Metalinguagem em 27 curtas na Sala Cinemateca - SP ::  | Curta o Curta

Metalinguagem em 27 curtas na Sala Cinemateca - SP

Por Guilherme Whitaker em 10/03/2006 14:31


Curta Cinemateca - "Metalinguagem" 
Sala Cinemateca
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Mariana
de 07/03 a 18/04


O curta-metragem brasileiro vem cada vez mais se firmando como expressão cultural, técnica e estética. Considerado fundamental tanto para a formação de quadros quanto para a experimentação de linguagem, a produção desses filmes vem demonstrando um enorme crescimento, atingindo mais de 200 títulos por ano.

Em contrapartida, o circuito de exibição para esse segmento é praticamente limitado a festivais e eventos especiais. Por isso a Cinemateca Brasileira dá seguimento ao projeto (iniciado em 2004) de exibição permanente para o curta-metragem brasileiro em sessões gratuitas todas as terças-feiras às 18h00.

Em março e abril apresentaremos um panorama dos curtas-metragens que têm como tema o próprio cinema em suas mais variadas acepcões: a linguagem, os cinéfilos, os cineastas famosos, as crises, as homenagens, entre outros.

Venha portanto curtir o Curta Metalinguagem !

Núcleo de Programação

Agradecimentos: CTAv/SAv, MIS, Arquivo Nacional, Araribóia Cine, Carol Durão, Tetê Mattos e aos realizadores que cederam suas cópias para o projeto.

Sala Cinemateca
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Maiores Informações pelos telefones: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954


Programação

07/03 - Invenção, Irreverência e Manifesto
Outros
Pornografia
A hora vagabunda
Uma pequena mensagem do Brasil - ou a saga de Castanha e Caju contra o encouraçado Titanic
Um trailler americano

14/03 - Em torno de Glauber
Memória de Deus e do diabo em Monte Santo e Cocorobó
A mãe
À meia noite com Glauber
A voz do morto

21/03 - Viva o cinema !
Mais luz
Uma estrela pra Ioio
Cine Holiúdi: o astista contra o caba do mal
Duralex, sedlex

28/03 - Auto-retratos
Cinema paraibano: vinte anos
Cinema
Viola chinesa: meu encontro com o cinema brasileiro

04/04 - Mestres (1)
Mauro, Humberto
Carmem Santos
Roberto

11/04 - Mestres (2)
18h00 Nelson Filma: trajetória
Cinema novo
O homem do morcego
Thomas Farkas, brasileiro

18/04 - O cinema por dentro 
Fazendo cinema 
História sem fim… do rio Paraguay - o relatório
Mensageiras da luz: parteiras da Amazônia
O Sanduíche 

Fichas técnicas e sinopses: 

Carmem Santos, de Jurandyr Passos Noronha
1969, 35mm, cor, 16’
Sinopse: A vida e a dedicação de Carmen Santos pelo cinema brasileiro do qual foi uma das pioneiras. Seu estúdio e seu trabalho, ao lado de outros pioneiros, desde os tempos do cinema mudo. Cenas de seus filmes, como Inconfidência Mineira, um dos mais caros realizados no Brasil.

Cine Holiúdi: o astista contra o caba do mal, de Halder Gomes
2004, 35mm, cor, 15’
Sinopse: Francisgleydisson é o proprietário do Cine Holiúdy, um modesto cinema no interior do Ceará nos anos 70. Ele se multiplica nas funções de bilheteiro, lanterninha e projecionista, para levar a magia dos filmes de Kung Fu às telas.

Cinema Novo, de Orlando Senna
1997, 35mm, cor-p&b, 10’
Sinopse: Visão do Cinema Novo a partir de cenas emblemáticas do movimento e de um depoimento inédito de Glauber Rocha, realizado em 1979. Episódio do longa-metragem Enredando sombras, filme feito para a comemoração dos 100 anos do cinema na América Latina.

