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Lei do Curta em debate na Cinelândia carioca

Por Guilherme Whitaker em 26/09/2006 09:32


Lei do Curta em debate no Festival do Rio



Nesta terça às 11h o Festival do Rio abrigará, na tenda Cinelândia, um debate sobre o possível retorno da Lei do Curta. Será um espaço de diálogo entre as partes envolvidas: foram convidados representantes dos exibidores, distribuidores e curta-metragistas.
 
Presenças confirmadas: Nelson Krumholz (Grupo Estação - exibidor), Antonio Urano (Riofilme - distribuidora), Marcelo Laffitte (curta-metragista), Frederico Cardoso (membro do Conselho Nacional de Cineclubes). Mediação: Lis Kogan (Cachaça Cinema Clube, exibidor de curtas). 
 
LEI DO CURTA - ABRINDO O DIÁLOGO

No dia 22 de agosto passado, o Ministério Público Federal expediu uma recomendação à Agência Nacional de Cinema (Ancine) para que seja regulamentado o art. 13 da Lei nº 6.281/75, conhecida como Lei do Curta, que determina que é obrigatória a exibição de um curta-metragem nacional após qualquer longa metragem.

Rapidamente instaurou-se a polêmica entre curta-metragistas, exibidores e representantes da Ancine, especialmente por conta de regulamentações passadas que determinavam que a exibição do curta deveria ser remunerada através de porcentagem da bilheteria do longa. Estas e diversas outras questões contribuiram para que a lei caísse em desuso ainda nos anos 80.

As questões no momento, que urgem por um debate que inclua todas as partes envolvidas, são:
  • A lei deve mesmo ser posta em vigor novamente?
  • É possível elaborar uma nova regulamentação, que contemple as necessidades de todos os envolvidos, inclusive dos espectadores?

Vamos analisar o momento atual do curta-metragem e da relação do espectador com o formato, traçando um panorama das novas janelas do curta (Internet, lançamento de coletâneas de dvd, etc).

Analisaremos também uma experiência de sucesso na exibição de curta antes do longa - o 'Curta nas Telas', há 10 anos funcionando em Porto Alegre.

E, o mais importante, foram convidados representantes de todas as partes envolvidas: representantes de curta-metragistas, de exibidores especializados no formato, de distribuidores, de exibidores do circuito comercial.


O Curta o Curta apóia o diálogo e aposta que a Lei de Curta não somente é possível e necessária como vai muito ajudar ao promissor mercado independente a praticar dias melhores, com nossos filmes sendo bem vistos no máximo de lugares e para o maior número de pessoas possível! Remuneradamente, claro!

(Carta enviada (e não publicada)  ao Jornal O Globo, em  19-09, sobre a matéria "Esqueceram o curta", no Segundo Caderno em 16-09 )
LEI DO CURTA
Engraçado este país, existem tantas leis bisonhas que somos obrigados a engolir e outras que ninguém cumpre... Agora alguns reclamam por conta da volta da Lei do Curta, chiam porque serão prejudicados, não se ligam aos tantos que têm sido prejudicados pelo não cumprimento desta lei, que tanto pode ajudar nosso cinema a vislumbrar uma saída também econômica para este pseudo merdado audiovisual local que nunca engrena... Ora, são muitos os bons motivos para questa lei seja cumprida, a começar pelo fato de que desde a criação da ANCINE os curtas são obrigados a pagar Condecine como se fossem produtos amplamente comerciais e populares, o que (ainda) não são de fato, e nossa agência do cinema só faz editais pra ajudar os longas-metragens, pra curtas só tem sabido cobrar.... Nada mais justo, então, que os distribuidores/exibidores de filmes estrangeiros sejam obrigados a dar um pouco dos milhões que ganham por aqui para que se gere um modelo capaz de autosustentar a longo prazo quem mais tem feito filmes no Brasil, os curtistas! Será interessante ver tantos ótimos curtas passando antes e/ou depois destes "Hulks" da vida, com boas chances do público preferir os curtas a estes filmes que nada tem a ver conosco e que só estão aqui para tirar nossas moedas... Veremos então de que lado a Ancine está, se do nosso ou dos gringos... Chega de se pensar apenas no curto prazo, queremos do poder público mais compromisso com o futuro! Vida longa aos curtas!  Guilherme Whitaker, RJ

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