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foto-celular no CCJE

Por Guilherme Whitaker em 18/01/2010 09:13


 

 

 

 

 

 

Centro Cultural da Justiça Eleitoral inaugura exposição de fotos feitas pelo celular
Foto-celular, com fotografias do artista Christian Caselli e do público, selecionadas por concurso, entra em cartaz no CCJE no dia 13 de janeiro

Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 2010 – Fotografias realizadas apenas com aparelhos de telefone celular. Esse é o recorte da mostra foto-celular, que fica em cartaz de 13 de janeiro a 7 de março, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE), com entrada franca. O acervo conta com 500 fotos do artista/curador Christian Caselli, além de 63 do público, selecionadas por meio de concurso. Os trabalhos serão projetados em telões, randomicamente. E em fevereiro, o evento ainda vai contar com uma oficina de fotografia realizada com telefone móvel, uma palestra sobre o tema e o lançamento de um catálogo com o material exibido.

Após ganhar um telefone celular com câmera, como prêmio pelo vídeo O paradoxo da espera do ônibus (385 mil exibições no Youtube), Caselli, em suas andanças pelo Brasil, passou a registrar o inusitado do cotidiano e percebeu que o material poderia render uma boa reflexão sobre o processo fotográfico e o exercício do olhar. Recentemente, com os avanços tecnológicos, os aparelhos de telefonia móvel se tornaram cada vez mais comuns e, num segundo momento, os celulares com câmeras fotográficas digitais também. O que o projeto foto-celular pretende, então, é discutir se há uma nova linguagem fotográfica decorrente dessa popularização.

“Na história da fotografia, a modalidade conhecida como a mais perto do registro documental é o fotojornalismo. Comprometidos com as empresas de informação, os profissionais da área eram contratados para registrar de acontecimentos importantes a locais paisagísticos e se programavam para tal, levando o seu melhor (e muitas vezes caro) equipamento”, explica Caselli. “No entanto, com a popularização das câmeras digitais, a captação de imagens se tornou algo mais comum para todas as pessoas, que puderam estar presentes nos locais mais variados, muito mais do que os empregados dos meios de comunicação”, continua ele, “e de uma maneira nunca antes vista, de um modo ainda mais efetivo e democrático do que o fotojornalismo”, garante o curador da mostra.

Participação popular
Com o espírito uma-idéia-na-cabeça-e-um-celular-na-mão, Caselli convidou também o público a mostrar o seu olhar. Entre os dias 19 de outubro e 1 de dezembro de 2009, as pessoas foram estimuladas a enviar fotografias realizadas com o celular – e sem nenhum tipo de manipulação – para o site www.foto-celular.com . Das 473 fotos recebidas, 63 foram selecionadas por um júri especializado e farão parte da exposição, ao lado de outros 500 trabalhos de Caselli. Dessas, por votação popular on-line e de um júri, 14 fotos foram escolhidas para entrar também no catálogo da mostra, que será lançado no dia 25 de fevereiro. São flagrantes múltiplos e variados, indo desde acontecimentos únicos a detalhes pouco notados; paisagens, retratos, auto-retratos, objetos peculiares (placas, artesanatos e o que mais for), entre outras modalidades. “Até mesmo a foto posada, comum em uma brincadeira de amigos, tem o seu valor: no futuro com certeza será o registro de uma época, de uma moda, de uma estética e, claro, de pessoas e famílias”, continua Caselli.

E não é só isso. Entre os dias 3 e 12 de fevereiro, Christian Caselli ministra uma oficina sobre fotografia feita com celular. Serão duas turmas, com até 15 alunos, cada: uma nos dias 3, 4 e 5 (das 14h às 17h); a segunda, entre 10 e 12 ( mesmo horário). Cada dia terá um enfoque diferente: no primeiro, a aula será teórica, sobre a história da fotografia - dos primórdios ao contexto digital e do celular; no segundo, será a prática, com um passeio pela cidade; no terceiro dia, as fotos produzidas serão analisadas e editadas, se for o caso. As inscrições vão até o dia 28 de janeiro, pelo site www.foto-celular.com. No dia 25 de fevereiro, a partir das 19h, além do lançamento do catálogo, acontece também uma palestra sobre o tema com o curador, com distribuição de senha no próprio dia.

