Palavra da Curadoria em 2006 ::  | Curta o Curta

Palavra da Curadoria em 2006

Por Guilherme Whitaker em 15/01/2007 20:52


Palavras da Curadoria em 2006

Confira abaixo o que cada curador da MFL 2006 entende por filme livre!

Um filtro do filtro , por Guilherme Whitaker (Guiwhi)
O fato de um filme ser livre não significa que ele seja ´bom`, assim como nada garante que um filme considerado ´bom` seja também um filme livre. Podem ser coisas diferentes, são conceitos e, como tais, carregam kilos de significados possíveis de serem explorados das mais variadas formas, quase todas subjetivas. Leia mais...

UTOPIA DO FILME LIVRE, por Chico Serra
Como pode ser livre um filme se a própria matéria fílmica depende de meios técnicos para existir fisicamente? Do ponto de vista materialista, é impossível não pensarmos na estética de um filme sem considerarmos as condições materiais que o realizador teve acesso durante os processos de criação e realização (e seu contexto histórico). Leia mais...

A PRÉ-ADOLESCÊNCIA DO FILME LIVRE (OU LIBERDADE NÃO É SÓ SEDA), por Marcelo Ikeda
No meio de mais uma nova rodada de discussões sobre a renovação das leis de incentivo, a participação da Globo Filmes e a nova edição do Prêmio Adicional de Renda, surge mais uma edição da Mostra do Filme Livre, mostrando que o cinema alternativo brasileiro agoniza, mas não morre. Em sua quinta edição, a Mostra cada vez mais quer exibir a sua cara, consolidar o seu perfil próprio entre as tantas outras mostras que se espalham pelo Brasil e pelo mundo, quer dizer sem rodeios e em alto e bom tom que “o rei está nu”, quer viver durante quinze dias “a dor e a delícia” que é fazer, pensar, sentir cinema no Brasil. A Mostra do Filme Livre (criança precoce) precisa passar da adolescência: para se afirmar, precisa dizer claramente o que quer: se quer ser a “mostra dos novos esquemas”, a “mostra que curte o cinema (careta dos amigos)”, se quer passar filmes “em atacado”, ou se realmente quer valorizar os filmes que tenham uma proposta intrínseca de liberdade. Leia mais...


O Zen e a arte de separar o joio do trigo, por Karen Akerman
Desde que entrei para a curadoria da Mostra do Filme Livre, dentre as inúmeras discussões, algumas mais polêmicas outras mais serenas, os grandes e fervorosos embates sempre são acerca do que seria um filme livre. Leia mais...

AFINAL, COMO É UM FILME LIVRE®, por Christian Caselli
(assista ao filme ´o que é um filme livre`, baseado no texto abaixo).

1) A noção de tempo não deve ser a tradicional, ou seja, presa ao começo-meio-e-fim. Algumas narrativas tentam fazer isto, mas, ao serem exibidas, ficam subordinadas à duração da sessão. Aí, tudo se perde.Leia mais...


Mostrando Filmes Livres = MFL, por Guilherme Whitaker (Guiwhi)
Em 2006, a Mostra do Filme Livre apresenta ao público carioca o que de mais inovador e instigante tem sido feito no Brasil em cinema e, principalmente, em vídeo. Leia mais...


Um filtro do filtro, por Guilherme Whitaker

O fato de um filme ser livre não significa que ele seja ´bom`, assim como nada garante que um filme considerado ´bom` seja também um filme livre. Podem ser coisas diferentes, são conceitos e, como tais, carregam kilos de significados possíveis de serem explorados das mais variadas formas, quase todas subjetivas.

Este ano a curadoria da MFL de fato esta fazendo algo que em 2005 não teve coragem, a saber :o risco de além de selecionar os filmes de sua programação, indicar as obras para a premiação do evento. A idéia avançou para que todos os filmes indicados ganhassem um texto que justificasse tal diferença. Resumindo (bastante;) : a razão desta segmentação é evidenciar quais filmes são não apenas livres mas também exemplos daquilo que consideramos ideais de liberdade numa obra audiovisual. Acredito que desta forma o trabalho de entender o que seja este novo conceito sobre um estilo/método/motivação de se fazer filmes fique facilitado para todos, público e crítica.

