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Mostra de Cinema e Vídeo Miragem

Por Guilherme Whitaker em 23/07/2009 12:02


Nos anos dourados do Cine Operário, extinta sala de cinema de Miracema, ver filmes era a única janela aberta para compreensão do mundo. Esse fator foi determinante para a socialização e a formação de um olhar crítico e criativo de várias gerações de miracemenses. Com a extinção do Cine Operário, surgiu a Mostra Miragem, a fim de resgatar o contato da comunidade de Miracema com a sétima arte.
Idealizada no primeiro semestre de 2005, surgiu como Mostra Cinema Livre, uma programação paralela da 3ª edição do Agosto de Rock. Em 2007 foi rebatizada de Miragem - Mostra de Cinema e Vídeo de Miracema.

“É através do curta-metragem, formato cinematográfico conhecido por sua ousadia, originalidade e experimentação de linguagem, que iniciamos nossa saga em defesa do cinema e de seus legítimos representantes. Viva o Cinema!”. Afirma o cineasta tocantinense, Cássio Renato Cerqueira, idealizador da Mostra.

A primeira capital do Estado aponta como uma cidade em potencial para tornar-se um pólo cultural de toda a região Norte do país. O olhar, em primeira instância, se direciona ao curta-metragem. Além de competitiva, o Miragem homenageia profissionais tocantinenses e contribui significativamente na preservação da memória audiovisual nortista. Na 2ª edição da Mostra, realizada em dezembro de 2007, uma homenagem, cheia de emoções ao pioneiro, o senhor Severino Lopes Teixeira, ex-proprietário do Cine Operário, uma das primeiras salas de cinema do Estado.

Na 1ª edição, em agosto de 2006, o Miragem foi realizado em praça pública e não apresentava caráter competitivo. Exibiu curtas premiados nas primeiras edições do Chico – Festival de Cinema e Vídeo de Palmas, parceiro da Mostra miracemense. “Dar fomento as produções cinematográficas brasileiras em suas diferentes formas, democratizar o acesso às telas e a revelação de novos talentos”, conclui o coordenador, sobre os objetivos de seu projeto de inserir o cinema como uma atividade imprescindível no calendário cultural do Tocantins.

Com 18 curtas, a 2ª edição realizado nos campus da UFT, consagrou a partir de júri popular, o melhor filme,Punk Rock Hardcore Alto José do Pinho, de Cláudio Assis, Adelina Pontual e Marcelo Gomes, da Parabólica Brasil, produtora pernambucana. Tente Outra Vez, foi o nomeado melhor filme tocantinense, de Fernando Gomes, da Inusitada Produções. O curta Kitnet - O filme, de André Araújo da Public – Propaganda e Marketing de Palmas, e o longa Cumade Fulozinha de Ademir Paulo, da Studio 3 Produções de Pernambuco, foram os lançamentos exibidos na Mostra Especial, espaço criado pela Mostra para exibições de médias e longas - metragens.

O curta tocantinense A Dois Passos do Paraíso, de Alan Russel, foi o destaque da 3ª edição, realizada em dezembro do ano passado. Gravado em Miracema, conta a história do caminhoneiro Arlindo Orlando e a Mariposa Apaixonada, sua então noiva. Foi concedido pelo júri popular, os dois prêmios mais importantes do Miragem, Melhor Filme Tocantinense e Melhor Filme da Mostra.
Hélio Brito, que há duas décadas dedica seu trabalho ao audiovisual tocantinense, foi o cineasta homenageado em 2008. Brito produziu o primeiro longa-metragem do Estado, Corpos Perdidos Na Estrada.
 

Miragem 2009
Marcelo Silva é a personalidade homenageada nesta 4ª edição. Aclamado como diretor de Raimunda, a Quebradeira. Silva inseriu o seu nome no cenário nacional a partir de suas atuações no Jornalismo e na Publicidade. Em Cuba, na Escuela International de Cine y Televisión, fez curso de especialização em documentários.

Os destaques desta edição é a criação de uma comissão julgadora, o Júri Oficial, composto por três membros de reconhecida competência no campo audiovisual; além do Júri Popular, e a nova categoria Melhor Curta - Diretor Estreante. A Mostra de Cinema e Vídeo de Miracema vai ser realizada nos dias 23, 24 e 25 de julho.

Exibições especiais: O Fim da Picada e O Caminho das Onças
O Fim da Picada, longa-metragem de Christian Saghaard, será exibido na Mostra Especial, não competitiva. O longa paulistano conta a história do personagem Macário, criado por Álvares de Azevedo e interpretado por Ricardo de Vuono. O enredo discorre uma história que tem início em meados do século XIX, e se finda em 2008. É um misto da caótica vida urbana associada a mitos e folclore. O filme foi filmado e finalizado em 35 mm, contou com participação especial de cineastas renomados, como Ivan Cardoso, José Mojica Marins, o popular Zé do Caixão, Carlos Reichenbach, Hermano Penna e Aloysio Raulino.

Dirigido pelo carioca Sérgio Sanz, pesquisa de Marcelo Silva e Hélio Brito, O Caminho das Onças traz como protagonista o engenheiro Bernardo Sayão inserido no âmbito da construção da rodovia Belém-Brasília, durante as décadas de 1930 e 1940. Produzido em 16 mm, analisa o processo de ocupação do centro norte do Brasil, da colônia Agrícola de Ceres até a pavimentação da BR-153 pelo governo militar.
 


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