Cinema paraibano: vinte anos, de Manfredo Caldas
1983, 16mm, p&b, 22’
Sinopse: O papel histórico reservado ao ciclo do cinema paraibano e sua posição no panorama da cinematografia brasileira.

Cinema, de Paulo Cezar Saraceni
1974, 35mm, cor, 15’
Sinopse: Tudo sobre um filme sendo filmado e sendo visto. Imagens preciosas com personagens chaves de nosso passado recente. Enfim, como se faz um filme, e como é gostoso fazer um filme brasileiro.

DuraLex, sedLex, de Henrique Silveira, Luciana Tanure e Marília Rocha
2001, 35mm, cor, 12’
Sinopse: Documentário sobre um homem simples que reúne em si tradição e modernidade, arte e técnica, autodeterminação e destino. José Japonês, um homem que viveu a sua vida dedicado a um só ofício.

Uma estrela pra Ioio, de Bruno Safadi
2003, 35mm, p&b, 15’
Sinopse: Um filme de amor e de esperança, que busca essencialmente o cinema e a tradição da imagem. Refigurada pelo tempo, transfigurada na luz, cenografia, mise èn cene e concepção de planos. 

Fazendo cinema, de Anselmo Duarte
1957, vídeo (orig.: 35mm), p&b, 10’
Sinopse: As filmagens de Arara Vermelha: as dificuldades do trabalho em um local selvagem.

História sem fim… do rio Paraguay - o relatório, de Valéria Del Cueto
2004, 35mm, cor, 16’
Sinopse: Diário de Bordo. Cruzamos o Pantanal, primeira etapa da expedição. Estamos esperando o relatório de avaliação do projeto. O Pantanal ensina: tudo acontece no tempo próprio. A sorte está lançada. Aguardamos o relatório e suas conseqüências...

O homem do morcego, de Ruy Solberg
1980, 35mm, p&b, 20’
Sinopse: O filme tem como personagem principal o cineasta Mário Peixoto, um dos mitos do cinema nacional e diretor de "Limite", filmado em 1930. Após 50 anos de silêncio e reclusão foi a primeira vez que Mário falou sobre sua obra e sobre si mesmo.

A hora vagabunda, de Rafael Conde
2000, 35mm, cor, 15’
Sinopse: um dia na vida de um jovem cineasta em conflito com sua arte. Ele sabe que os obstáculos para realizá-la são muitos e que a cidade é apenas um deles. Mas ele não vai desistir sem pelo menos se insubordinar...

A mãe, de Fernando Bélens e Umbelino Brasil
1998, 35mm, cor, 16’
Sinopse: Vida e memórias de Lúcia Rocha, mãe de Glauber.

Mais luz, de Reinaldo Pinheiro
1987, 35mm, cor, 15’
Sinopse: Um filme que pretende traduzir e avaliar o significado da chegada da televisão e o fechamento das salas de cinema no Brasil que transformaram-se em supermercados, estacionamentos, igrejas.

Mauro, Humberto, de David Neves
1969, 35mm, p&b, 21’
Sinopse: Humberto Mauro é considerado precursor do moderno cinema brasileiro. Sua rica filmografia, onde a intuição substitui a teoria, alcançou prestígio internacional. Intercalando trechos de sua obra com aspectos curiosos do seu cotidiano, o filme ainda revela os reflexos de seu trabalho à frente do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), do qual foi diretor. Depoimentos de Glauber Rocha e Alex Viany.

À meia noite com Glauber, de Ivan Cardoso
1997, 35mm, cor, 16’
Sinopse: Entrevista com Glauber Rocha no final dos anos 60, mesclada com cenas da filmografia do cineasta e imagens de Hélio Oiticica e José Mojica Marins. Filme-invenção, partitura de iluminações em mosaico, imagens diagramadas para o júbilo da retina, formando um evangelho glauberiano de Ivan.