A competição foi uma tradicional maneira que a MFL encontrou para destacar, das centenas de filmes exibidos em sua programação, aqueles mais significativos e que meritoriamente merecem ser analisados mais a fundo.Este reconhecimento pode ajudar a obra premiada a ter uma melhor performance no crescente circuito cultural e comercial de filmes no Brasil. E o realizador da obra premiada recebe facilidades para a realização de seus próximos filmes, através dos serviços oferecidos pelas empresas que nos apóiam.

Mas a curadoria é feita por pessoas e elas têm gostos e pensamentos por vezes antagônicos. A junção destas pessoas na curadoria de um evento gera também frutos tão naturais quanto inevitáveis, na eterna mistura que qualquer comunidade saudável precisa ter para sobreviver. Espero que na MFL seja fácil perceber que, mesmo amplo, o conceito de filme livre é também uma essência que habita em todos as obras que exibe. Saber conviver com a diferença em prol das singularidades, raramente é perda de tempo, muito pelo contrário.

E dizer, mais feliz do que nunca, quando me perguntarem o que é um filme livre, que basta ir na MFL. Caso não seja suficiente, assista aos filmes indicados. Eles, com certeza, esbanjam o espírito do evento, e dizer “É ISSO!!!!! FILME LIVRE É ISSO!!!!”
UTOPIA DO FILME LIVRE, por Chico Serra

Como pode ser livre um filme se a própria matéria fílmica depende de meios técnicos para existir fisicamente? Do ponto de vista materialista, é impossível não pensarmos na estética de um filme sem considerarmos as condições materiais que o realizador teve acesso durante os processos de criação e realização (e seu contexto histórico).

O desafio maior do cineasta (no caso do Brasil quando ele é praticamente obrigado a ser produtor) é filmar com dignidade, tanto ética quanto materialmente. E a liberdade criativa quase sempre entra em conflito com as necessidades básicas. Na captação de recursos, os projetos autorais e experimentais, quando ousam tentar um caminho viável financeiramente (por leis de incentivo) , são obrigados a aguardar a vez enquanto as empresas “patrocinadoras”, que usam o dinheiro público (deduzido do imposto) para o marketing próprio, contemplam projetos como a adaptação para cinema daquela famosa mini-série que passa na televisão em horário nobre ou a centésima pseudo adaptação literária que não traz nenhuma novidade para um cinema brasileiro ainda acomodado em sua esterilidade criativa.

Quando o produtor/diretor consegue ultrapassar a barreira financeira, e realiza, muitas vezes com recursos próprios, seu curta ou longa metragem em vídeo, 16 ou 35mm, o mafioso esquema de distribuição o obriga várias vezes a aceitar as piores condições de exibição (salas e horários péssimos, divulgação inexistente, falta de regularidade, etc.) para não ter que assistir seu filme agonizar na prateleira...Pois se antigamente havia a censura do Estado e a censura econômica agora temos as duas trabalhando em simbiose, via departamentos de comunicação e marketing de corporações e empresas (estatais ou não) decidindo quais projetos são melhores para sua “imagem” ou qual imagem do Brasil interessa, enquanto o preço deste marketing cultural é pago por todos nós.

Os espíritos livres seriam então, a luz no fim do túnel ? Seriam aqueles seres que criam apesar de, e ao mesmo tempo, considerando todas as condições climáticas, tecnológicas e econômicas existentes ? Será que um filme pode existir além de sua forma material para dar lugar a um delírio? Antes ele precisa sair do ventre imagético de seu criador para um suporte, seja em película ou vídeo, analógico ou digital. Estamos falando, então, de uma política do filme livre, que perpassa a padronização das bitolas (há quem diga que o hollywoodiano formato de cinema 35mm está com os dias contados),para dar lugar nas telas a produções feitas em Super-8, 16mm, digital, e mesmo VHS. E não apenas restringir a grade de programação, como fazem 99% dos festivais e mostras no Brasil, a filmes inéditos, ou com no máximo, 2 anos de idade. Cinema é memória, e condenar filmes experimentais de todos os tempos ao esquecimento é tarefa para os burocratas, por isso a MFL é a única mostra competitiva brasileira que se permite, entre outras ousadias, exibir filmes experimentais feitos em qualquer formato, e em qualquer período, inclusive do século passado.

