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MFL - Diário

Por Guilherme Whitaker em 29/10/2004 22:13


Diário da Mostra do Filme Livre 2005

10 de março - A Mostra do Filme Livre 2005 chegou ao fim em 27 de fevereiro. Saiba um pouco do que ela foi... 

Recorde de público e alegria na MFL 

Os filmes premiados na MFL

A primeira semana da MFL 

Saiba como foi o primeiro debate da MFL 

Abertura da Mostra do Filme Livre 2005 

MFL 2005 lançará o Guia Brasileiro dos Festivais no Rio

Definido o júri da mostra livre 2005 

Confira os 8 debates da MFL 

Homenagem a KEUKEN na Mostra Livre 2005

Programação da MFL 

134 filmes convidados para a MFL 

Parcerias garantem premiação recorde na MFL 2005 

MFL divulga sua seleção 2005

Phillipe Barcinski ganha retrospectiva de seus premiados curtas 

Parcerias garantem premiação recorde na MFL 2005 

Canal Futura e Mostra do Filme Livre firmam parceria inédita

Como foi a Oficina de processos alternativos na fotografia

Confira os alunos selecionados para as duas oficinas da MFL 2005 


Canal Brasil já é parceiro da Mostra do Filme Livre 2005 

Conheça alguns números da Mostra Livre 2005

Mostras Livres desde 2002


15 de fevereiro - Saiba como foi a abertura da Mostra do Filme Livre 2005

8 de fevereiro - ... finalmente o sol apareceu no carnaval do Rio, o que é bom e ruim ao mesmo tempo; é até chato trabalhar tanto enquanto faz calor e os dias são lindos fora do ar-condicionado.... mas é também ótimo ser o único evento audiovisual brasileiro que acontece em fevereiro... e sempre é possível pegar um nascer eou um pôr do sol entre uma tarefa e outra... Hoje, após uma leve praia, a primeira de 2005, voltamos à rotina de digitalizar os filmes que na mostra passarão, a seguir bolando a abertura, os debates e as oficinas livres que logo estarão a rolar videodigitalmente .;.;  e  o som, como sempre,  também é variado, de Antunes à JunkieXL, sem esquecer Loveless e Rosa, o Noel... É.... a MFL promete ser legalz... até porque só o impossível acontece, o possível apenas se repete... (chacal)... 


5 de fevereiro
- Em pleno chuvoso carnaval a MFL finaliza suas vinhetas. Pela primeira vez haverá chamadas, durantes as sessões, para outras sessões e debates e eventos interessantes da MFL. A graça é que o  público saiba o que vai acontecer e quando e como e aonde... Ao mesmo tempo preparamos a Oficina e a abertura da MFL, que será bem original e legal mesmo. Também a legendagem dos curtas do Keuken está para começar, assim como a digitalização, para DVD, de todos os filmes que chegaram em MiniDV. E já encontramos os alunos que participarão da oficina de livre realização que começa junto com a mostra, dia 15 próximo. Além do mais, Luiz Rozemberg Filho aproveitou para nos visitar com seu colega também cineasta Ricardo Miranda, confira nas fotos abaixo.

                             
    Julia Limaverde apresentará a MFL                                 Serra e Ikeda; últimos preparativos

                            
    Primeiro encontro da Oficina Videodigital                       Luiz Rosemberg Filho e Ricardo Miranda

17 de janeiro
 - Saiba como estão sendo as aulas da Oficina de Fotografia Alternativa no Ateliê da Imagem..

17de janeiro - Relação dos alunos selecionados para a Oficina de Livre Realização Videodigital


12 de janeiro - Contagem regressiva para início da Mostra, que vai homenagear o cineasta Luiz Rosemberg Filho e promover vários debates, entre eles: Cineclubismo, Oficinas de Realização, Filmes de Arquivo e Novas Políticas para o Curta Nacional.         


Luiz Rosemberg Filho, homenagem em 2005


7 de janeiro - Canal Futura e Mostra do Filme Livre firmam parceria inédita.