O artista e curador
Formando em jornalismo, Christian Caselli tem se destacado no audiovisual alternativo carioca por sua produção acelerada – cerca de 30 obras, entre clipes e curtas – de baixo orçamento, sempre fazendo direção, roteiro e edição de todos. Ganhou projeção com a animação O paradoxo da espera do ônibus, curta com mais de 385 mil exibições no Youtube, selecionado para mais de 15 festivais. Um dos prêmios que Caselli recebeu pelo vídeo foi um aparelho celular com câmera fotográfica, o que deu início a todo o projeto. Com ele, Christian começou a registrar cenas inusitadas, espontâneas, curiosas do cotidiano, o “acaso enquadrado”, nas palavras do próprio artista, facilmente capturado por um aparelho tão acessível a qualquer momento do dia, como o celular. De lá para cá, foram mais de dez mil fotos feitas em diversos lugares como São Luís (MA), Manaus (AM), São Paulo, Cuiabá (MT), Belo Horizonte, Tiradentes e São João Del Rey (MG), Vitória (ES), Recife (PE), Porto e Santa Maria da Feira (Portugal), entre outros. Christian é também curador e responsável pela parte videográfica da Mostra do Filme Livre, que teve sua oitava edição no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) este ano.

Sobre o Centro Cultural da Justiça Eleitoral
Inaugurado em abril de 2008, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral – CCJE – fica na Rua Primeiro de Março, ao lado dos principais centros culturais e museus da cidade do Rio de Janeiro. No prédio, em processo de restauração, projetado em 1892 para ser a agência central do Banco do Brasil, foram criados diferentes ambientes: duas salas de exposições, sala de leitura, espaços multifuncionais de dramaturgia, um Centro de Documentação Digital e o Museu da Justiça Eleitoral. A curadoria do calendário está sob os cuidados da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura.

O prédio antigo se manteve sob a posse do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1896 a 1909. Depois, até 1946, o Centro Cultural foi temporariamente utilizado como Caixa de Conversão até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumisse o local. Lá funcionou até 1960, quando foi transferido para Brasília, junto com a mudança da capital. De 1960 a 1996, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) assumiu o prédio, que desde então esteve fechado por 12 anos, até se tornar o CCJE, como uma iniciativa do TSE. Do ponto de vista arquitetônico, a edificação é uma das precursoras do estilo eclético no Brasil. Combina elementos do neoclássico e do barroco com toques de art nouveau.

Além de exposições, o CCJE possui uma programação cultural fixa e gratuita. Todas as quartas-feiras, às 19h10m, abriga concertos de música de câmara, com curadoria do maestro Roberto Duarte. Quinzenalmente, aos sábados, às 17h10m, acontecem intervenções artísticas da Cia de Teatro Íntimo fora do padrão habitual, buscando uma aproximação delicada com a platéia. As intervenções se alternam entre declamações de poesias e apresentações teatrais.

O CCJE funciona de quarta a domingo, de 12h às 19h, e possui oito educadores, estudantes ou graduados em História, que realizam visitas guiadas, contando a história do local e apresentando as exposições vigentes. A entrada é franca.
 



 

Rolou até 19-12 a votação Foto-celular, que definiu as fotos premiadas do evento. Além das fotos do público, a exposição principal será com 500 fotos de Christian Caselli, idealizador do evento, que contará também com catálogo, oficina e debate. O evento será em jan/fev de 2010 no CCJE, Centro Cultural da Justiça Eleitoral, no centro do Rio de Janeiro, com entrada franca.

Para a exposição foram recebidas 473 fotos de todo o Brasil, sendo que 63 foram selecionadas pela curadoria do evento para fazerem parte da votação on-line. Todas as fotos da votação farão parte da exposição e as mais votadas e as escolhidas pelo júri também receberão um troféu e serão publicadas no catálogo do evento. O resultado da votação será publicado no site no dia 23-12.

Mais em www.foto-celular.com

 


CCJE terá exposição de fotos realizadas via celular

Foto-celular abre em janeiro com fotos do artista Christian Caselli e de amadores, estas selecionadas por voto popular. Quem quiser participar, pode se inscrever até o dia 1/12pelo site do projeto, em www.foto-celular.com .

A Exposição - Com fotos do artista Christian Caselli e do público em geral – selecionadas por um júri especializado e por votação popular - a exposição Foto-celular ocupará o Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE), a partir de janeiro próximo, só com fotografias realizadas com telefones móveis. Para participar da mostra basta se inscrever no site www.foto-celular.com entre 19 de outubro e 1 de dezembro. Podem concorrer pessoas de todas as idades e de todo Brasil, bastando apenas preencher o formulário e enviar até cinco fotos (de até 2 MB cada) para o site do projeto. As fotografias não podem ter sofrido nenhum tipo de manipulação de efeito e fotomontagens também não serão aceitas.

“Os aparelhos celulares que tiram fotos permitem flagrantes do dia-a-dia e um novo registro de situações diversas de um modo ainda mais efetivo e democrático do que o fotojornalismo, mesmo que de forma aparentemente amadora. Aliás, o próprio termo 'amador' vem sido questionado devido à qualidade acessível das novas tecnologias. Por isto, o projeto Foto-celular pretende discutir com o grande público a existência de uma possível nova linguagem fotográfica, relativa ao uso das telefonias móveis. E vale lembrar que estes tipos de registros podem ser os mais múltiplos e variados possíveis, desde acontecimentos únicos a detalhes de objetos, passando por paisagens, retratos, autorretratos, registros de objetos peculiares (placas, artesanatos, lugares etc), entre outras modalidades”, contextualiza Caselli, também curador da mostra.