Enfim, após tantos filmes assistidos, entre curtas, médias e longas, descartando as narrativas híper-formatadas, documentários meramente jornalísticos e institucionais, pseudo-experimentações e subprodutos de Hollywood, somos felizes ao exibirmos muitos desses filmes livres presentes aqui nesta mostra, que ao ultrapassarem a barreira material e as armadilhas do formalismo estético e narrativo, são constantemente detidos nas alfândegas de festivais burocráticos que costumam valorizar filmes com uma estética mais próxima do cinema comercial / hegemônico.

Filmes sem gênero, desarticulados em busca de articulação estética e política, eis aqui um mar para eles navegarem.
A PRÉ-ADOLESCÊNCIA DO FILME LIVRE (OU LIBERDADE NÃO É SÓ SEDA), por Marcelo Ikeda

No meio de mais uma nova rodada de discussões sobre a renovação das leis de incentivo, a participação da Globo Filmes e a nova edição do Prêmio Adicional de Renda, surge mais uma edição da Mostra do Filme Livre, mostrando que o cinema alternativo brasileiro agoniza, mas não morre. Em sua quinta edição, a Mostra cada vez mais quer exibir a sua cara, consolidar o seu perfil próprio entre as tantas outras mostras que se espalham pelo Brasil e pelo mundo, quer dizer sem rodeios e em alto e bom tom que “o rei está nu”, quer viver durante quinze dias “a dor e a delícia” que é fazer, pensar, sentir cinema no Brasil. A Mostra do Filme Livre (criança precoce) precisa passar da adolescência: para se afirmar, precisa dizer claramente o que quer: se quer ser a “mostra dos novos esquemas”, a “mostra que curte o cinema (careta dos amigos)”, se quer passar filmes “em atacado”, ou se realmente quer valorizar os filmes que tenham uma proposta intrínseca de liberdade.

Cada vez mais buscamos por uma definição do que seja “um filme livre” (aceitamos sugestões...). E cada vez mais chegamos à conclusão de que é um conceito em construção. Isto porque a busca desse conceito vale muito mais do que seu achado. Até porque o “filme livre puro” é uma utopia. Provavelmente, não existe um filme 100% livre. Mas isto não nos impede de buscar a liberdade no cinema, ainda que saibamos o quanto ela é impossível, mesmo com a certeza de ser uma ilusão romântica, devaneio narcisista diante de um mundo dominado pela publicidade, pelo videoclipe, pelo cinema hollywoodiano e pela televisão – as quatro grandes chagas da produção audiovisual deste novo (velho?) século. Num mundo regido pelas regras de negócio dos grandes conglomerados da indústria de entretenimento, a Mostra do Filme Livre ainda acredita no sonho (tolo sonho) de que um filme só é possível se parte do desejo de um indivíduo. Independentemente, do rótulo (autor? diretor? artista? realizador?), é um indivíduo (não uma empresa) quem sonha. E como todo sonho, foge à nossa definição.

Daí que o filme livre é aquele que escapa das definições, dos rótulos, dos conceitos. É simplesmente um filme em busca de ser, um processo mais que o resultado final. Pois se aprisionarmos o filme livre em torno de um conceito (“este filme é mais ou menos livre do que outro”) já estaremos, por definição, tirando a liberdade de ser do filme. O filme livre é aquele que sofre diversas metamorfoses, cuja essência é fugidia: quando pensamos ter captado sua essência, ela já é outra. Por isso, o verdadeiro filme livre é etéreo: escapa aos nossos conceitos e nossas definições. Dura e contraditória é então a tarefa da curadoria de escolher os filmes que fazem parte da mostra, já que nosso tempo de grade de programação é finito, assim como a paciência e o saco de nossos espectadores (e dos nossos patrocinadores, claro). Quem concordar, chega mais, que sempre tem espaço pra mais um. Quem não concordar, que atire a primeira pedra! Ou que ganhe convites para as inúmeras outras mostras de cinema no Brasil, a gosto do freguês!...
O Zen e a arte de separar o joio do trigo, por Karen Akerman

