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Mostra do Audiovisual Paulista exibe 94 trabalhos

Por Guilherme Whitaker em 05/06/2001 12:47


Mostra do Audiovisual Paulista exibe 94 trabalhos,
sendo 39 pré-estréias

de 5 a 10 junho no MIS e no CentroCultural São Paulo - entrada franca


OS NOVOS CAMINHOS DO AUDIOVISUAL

Uma noite dedicada à cultura hip hop, com direito a videoclipes, debate, lançamento de livro, apresentação de grupo de rap e exibição de trecho de um longa em produção sobre o tema. A primeira projeção em sistema de alta definição (conhecido como hi-def) aberta ao público brasileiro. Um programa sobre a música eletrônica, incluindo o lançamento de Drum in Bras – o primeiro documentário abrangente sobre a cena brasileira atual. Os vencedores do novo Prêmio ABC de Cinematografia, que contemplou recentemente as melhores imagens de longa, curta, publicidade, videoclipe e série de tv.


Estes são apenas alguns dos destaques da MOSTRA DO AUDIOVISUAL PAULISTA – ano 14, que acontece de 5 a 10 de junho no Museu da Imagem e do Som (Auditório e Sala de Vídeo Sony) e no Centro Cultural São Paulo (Sala Lima Barreto), com entrada franca. Um total de 94 produções estão confirmadas na programação, sendo 39 em pré-estréia. Está incluído também o pré-lançamento de dois cd-roms: Vera Cruz e Seus Filmes – sobre a companhia cinematográfica paulista – e 6 Propostas para o Próximo Milênio, baseado em Ítalo Calvino.

Evento sem similar no país, ao integrar os mais variados formatos de imagem – sem distinção de suporte ou mídia - a MOSTRA DO AUDIOVISUAL PAULISTA reúne os destaques da produção feita em São Paulo nos mais diversos formatos audiovisuais: filmes de curta-metragem, videoclipe, publicidade, série de tv, filme super-8, videoarte, 1 minuto, videodocumentário, making of, demo, trailer, videoanimação, cd-rom, web site, etc. Criado em 1987 pelo cineasta e curador Francisco Cesar Filho, o evento constitui-se plataforma anual de lançamento de novos autores e novas propostas (estéticas, técnicas e tecnológicas) do setor audiovisual.

Na noite de abertura (5 de junho, terça-feira, às 21h00 no MIS) estão programadas as estréias dos curtas Palíndromo (foto), convidado para o último Festival de Berlim (produzido pela O2 Filmes e dirigido por Philippe Barcinski), Distraída Para a Morte, vencedor do prêmio especial do júri no Festival do Recife 2001 (dirigido por Jeferson De e produzido pela Cinematográfica Superfilmes), e Do Amor (de Gisela Callas, estrelado por Malu Bierrenbach).

Na quarta-feira, dia 6 de junho, ocorre a Noite Cultura Hip-Hop, com projeção do demo do longa-metragem "in progress" Universo Paralelo, de Maurício Eça & Maria Teresa Eça, e de videoclipes dos grupos De Menos Crime, 509-E e Realidade Urbana, além de lançamento do livro Diário de Um Detento (Jocenir), da apresentação ao vivo do grupo Conexão do Morro e de um debate sobre o tema.

Na noite seguinte, às 19h30, os EstudiosMega promovem a primeira projeção aberta ao público em equipamento high definition (vídeo de alta definição), que será comentado por José Augusto de Blasiis, o maior especialista brasileiro em novas tecnologias da imagem.

Ainda na quinta-feira, 7 de junho, a pré-estréia do documentário Amor é Um Lugar Vazio (de Ana Carolina Maciel & Caco Souza), sobre a atriz Vera Sampaio, é seguida da exibição do longa A Marcha, por ela protagonizado. Dirigido por Osvaldo Sampaio e tendo Pelé no elenco, foi finalizado em 1972 como a mais cara produção brasileira até então. Baseado em obra literária de Afonso Schmidt sobre militantes abolicionistas no final do século 19, o filme teve sua carreira comercial interrompida apenas uma semana após o lançamento, sendo embargado judicialmente por questões relativas a direitos autorais.

