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Noilton Nunes no Cineclube ABD&C - Sábado às 16h, grátis

Por Guilherme Whitaker em 06/04/2006 09:47



Cineclube ABD&C - Programa Petrobras Cultural
Sessão Noilton Nunes
Sábado, 08 de abril, às 16h - Casa de Rui Barbosa
entrada e estacionamento gratuitos 


"A democracia pressupõe a liberdade de comunicação, a liberdade de expressão, e não haverá liberdade de expressão se os meios de comunicação não forem democratizados. Se você tem um instrumento de comunicação que, por dia, fala com 60, 70 milhões de pessoas, e o controle das mensagens é feito apenas por uma equipe, ordenada ideologicamente por um senhor... Eu penso que aí está descaracterizada qualquer possibilidade de democracia." Luiz Inácio Lula da Silva

Noilton Nunes faz parte do time brasileiro dos desbravadores e experimentadores das novas tecnologias audiovisuais. Participou do 1º Festival de Vídeo do Brasil, promovido pelo Museu da Imagem e do Som - SP e Fotoptica, em 1982 , quando seu trabalho “Caderneta de Campo”, produzido em parceria com o grupo Teatro Oficina, foi premiado e ganhou a primeira câmera de vídeo fabricada pela Sharp no Brasil. Com esse mesmo espírito antenado, inovador e construtivo, Noilton realiza animações, ficções e documentários como o polêmico “A Batalha da ANCINAV”, sobre as discussões levantadas pelo projeto de criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual. Em um mundo de "tantas comunicações e pouca compreensão”, como diria Edgar Morin, esses trabalhos documentais mais urgentes, possibilitados pela agilidade das tecnologias digitais, revelam o realizador audiovisual em sua luta pela democratização dos meios de comunicação, e pela inclusão de uma crescente produção de conteúdo que permanece à margem da televisão brasileira. Trabalhando em tantas frentes Noilton nunca se dissociou de um poder educacional e da mágica do olhar infantil, dirigindo também filmes como “Era Uma Vez Um Índio Carijó”, realizado para o programa Curta Criança - TVE Brasil.

Os filmes da sessão (após a sessão, debate com o realizador Noilton Nunes e Cláudia de Abreu do grupo ComunicAtivista)s :

Era Uma Vez Um Índio Carijó
ficção,13 min, 2006
Direção: Noilton Nunes
A história verídica do índio Carijó Içá Mirim levado por uma expedição francesa em 1504 do sul do Brasil para a França, contada para crianças. Participação especial do coral de crianças Guarani da aldeia de Paraty Mirim.

Leucemia
ficcção, 8 min, 1978
Direção: Noilton Nunes
Inspirado no drama vivido por um casal de operários brasileiros exilados em Portugal.

Acorda Lula!
documentário, 15 min, 2004
Direção: Noilton Nunes
Documentário sobre o 1º Forum de Políticas Públicas para os Povos Indígenas do Brasil realizado em Manaus.

A Batalha da ANCINAV
documentário, 54 min, 2005
Direção: Noilton Nunes 
O processo de criação da nova Lei Geral do Audiovisual Brasileiro apresentado através de debates numa assembléia da Abraci e na Jornada Internacional de Cinema da Bahia, terminando em feijoada promovida pela ABD.

Depoimentos do Diretor:

"Comecei no cinema fazendo um curta para o Festival de Cinema Amador do JORNAL DO BRASIL, "NEBLINA", em 1968. Foi feito com um grupo de amigos da Associação Cristã de Moços na Lapa onde eu estudava e praticava esportes. Nasci em Campos e com 11 anos vim para o Rio. Fui morar na Lapa onde passei minha juventude participando de todas as transformações do bairro boêmio que hoje é point carioca. "NEBLINA" foi filmado em 16mm onde hoje é o Museu das Ruínas. Depois acompanhei o Projeto Rondon passando 3 meses na Amazônia fazendo um documentário sobre os trabalhos dos estudantes universitários que iam para lá ter um primeiro contato com a realidade nacional.

“LEUCEMIA” foi feito em 1978 em 35mm no Aeroporto Galeão como se fosse o de Lisboa. Quando a Dilma Lóes entrega o filho recém nascido e solta um grito que chamou a atenção de todos, veio a polícia e prendeu toda a equipe, pois nós não tínhamos permissão para filmar lá. Depois de pronto o filme foi proibido e as suas exibições passaram a ser clandestinas mas cada vez mais emocionantes.

“ACORDA LULA!” é um documentário/reportagem sobre o que os índios querem do Governo Lula. Na sequência final uma indiazinha de uns 11 anos fala em cima de um caminhão de som no centro de Manaus e deixa muito claro que as novas gerações dos nossos indígenas estão se preparando muito bem para continuar enfrentando as dificuldades de convivência com o mundo contemporâneo.

“A BATALHA DA ANCINAV” apesar de estar sendo muito questionado por uma parte do povo do cinema, considero que é uma contribuição saudável para fomentar o debate sobre o que queremos para o futuro de nossa atividade audiovisual. Como diz um personagem que aparece no filme, nós latino americanos não temos tradição de participar de debates de sociedade, e a "BATALHA DA ANCINAV" provoca debates dos mais interessantes já tendo sido adotado como vídeo obrigatório nas escolas de cinema do Rio e São Paulo.

“ERA UMA VEZ UM ÍNDIO CARIJÓ” é uma jóia. As crianças ganharam um presente dos mais instigantes. O roteiro foi premiado no edital do Curta Criança 2005 e realizado com o Coral de Crianças Guarani de Paraty Mirim, sendo um encontro da música indígena com a européia. 

Noilton

Acompanhe a programação do CineClube ABD&C em http://www.abdec.com.br/cineclube.html

Se você tem sugestões ou deseja exibir seu filme, entre em contato conosco:
http://www.abdec.com.br/contato.php 


CineClube ABD&C
Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro
parceria: Fundação Casa de Rui Barbosa
patrocínio: Petrobras

Auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa - 281 lugares
Rua São Clemente, 134 - Botafogo - RJ
Entrada e estacionamento gratuitos.


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