prêmio de melhor filme da Mostra Competitiva Nacional ficou com “A Dama do Estácio”, do diretor Eduardo Ades, protagonizado pela atriz Fernanda Montenegro. Gustavo Vinagre foi considerado o melhor diretor pelo trabalho realizado em “Filme para Poeta Cego”. O curta “Realejo” levou a menção honrosa da categoria nacional (veja lista completa no final).

Já na Mostra Competitiva Regional, que reuniu este ano produções de Juiz de Fora, Santos Dumont, Leopoldina e Muriaé, o curta “Viagem Real”, de Eduardo Yep e Henrique Vale, foi o grande vencedor do prêmio Incentivo Primeiro Plano, que destina R$ 5 mil ao melhor curta universitário. Os diretores também terão apoio do Luzes da Cidade – Grupo de Cinéfilos e de Produtores Culturais para realizar uma nova produção no ano que vem. O trabalho também foi o escolhido do público, e levou o troféu do júri popular.

Ainda entre os filmes regionais, receberam menções honrosas os curtas “Getúlio, que horas são?”, de Cláudia Rangel e Guilherme Landim, “Nicotina 2mg”, de Paulo C. Silva e Vicky Freitas, e “Descompasso”, de Jéssica Faria Ribeiro e Fram Moraes. O tradicional prêmio José Sette, concedido pela velha guarda de cineastas de Juiz de Fora, foi para o curta “O MEIO Enquanto Fosse”, de casABsurda.

Balanço final

O Primeiro Plano mais uma vez foi sucesso de público, com cerca de 4 mil espectadores nos seis dias de evento. Foram mais de 30 horas de exibições de curtas e longas nas mostras competitivas regional e nacional, sessão escola, estreias de filmes, mostra Mercocidades, sessão jovem, mostra audiovisual de Juiz de Fora, além dos trabalhos apresentados nas cerimônias de abertura e encerramento. As exibições, oficinas e debates ocuparam quatro locais da cidade: Espaço Alameda de Cinema, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), Casa de Cultura da UFJF e Centro Cultural de Benfica.

“Os longas emocionaram bastante o público, que lotou as sessões. Já em relação aos curtas regionais, percebemos uma melhora na qualidade das produções. Os diretores têm se esforçando cada vez mais”, destaca o coordenador-geral do festival, Aleques Eiterer.

Mostra Competitiva Regional

Prêmio Incentivo Primeiro Plano: Viagem Real, de Eduardo Yep e Henrique Vale

Considerando o bom roteiro, o humor e a ideia bem traduzida em termos de imagem e som. Os atores são bons, além da química entre eles. É bem finalizado, tem uma boa fotografia, qualidade e preocupação estética. Valoriza as cidades históricas do Brasil, marcando os dois pontos tradicionais da Estrada Real.

Menções Honrosas

- Getúlio, que horas são?, de Claudia Rangel e Guilherme Landim. Pela boa iniciativa, poucos integrantes conseguiriam fazer um filme enxuto, bem montado e que resgata uma história da cidade. Carrega humor e tem uma boa relação do título com o conteúdo.

- Nicotina 2mg, de Paulo C. Silva e Vicky Freitas. Pela homenagem ao cinema de invenção, poesia, vanguarda, artístico. Trabalhou muito bem os planos.

- Descompasso, de Jéssica Faria Ribeiro e Fram Moraes. Pela forma como o filme trabalha a metalinguagem para falar de questões de relacionamento, dando consistência nos personagens através dessa mesma linguagem.

Júri Popular: Viagem Real, de Eduardo Yep e Henrique Vale. 

Mostra Competitiva Nacional

Melhor filme: A Dama do Estácio, de Eduardo Ades. Pela coragem de se partir de uma historia já contada fazendo-a se reencontrar delicada e poeticamente com a história original. E por serem consideradas todas as categorias executadas com excelência.

Menção Honrosa: Realejo, de Marcus Vinícius Vasconcelos. Um filme poético sobre sonhos, possibilidades e impossibilidades. Um filme sobre a engrenagem ininterrupta de trabalho na qual estamos inseridos. Acima de tudo, um tratado sobre a coragem.

Melhor Direção: Gustavo Vinagre, por Filme para Poeta Cego. Pelo modo com o que diretor nos coloca diante do inesperado. Pelas escolhas de se contar essa história. Pela completa imersão no universo do personagem. Pelo respeito e administração do que surge a partir desse encontro.

Melhor Roteiro: Ana Durães e Quico Meirelles, por A Galinha que Burlou o Sistema. O filme é um grito de consciência e indignação dentro de um universo previsível. De maneira lúdica, embora tão cruelmente real, traça com originalidade uma metáfora sobre o homem contemporâneo.

Melhor Atriz: Iná de Carvalho, por Irene. Pela construção devastadora do vazio e da solidão da vida de uma mulher.

Menção Honrosa: Camila Márdila, por Pelo Caminho. Para uma atriz que nos convida desde o primeiro plano a acompanhá-la no decorrer do filme. Pela maturidade e profundidade das escolhas cênicas.

Melhor Ator: Gabriel Bodstein, por O Fim do Filme. Pela construção de personagem pautada na leveza e simplicidade, que nos envolve.

Melhor Direção de Arte: Maite Sanchez, por Irene. Por compor com excelência e sem vaidade e por desaparecer no vazio proposto pelo filme.

Melhor Concepção Fotográfica: Pepe Mendes, por Irene. A fotografia nos lança a um universo desolador e desamparado, espelhando o abandono e dilatando o tempo.

Melhor Concepção Sonora: Livio Tragtenberg, por #. Pela criação de uma sinfonia caótica, que é fundamental para a construção da narrativa e transforma a cidade em personagem.

Melhor Trilha Sonora: Ricardo Ponte, por Pelo Caminho. Pela beleza e sutileza com que a música dança com a dor dos personagens.

Melhor Montagem: Lucas Mendonça, por O Membro Decaído. Pelo jogo entre o brutal e o cotidiano. Pela ousadia e plena consciência das possibilidades de montagem.

Melhor Primeiro Plano: Quando o céu desce ao chão, de Marcos Yoshi. Por sintetizar, em uma única ação, todo o drama e o universo da personagem. Pela escolha poética que revela o jogo da interpretação, elemento fundamental do filme.

Júri Jovem: A Galinha que Burlou o Sistema, de Quico Meirelles. Entendemos o prêmio júri jovem como uma forma de prestigiar uma produção contemporânea em sua forma e temática. Com uma abordagem leve e bem humorada de um tema controverso, "A Galinha que Burlou o Sistema" se destaca por seu requinte e, ao mesmo tempo, sua simplicidade envolvente.

Júri Popular: O Fim do Filme, de André Dib

Prêmio Porta Curtas: Filme para Poeta Cego, de Gustavo Vinagre

 

 


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