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Mais possibilidades para o minidv

Por Guilherme Whitaker em 04/05/2005 22:53


Mais possibilidades em MiniDV


Ainda antes da esperada invasão de camcorders de consumo e profissionais de formato HDV, a Canon acaba de surpreender o mercado com o lançamento da XL2.

A nova Canon XL2 está já disponível no mercado europeu e, considerando o sucesso que as camcorders série XL (a XL1, seguida da XL1s e XM2, em formato DV) tiveram em todo o mundo, é natural que a XL2 venha a se tornar uma ferramenta de trabalho bem popular entre os amadores mais entusiastas, os videografistas com pretensos profissionais e mesmo muitos produtores profissionais que produzem documentários, vídeo institucional, apresentações e sobretudo vídeos musicais, áreas em que a antecessora Canon XL1s deu cartas com sua alegada qualidade broadcast em formato digital de consumo DV. De certa forma, o paradigma do sucesso da Canon baseia-se na diferença de preço bastante favorável que se apresenta com opção às DV/DVCAM da Sony, DV/DVCPRO da Panasonic ou ProfessionalDV da JVC, compensando a menor qualidade de gravação com um conjunto de características profissionais que apelou aos usuários mais exigentes.

A concorrência
O problema para a Canon é que, entretanto, o mercado evoluiu, a produção em formato 16:9 passou a ser uma exigência comum (qualquer videógrafo que produz apresentações para plasmas ou videoprojetores já percebeu a vantagem de produzir em 16:9), e os recentes lançamentos da Panasonic, Sony e JVC deixaram claro que os padrões mudaram radicalmente. Atualmente, a aposta nesse segmento de camcorders prosumer, mais sofisticadas, vai claramente para uma fotografia que se aproxima em muito do cinema (o famoso Cine Gamma apregoado pela Panasonic), sendo o formato 16:9 uma escolha natural, ainda com opção de comutação 4:3, exigindo-se o varrimento progressivo em 24 ou 25 imagens por segundo. Foi o que a Panasonic fez com sua camcorder AG-DVX100A, um dos modelos atualmente mais vendidos no mercado, e foi o mesmo que a JVC implementou em suas camcorders JVC GR-PD1 (consumo) e JY-HD10 (profissional). Ambas possuem varrimento progressivo, usando a PD1 um sensor de 1,18 megapixels 16:9 e a HD10, três desses mesmos sensores. A diferença nesses modelos da JVC é que ambos recorrem à gravação em MPEG-2, além de DV, e a PD1 grava apenas em resolução PAL e a JY-HD10 possui capacidade de gravar o sinal em HD a 720/30p e 480/60p em formato 16:9. Aliás, a HD10 é mesmo capaz de gerar um sinal de 1.080 linhas entrelaçado a 60 campos, por interpolação na reprodução, sendo seu único defeito o fato de não estar disponível em PAL. 

A Sony conseguiu também um excelente resultado nessa gama semiprofissional, primeiramente com sua DSR-PD150P, agora atualizada na DSR-PD170P, ou com a extremamente compacta DSR-PDX10P, todas parte da série DVCAM da marca.
Entretanto, o mercado prepara-se para receber a camcorder HDV de consumo, Sony HDR-FX1, com capacidade 1080i/720p, acompanhada de uma versão equivalente profissional, seguindo-se novos modelos de camcorders HDV da JVC, com especificações ainda por confirmar. 

Ainda assim, a Canon XL2 irá continuar a apresentar uma vantagem favorável no preço e nas características, tal como sua capacidade de aceitar diferentes objetivas, que compensam de certa forma o investimento ainda exclusivamente em MiniDV. Provavelmente, a própria Canon já terá em laboratório um modelo sucessor da XL2 para gravar HDV, que obrigará a atualizar também o atual sistema DSP da XL2 de 8 bit para os obrigatórios 12 bit, já apresentados pela Panasonic e Sony.
São atualizações que poderão fazer toda a diferença. Mas o que interessa é que a Canon XL2 aí está e possui fortes argumentos, mas, para os leitores da Produção Profissional, aquilo que interessa é saber do que essa camcorder será capaz.

Fonte: Produção profissional- www.producaoprofissional.com.br
Postado por: Pedro Lobito – www.pedrolobito.com

  

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