10 de janeiro
- Oficina de Fotgrafia Alternativa divulga alunos selecionados. Saiba os nomes aqui mesmo.

29 de dezembro
-  Canal Brasil renova parceria com MFL 2005 -  O Canal Brasil acaba de renovar a parceria para a Promoção da Mostra do Filme Livre (MFL), que acontecerá de 15 a 27 de fevereiro de 2005 no Centro Culural Banco do Brasil, patrocinador do evento. Em sua quarta edição a MFL terá a cobertura do Canal do Cinema Brasileiro em programas como Cinejornal e Claquete, que vão cobrir a mostra e as oficinas de livre realização. Leia mais aqui... 

22 de dezembro   -  AION Cinematográfica e VTI premiarão na Mostra do Filme Livre.
Buscando oferecer 100 mil reais em prêmios, a Mostra do Filme Livre acaba de fechar as primeiras parcerias com duas das empresas que mais costumam apoiar a produção independente no Brasil, a AION Cinematográfica e a VTI (Video Interamericana), que oferecerão seus serviços aos premiados. Saiba mais...



20 de dezembro     -    Saiba aqui alguns números da Mostra Livre
Dos 645 filmes inscritos 511 foram realizados sem apoio do estado.... O formato Minidv foi o mais praticado (199), sendo seguido pelo DVD (151) e pelo VHS (129). Saiba mais números aqui mesmo...


13 de dezembro
Hoje estivemos no grande Arquivo Nacional para definir a parceria deles com a Mostra Livre e com as Oficinas de fevereiro. Na mostra, como de costume, faremos uma sessão especial com filmes de Arquivo e um debate relacionado. Nas oficinas usaremos algumas horas de material de domínio público com os alunos selecionados. Também começamos a reler as inscrições a fim de definir os grupos de trabalho... 


Foto INCLUSIVA do Curta o Curta sobrevoando um pouco do centro do Rio,Arquivo Nacional
(esse prédio exatamente acima do ´Rio, Arquivo`). Vê-se também a Central do Brasil e o verde Campo  de  Santana (a Praça da República).


Caselli e Lobito analisando as inscrições para as Oficinas Livres...


11 de dezembro
Em 30 dias recebemos 752  inscrições (645 de filmes, 107 de alunos para as oficinas). Quase ao mesmo tempo Rodrigo Savastano, curador da MFL, nos escreveu algumas cosas...

O varal, o sol e certos ávidos haveres...

Oi, bom dia, boa tarde, boa noite.

Antes de tudo, gostaria de me apresentar como o ser por detrás dessas palavras. Não que elas tenham frente ou verso… muito pelo contrário, apenas quero dizer que peguei uns poucos pensamentos pela mão, os estendi num varal, e deixei secar, com o sol e o vento, juntos, por aqui. Quem sabe algo brote, ou ainda, talvez, perceba que este texto é fruto de alguma fecundação anterior, e, quem sabe, alguém a queira decifrar, ou a reconhecer… Nunca se sabe… há louco prá tudo. 

Filme Livre é um título, aberto, talvez até demais; pode ser uma direção na qual se aponta, pode ser um termo vazio, oco, não ocupado por qualquer conceito ou já habitante de uma idéia bem qualquer nota de indefinida.

Importa o que está ao redor, abaixo, pela frente, por detrás: importa o que se respira, a direção do esforço, a necessidade de se pensar em agregar pessoas e construir espaços de trocas que não representem a simples compra/venda de mercadorias, que sejam trocas como as de um sinal de fumaça que em relação a um outro, e outro, que subam além do horizonte e se comuniquem por cima das coisas, onde os significados sejam minimamente sólidos a ponto da nuvem brincar de se confundir com uma forma, ou vice-versa. Mas não se engane, atingir a leveza da fumaça é uma tarefa sinistra. Depende da direção, depende do olho e do braço do caboclo que tenta empinar a pipa. Tem que ralar, tem que morrer e nascer algumas vezes, pois crescer é o ato de se explodir constantemente , aos poucos/muitos trancos e barrancos. 