Desde que entrei para a curadoria da Mostra do Filme Livre, dentre as inúmeras discussões, algumas mais polêmicas outras mais serenas, os grandes e fervorosos embates sempre são acerca do que seria um filme livre.

Miguelangelo via na pedra que estava diante dele a imagem pura que só esperava ser libertada e trazida à luz. Para ele, a tarefa do artista consistia apenas em retirar da pedra aquilo que encobria a imagem, sendo a verdadeira atividade artística como um libertar e trazer à luz.

Se a arte traz em si mesma o conceito de libertação, então todos os filmes que sejam uma manifestação artística genuína, todos os filmes que mergulhem no sentido e na essência, que expressem seus pensamentos, símbolos, imagens, transcendendo a limitação imposta pela linguagem usual e pelo pensamento linear, rompendo com padrões preconcebidos pelo mercado ditatorial dos bens de consumo fácil, estes seriam os “Filmes Livres”.

O Zen é a forma de Budismo mais conhecida e praticada no Japão. Mais do que uma religião ou seita, o Zen é uma filosofia que consiste na procura da iluminação através do autoconhecimento; uma busca que ultrapassa os obstáculos mentais criados por nós mesmos.

Como podemos julgar o que seria ou não um “Filme Livre”? Cada um tem sua bússola, a minha é o elemento surpresa. O filme livre é aquele que me dá um susto, que me faz voltar a fita, que me faz gargalhar fora de hora e chorar sem saber por que.

Há um fato curioso que não elucida nada, mas ainda assim escolhi para fechar este texto. Depois de quase 2 meses, chegando em casa com sacolas lotadas de fitas, madrugadas a dentro sorvendo imagens, um universo multi-abrangente de conceitos, formas e conteúdos, sonhando todos os filmes misturados, uma noite tive um sonho que quando acordei lembrei nitidamente: estava dormindo de frente para uma janela enorme, (que estava )de frente para a praia de Ipanema quando fui invadida por uma gigantesca Tsunami audiovisual. O estrondo começou antes da onda se aproximar, um ruído enlouquecedor como um liquidificador de texturas sonoras. Logo depois veio a onda, um manto de imagens, um vertiginoso paredão que ia crescendo e chegando mais perto de mim, e eu, por medo ou coragem, fechei os olhos e me concentrei murmurando o mantra Om. O estrondo foi se distanciando e as luzes piscando cada vez mais fracas até desaparecerem por completo. Abri os olhos e vi a praia tranqüila. Foi então que pensei: como diria meu irmão citando meu avô, o mais difícil é saber separar o joio do trigo.
AFINAL, COMO É UM FILME LIVRE®, por Christian Caselli
(assista AQUI ao filme ´o que é um filme livre`, baseado no texto abaixo)

1) A noção de tempo não deve ser a tradicional, ou seja, presa ao começo-meio-e-fim. Algumas narrativas tentam fazer isto, mas, ao serem exibidas, ficam subordinadas à duração da sessão. Aí, tudo se perde.

2) A percepção de espaço também deve ser repensada. A não ser que seja o "espaço" ao pé da letra, saindo do planeta Terra, já que este é outro elemento limitador.

3) Evitar o ser humano como realizador. Como o homem é mortal e imperfeito nunca fará algo 100 % livre, já que terá que se submeter às suas fraquezas.

4) E se for dirigido por uma máquina, que ela então não seja ligada a nenhuma corporação e que funcione com um mecanismo de auto-produção de combustível (ou seja, sem energia elétrica, gasolina, bateria, etc). E que
nunca precise de manutenção.