Inscrições para a exposição
Todas as fotografias recebidas no período de inscrição (de 18/10 a 1/12) serão avaliadas por um júri especializado e até 100 farão parte da exposição, ao lado de 500 fotos de Caselli, todas projetadas em telões. As imagens selecionadas também ficarão disponíveis para votação no site www.foto-celular.com no período de 02 a 19/12 e as preferidas do público e da curadoria ganharão troféus, além de integrarem o catálogo Foto-celular. Os vencedores serão divulgados até o fim do ano no site do evento.

A exposição Foto-celular ficará em cartaz no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE) de 13 de janeiro a 28 de fevereiro. Na semana de 2 a 9 de fevereiro, Caselli ministra uma oficina sobre fotografia feita com celular. Serão 20 vagas e as inscrições acontecerão em janeiro, através do site do evento. No dia 4 de fevereiro, haverá uma palestra sobre o tema, seguida do lançamento do catálogo da exposição.

O artista e curador
Formando em jornalismo, Christian Caselli tem se destacado no audiovisual alternativo carioca por sua produção acelerada – cerca de 30 obras, entre clipes e curtas – de baixo orçamento, sempre fazendo direção, roteiro e edição de todos. Ganhou projeção com a animação O paradoxo da espera do ônibus, curta com mais de 370 mil exibições no Youtube, selecionado para mais de 15 festivais. Um dos prêmios que Caselli recebeu pelo vídeo foi um aparelho celular com câmera fotográfica, o que deu início a todo o projeto. Com ele, Christian começou a registrar cenas inusitadas, espontâneas, curiosas do cotidiano, o “acaso enquadrado”, nas palavras do próprio artista, facilmente capturado por um aparelho tão acessível a qualquer momento do dia, como o celular. De lá para cá, foram mais de dez mil fotos feitas em diversos lugares com festivais de cinema: São Luís (MA), Manaus (AM), São Paulo, Cuiabá (MT), Belo Horizonte, Tiradentes e São João Del Rey (MG), Vitória (ES), Recife (PE), Porto e Santa Maria da Feira (Portugal), entre outros. Christian é também curador e responsável pela parte videográfica da Mostra do Filme Livre, que teve sua oitava edição no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) este ano.

Sobre o Centro Cultural da Justiça Eleitoral
Inaugurado em abril de 2008, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral – CCJE – fica na Rua Primeiro de Março, ao lado dos principais centros culturais e museus da cidade do Rio de Janeiro. No prédio, em processo de restauração, projetado em 1892 para ser a agência central do Banco do Brasil, foram criados diferentes ambientes: duas salas de exposições, sala de leitura, espaços multifuncionais de dramaturgia, um Centro de Documentação Digital e o Museu da Justiça Eleitoral. A curadoria do calendário está sob os cuidados da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura.

O prédio antigo se manteve sob a posse do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1896 a 1909. Depois, até 1946, o Centro Cultural foi temporariamente utilizado como Caixa de Conversão até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumisse o local. Lá funcionou até 1960, quando foi transferido para Brasília, junto com a mudança da capital. De 1960 a 1996, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) assumiu o prédio, que desde então esteve fechado por 12 anos, até se tornar o CCJE, como uma iniciativa do TSE. Do ponto de vista arquitetônico, a edificação é uma das precursoras do estilo eclético no Brasil. Combina elementos do neoclássico e do barroco com toques de art nouveau.

Além de exposições, o CCJE possui uma programação cultural fixa e gratuita. Todas as quartas-feiras, às 19h10m, abriga concertos de música de câmara, com curadoria do maestro Roberto Duarte. Quinzenalmente, aos sábados, às 17h10m, acontecem intervenções artísticas da Cia de Teatro Íntimo fora do padrão habitual, buscando uma aproximação delicada com a platéia. As intervenções se alternam entre declamações de poesias e apresentações teatrais.

O CCJE funciona de quarta a domingo, de 12h às 19h, e possui oito educadores, estudantes ou graduados em História, que realizam visitas guiadas, contando a história do local e apresentando as exposições vigentes. A entrada é franca.

 

Serviço:
Foto-celular
13/01 a 7/03 – exposição
1/01 a 28/01 – inscrição para a oficina (pelo site www.foto-celular.com ). Serão duas turmas: a primeira de 3 a 5/02 (das 14 às 17h);e a segunda, de 10 a 12/02 (das 17h às 20h).
25/02 – palestra e lançamento do catálogo, às 19h
O Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE) fica na Rua Primeiro de Março, 42, Centro
Telefone: 2253-7566.
Funcionamento: de quarta-feira a domingo, das 12h às 19h
Capacidade: 100 pessoas.
Preço: Entrada franca

 


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