Para a sexta-feira, 8 de junho, às 21h30, está reservada a pré-estréia de Drum in Bras, documentário da nova produtora Quem?Eu. (leia-se Marcelo Machado, ex-Olhar Eletrônico e ex-DPZ), onde o diretor Bobby Nogueira aborda a música eletrônica paulista, com participações dos DJs Patife e Marky. A música eletrônica está ainda em outros dois títulos da mesma sessão: os inéditos Play The Rave II (Mega Vonts), de Dudu Barioni, e Cada Um, Cada Um, de Ruth Slinger.

O programa das 22h30 do mesmo dia traz mais seis trabalhos inéditos, quatro deles com assinaturas de expoentes da videocriação nacional: Luiza Vai Pro Inferno é a nova animação de Carlos Eduardo Nogueira (premiado no Brasil e no exterior pelo anterior 253-b); Wagner Morales (de Olhos Opacos, exibido no circuito de festivais de documentários) traz dois episódios da série Não Há Ninguém Aqui); e a dupla Jurandir Müller & Kiko Goifman (atualmente em cartaz no evento Redes de Tensão, no Paço das Artes) apresenta Olhos Pasmados, sua mais recente obra. Completa a sessão o demo do média-metragem, Clarividência, dirigido pelo cineasta Christian Saghaard, e o videodocumentário Rádio-Pérolas, sobre uma radioperformance de Leona Cavalli e Fábio Malavoglia, que ainda se apresentam ao vivo, reproduzindo alguns trechos do espetáculo.

O primeiro dos três programas previstos para o sábado, 9 de junho, no MIS é dedicado à nova geração supoeroitista, projetando às 18h30 títulos em super-8mm e em outros formatos feitos por realizadores expoentes nessa bitola como Sérgio Concílio e William Hinestrosa. Às 20h00, a produtora Grifa Cinematográfica lança Perdidos, longa documental em vídeo que acompanha seus realizadores, Maurício dias & Luís Oliveira, quando ficaram por dias perdidos em plena floresta amazônica. Às 21h30 é a vez de O Set do Bicho, making of dirigido por Eduardo Abad que acompanha a produção de Bicho de 7 Cabeças, o premiado longa de Laís Bodanzky, e de De Minas, Mundo (direção: Cybelle Tedesco), sobre o "Clube da Esquina", com participação de Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant e Zé Rodrix.

No domingo, 10 de junho, três documentários recentes ganham projeção às 18h00: Geotomia, de Marcelo Garcia, Mojica na Neve, sobre a viagem de José Mojica Marins ao Sundance Festival de 2001, e Território Crítico, onde o diretor Ricardo Miranda recolhe depoimento de Jean-Claude Bernardet a respeito de sua trajetória e suas idéias. A sessão das 20h30, encerrando a MOSTRA DO AUDIOVISUAL PAULISTA – ano 14, é uma homenagem ao Prêmio ABC de Cinematografia, exibindo os contemplados de sua primeira edição, realizada no início de maio: Vento/Amyr Klink (comercial); Pérola Negra (videoclipe), com Daniela Mercury; Palace II (episódio de série de tv), dirigido por Fernando Meirelles; O Velho, O Mar e O Lago (curta-metragem), de Camilo Cavalcanti; e Eu Tu Eles, longa de Andrucha Waddington, do qual será projetado o trailer.

No Centro Cultural São Paulo são projetados 37 filmes paulistas de curta metragem finalizados recentemente, com destaque para Imminente Luna, estrelado por Raul Cortez; Pormenores, novo trabalho de Flávio Frederico (do premiado curta Copacabana e do longa inédito Urbânia); Coda, com Antônio Fagundes e Antônio Abujamra; e Almas em Chamas, melhor animação do Grande Prêmio Cinema Brasil e premiado em Gramado, Cuiabá, Vitória, Brasília, Recife e Santa Maria da Feira (Portugal).

A MOSTRA DO AUDIOVISUAL PAULISTA – ano 14 é organizada pelo cineasta e curador Francisco Cesar Filho, diretor de documentários premiados como Rota ABC e Hip-Hop SP, consultor do Itaú Cultural, colaborador do Festival do Minuto e membro da comissão de organização do Festival Internacional de Curtas Metragens e do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, além de diretor de tv e assessor de comunicação.

MOSTRA DO AUDIOVISUAL PAULISTA – ano 14
5 a 10 de junho de 2001

Museu da Imagem e do Som
Av Europa 158, Jardins, tel (11) 3062.9197

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro 1000, tel (11) 3277.3611

Entrada franca

Home-page: http://web.archive.org/web/20040317074243/http://www.mostraaudiovisual.com.br/


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