5) Na verdade, FILME LIVRE® não pode depender de nenhum equipamento ou equipe para ser feito. Aliás, evitar o autor de forma geral, bem como qualquer tipo de "dono" do filme.

6) Dentro do filme, as imagens não podem estar dentro dos fotogramas ou dos frames, já que isto as limita muito.<

7) Já quando forem projetadas, as imagens não podem se restringir ao tamanho da tela ou dos monitores e televisões. Aliás, a própria necessidade de um equipamento para exibir o FILME LIVRE® deve ser abolida.

8) Sendo assim, a própria idéia de enquadramento deve ser reformulada, já que toda imagem não pode ser presa. Isto torna então o FILME LIVRE® inacessível ao olho humano.

9) O áudio não precisa estar vinculado à imagem. Ele pode estar inclusive antes ou depois de todas as imagens.
/span>

10) O FILME LIVRE® nunca poderá estar preso a qualquer tipo de matriz (como negativos, fitas, DVDs) ou mesmo a cópias. No máximo, e, mesmo assim, com alguma condescendência, no inconsciente coletivo.

11) Ele nunca poderá concluir o seu término. Ao mesmo tempo, ele não pode, em hipótese alguma, ser considerado inconcluso.

12) Um FILME LIVRE® não é um filme. Seria castrador rotulá-lo apenas nesta categoria. Ou melhor: é filme TAMBÉM. E não é arte, sendo arte também.

13) Um FILME LIVRE® não precisa de espectadores para existir. Principalmente, se forem humanos (que, como vimos, são imperfeitos e mortais). O FILME LIVRE® já é. Foi, já é e sempre será.
/p>

14) Não obedecer a qualquer regra, inclusive às instruções acima.
Mostrando Filmes Livres = MFL, por Guilherme Whitaker

Em 2006, a Mostra do Filme Livre apresenta ao público carioca o que de mais inovador e instigante tem sido feito no Brasil em cinema e, principalmente, em vídeo.

Mas não basta mostrar filmes livres, é preciso mais. É preciso colocar a MFL em questão, para quela de fato seja relevante e mostre o seu valor exibindo obras que carreguem esta suposta liberdade em sua linguagem, em sua alma de coisa simbólica e audiovisualmente ativa.

A MFL é uma conquista não apenas de quem a produz, mas principalmente das centenas de filmes que, antes dela, raramente ganhavam espaço e/ou algum destaque, mesmo (ou talvez por isso) sendo obras singulares. Este discurso, para não ficar na retórica, será de fato na MFL demonstrado, filme por filme, de que estamos focando a valorização dos símbolos num lugar como este contemporâneo (i)mundo sobrevivente à Hiroshima.

Inovar é correr riscos e os temos corrido desde a primeira edição da MFL, evitando o novo pelo novo e buscando entender o que ela seria enquanto evento que exibe e debate filmes supostamente libertários. Nesta busca, cada vez mais ampliada, a graça também tem sido instigar que mais filmes livres sejam feitos, por todos que tiverem idéias e condições audiovisuais para revelá-las tecnologicamente ao maior número possível de pessoas, seja em qualquer mídia, em todos os suportes que a indústria do entretenimento lança no mercado cultural a cada semestre. Neste sentido a MFL é também uma vitrine para que tais filmes ganhem mais visibilidade e, então, sejam postos em questão. E uma vitrine ainda maior pois pela primeira vez faremos sessões regulares fora do CCBB, na Casa França-Brasil, permitindo ao público ter mais opções e horários de programação.

Não é, então, pouca coisa o que queremos ser e o que vamos fazer na MFL2006.

Seja bem-vindo à Mostra do Filme Livre 2006 e seus mais de 300 filmes em cartaz, por duas semanas, no Rio de Janeiro. Nos últimos meses temos muito trabalhado para que esta edição seja impecável, esperamos contar com o seu interesse e participação.

Comente aqui...


Você precisa digitar algo na caixa de texto.
Não foi possível enviar seu comentário.
Informe um e-mail válido.
Você precisa informar um nome.
Você precisa digitar algo na caixa de texto.

Jornal do Curta


[confira outras notícias]