Entardecer em Botafogo, durante reunião da curadoria da MFL, que verá
e programará centenas de filmes em 30 dias.


O que interessa de livre é isso. O sol. Esse movimento rumo ao alamento da linguagem e de si mesmo, do aprimoramento das leituras do mundo em perspectiva de troca, e das visões que podem se misturar entre os fatos e todas as versões parciais que deles decorrem, afinal, como disse o sofista: no sol cresce o rumo da língua.

Na real, papo reto, cariocamente falando: A parada é o seguinte: à vera é à vera e caô é caô. Sem apelação, o que vale hoje é a veracidade do trabalho, é uma nossa época em que vários festivais (até certo ponto) abrem espaço para fumaças, telégrafos e outras tecnologias comunicacionais. O que é foda não é o filme em si, mas a possibilidade de se encontrar com os outros e, guturalmente, cada uma das expressões bater no próprio peito dizendo ao que veio, como pulsa no mundo, como conta o mundo.

Mas será que existe espaço para tudo isso? Será, desesperadamente, que as pessoas não tentam repetir as outras de modo a tocar no que lhe é caro ou pré conhecido? Será que essas perguntas já não são óbvias por si mesmas? Há problemas, há percalços, há milhões e milhões de figuras submersas num universo complicadíssimo da comunicação de massa, da violência de massa, da ignorância de massa, das dificuldades da sobrevivência em massa. Voltando ao mundo, é preciso arregaçar as mangas e trabalhar prá caraio!!! E fazer com que quem não tenha espaço o construa com suas/nossas próprias mãos. E isso é o que importa: a Mostra do Filme Livre se propõe a ser mais um espaço para secar roupas ao sol.

Por Rodrigo Savastano (dido), curador da Mostra do Filme Livre.


Ikeda e Serra abrindo as caixas e envolopes com os filmes inscritos, como sempre, 
centenas de inscrições nas últimas 48 horas do prazo.

5 de dezembro 
às 17:23 chegamos às 300 inscriçoes de filmes. O Ikeda escreve o seguinte texto:

O “Filme Livre”
uma idéia em construção 

Uma das maiores discussões da curadoria da Mostra do Filme Livre é tentar definir o que seja um filme livre, qual é o conceito de filme livre que se busca. Nas duas edições anteriores, formulamos uma idéia que muito me agrada: a de que o filme livre é uma “idéia em construção”. Sim, porque o próprio processo de busca do filme livre vale muito mais que o resultado dessa busca. Não vale a pena estipular limites, padrões, tentar “definir” o que seja um filme livre, porque senão caímos no risco de “rotular”, de aprisionar a própria liberdade de mutação e de metamorfose do conceito. O filme livre é aquele que não se prende a rótulos, a conceitos pré-estabelecidos, mas que é guiado apenas pela liberdade de criar.

Dessa “liberdade de criação” se deriva a idéia de que o processo é tão ou mais importante que o resultado do filme em si. Ou ainda, o que se busca com o “filme livre” é um trabalho que possua um olhar e um desejo. Com “um olhar”, busca-se um trabalho que tenha um rigor particular, que seja coerente a seu modo, que codifique suas informações a partir dos elementos da linguagem cinematográfica, e que os disponha no filme segundo seus critérios e opções próprias, que busque um estilo. Com “um desejo”, busca-se um trabalho que tenha uma paixão, seja pelo cinema ou (tanto melhor) pela vida, que o filme tenha um trabalho de expressão que contagie, emocione ou sensibilize que estiver assistindo, que seja um filme irradiante ou delirante, que transponha os limites da tela. Enfim, um olhar e um desejo.

Por outro lado, devemos ser menos românticos. O “filme livre” é de várias formas uma utopia. É impossível que um filme seja absolutamente livre, pois o filme, como os próprios seres que o realizam, esbarram em inúmeros limites. Os limites são vários, e vão desde a falta de recursos para fazer o que se deseja até os nossos próprios “pré-conceitos”. O filme precisa de um suporte – físico, tangível, concreto – e, como todo processo material, é finito, definido, limitável.