Memória de Deus e do diabo em Monte Santo e Cocorobó, de Agnaldo Siri Azevedo
1984, cor, 16/35mm, 10’
Sinopse: Evocação dos caminhos percorridos por Glauber Rocha em Monte Santo e Cocorobó, Serra de Canudos, Bahia, quando filmava Deus e o Diabo na Terra do Sol. Paralelismo entre o vigor e o rigor místico dos propósitos de Antônio Conselheiro e do cineasta, dirigidos pela ânsia de despertar a consciência dos homens e promover a liberdade.

Mensageiras da luz: parteiras da Amazônia, de Evaldo Mocarzel
2003, 35mm, cor, 15’
Sinopse: Documentário sobre as parteiras tradicionais do estado do Amapá, no extremo norte do Brasil.

Nelson filma: trajetória, de Luiz Carlos Lacerda
1971, DVD (orig.: 35mm), p&b, 10’
Sinopse: O filme sobre o trabalho de Nelson Pereira dos Santos, precursor do Cinema Novo, desde Rio, 40 graus (1955) até a filmagem de O azyllo muito louco (1969). Sua trajetória confunde-se com a do cinema independente no Brasil.

Outros, de Gustavo Spolidoro
2000, 35mm, cor, 14’
Sinopse: Porto Alegre, nos dias atuais. Em uma das mais tradicionais avenidas da capital gaúcha, em diretos 11’10’’, pessoas se cruzam, interagem, discutem as suas e as nossas vidas. A ficção trabalhando com a realidade e vice-versa. 

Uma pequena mensagem do Brasil - ou a saga de Castanha e Caju contra o Encouraçado Titanic, de Walter Salles Jr e Daniela Thomas
2002, 35mm, cor, 6’
Sinopse: Na frente de uma antiga sala de projeção na cidade de Miguel Pereira (RJ) , os emboladores Castanha e Caju (na verdade, Cajuzinho, substituto do Caju original) desfiam uma embolada extremamente mordaz e engraçada, que não poupa nenhum ídolo de Hollywood.

Pornografia, de Murilo Salles e Sandra Werneck
1992, 35mm, cor, 6’
Sinopse: Pornografia é um filme-manifesto. Um desabafo contra a execução sumária do cinema brasileiro na era Collor. Ele é simples e direto: sexo explícito, texto na tela, Hino Nacional.

Roberto, de Amilcar Monteiro Claro
1994, 35mm, cor, 18’
Sinopse: Um olhar sobre a obra de Roberto Santos, cineasta fundamental cuja a trajetória de realizador confunde-se com a própria história do moderno cinema paulista

O Sanduíche, de Jorge Furtado
2000, 35mm, cor, 12’
Sinopse: Os últimos momentos de um casal, a hora da separação. O fim de alguma coisa pode ser o começo de outra. Outro casal, os primeiros momentos, a hora da descoberta. Encontros, separações e um sanduíche. No cinema o sabor está nos olhos de quem vê.

Thomas Farkas, brasileiro, de Walter Lima Jr.
2004, DVD (orig.: vídeo digital), p&b, 16’
Sinopse: Sobre o fotógrafo húngaro, um expoente da história do documentário brasileiro.

Um trailler americano, de José Eduardo Belmonte
2002, 35mm, cor, 14’
Sinopse: Nádia e seus amigos Flores e Mustang estão parados diante de um drive-in. O trailer (reboque) onde moram quebrou ali e eles não o consertam. O fato serve de pretexto para falarem sobre amenidades, a vida e verem os filmes americanos que passam no cinema em frente.

Viola chinesa: meu encontro com o cinema brasileiro, de Julio Bressane
1975, 16mm, cor, 15’
Sinopse: Um curioso diálogo direto entre Julio Bressane e Grande Otelo, onde, num misto de texto decorado e de improviso, chegamos a um pequeno manifesto pelo cinema experimental brasileiro. Chamado de "último filme da Belair", Viola Chinesa traz ainda a primeira parceria entre o fotógrafo Walter Carvalho e Julio Bressane.

A voz do morto, de Sérgio Zeigler e Vítor Angelo
1993, 35mm, cor, 14’
Sinopse: Vida e obra de Glauber Rocha.


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