A Mostra do Filme Livre ainda acredita nessa utopia, não querendo realizá-la, nem mesmo fazendo um “trabalho de catequese”, querendo “converter” todos os filmes para que sejam da forma como ela acha que eles devam ser, mas simplesmente acreditando na possibilidade da diferença, de que cada filme possa se expressar de sua forma particular, e não de que todos os filmes devam se expressar da mesma forma – o que parece ser a síntese de um cinema globalizado, massificado, televisivo, hollywoodiano, burocrático. Um cinema de liberdade, assim, revela-se um cinema de resistência. O filme livre acaba virando um filme político, um filme de trincheira.
(Por Marcelo Ikeda, curador da Mostra Livre)

28 de novembro
as 15:51 estamos com 163 inscrições pra mostra, quase ao mesmo tempo Chico Serra nos escreve.;;.

Cinema de contestação 

As telas dos cinemas comerciais e das tvs abertas atualmente se ocupam em difundir o sexo e a violência como espetáculos da banalidade tropical. As tvs alternativas (comunitárias e universitárias) cumprem sua função transformadora ainda timidamente, pois a transmissão desses canais é restrita por razões econômicas (só chegam às tvs fechadas, por assinatura) e por regulamentações burocráticas ditadas pelos poderosos das telecomunicações...

Nos cinemas, as cópias de filmes estrangeiros (especialmente norte-americanos) dominam cerca de 90% do mercado nacional. Segundo o jornalista e escritor Eduardo Galeano, em seu livro De pernas pro ar, mais da metade do que ganha Hollywood vem dos mercados estrangeiros, e essas vendas crescem num ritmo espetacular. Durante o Fórum Social Mundial, em 2001, em meio a uma manifestação do MST, o cineasta Paulo Cezar Saraceni proclamou que o cinema norte-americano é transgênico...

Ao mesmo tempo, em outras telas, movimentos de filmes livres, independentes e paralelos ao circuito comercial se multiplicam, em defesa de um cinema de contestação e na contra-mão da estética comercial cine-televisiva. Ainda que de forma dispersa, é possível encontrar em escolas de cinema e sobretudo em iniciativas de jovens realizadores uma numerosa produção de curtas metragens que contestam a trágica situação de nossa produção audiovisual, apresentando inovações estéticas e temáticas, a fim de libertar nossas telas da mediocridade cultural dominante e das tentativas extorsivas de transformar o cinema em simples entretenimento. ( por Chico Serra, curador da Mostra Livre )

22 de novembro
Hoje começaram as inscrições para as oficinas livres que acontecerão em janeiro e fevereiro. São parceiros das oficinas o Arquivo Nacional e o Ateliê da Imagem. Os cursos são gratuitos e as vagas são limitadas.

18 de novembro
Em uma semana a mostra já recebeu 75 inscrições, recorde. Nas mostras passadas esse número foi bem menor, sendo que 70% das inscrições aconteceram na última semana do prazo... A expectativa atual é receber cerca de 700 inscrições, quem viver viverá... 

11 de novembro de 2004
Esta tendo início hoje, agora, as inscrições de filmes para a nossa Mostra. Em breve estarão abertas as inscrições para os cursos e para as oficinas.

Mas tal mostra não começou nem agora nem hoje, tem 4 anos quela acontece sempre no mesmo espaço sideral, no centro do Rio de Janeiro, no espaço cultural mais ativo e atraente do mundo brasileiro, o CCBB carioca, com seus milhões de visitantes por semestre.

Entonces que de agora em diante, até o final de fevereiro (a mostra acontece de 15 a 27 deste mês) a concentração será generalizada, para que os frutos sejam os melhores possíveis para o evento aqui começado. Seja você da equipe de produção, um realizador querendo mostrar seus filmes ou  um futuro espectador, sinta-se aqui convidado a acompanhar o dia-a-dia da Organização da mostra mais Democrática que há.
 


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