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Paraenses com um lugar ao Sol

Por Curta o Curta em 19/05/2014 22:31


Conseguir um lugar ao sol em Cannes sempre foi um espaço almejado pelos brasileiros. Este ano, não há nenhum representante daqui na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2014, apenas uma co-produção com a Argentina no longa-metragem ‘El Ardor’, de Pablo Frendik, e o único filme a competir por uma premiação é curta pernambucano “Sem coração”, de Nara Normande e Tião, que concorre na “Quinzena dos Realizadores”. Mas, entre tantas mostras espraiadas pelo evento, aqui e acolá tem um filme com sotaque paraense para nos encher de orgulho.

Este ano nosso representante é o curta-metragem “Epílogo”, da paraense Simone Bastos, presente no “Short Film Corner”, conhecido como uma espécie de mercado cinematográfico tido como um dos espaços mais interessantes do festival. Nele está concentrada a expectativa de centenas de cineastas vindos de todo o mundo em busca de conexões com profissionais da indústria cinematográfica.

Realizado dentro do Palais des Festivals, o “Short Film Corner” é um espaço bem conhecido dos cineastas paraenses. “É uma feira onde os realizadores exibem os curtas em cabines individuais ou pequenas salas de cinema e os diretores ganham credenciais para participar do evento todo. É incrível! Além de apresentar nosso filme, a gente também faz contatos, troca experiências e conhece ídolos de perto”, conta a cineasta paraense Jorane Castro.

Jorane foi ainda mais longe. Ela chegou à “Quinzena dos realizadores”, a terceira grande mostra dentro da hierarquia de Cannes. O fato ocorreu em 2001 e fez de “As mulheres choradeiras”, único curta-metragem brasileiro a representar o país naquela edição do Festival. “Isto oferece uma projeção ótima do nosso trabalho!”, avalia.

Depois de Jorane ainda tivemos Fernando Segtowick na “Short Filme Corner” de 2011 com o curta “Matinta”, estrelado pela também paraense Dira Paes. Em 2012, foi a vez de Roger Elarat com “Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista” participar da mesma mostra e ter um lançamento mundial durante a segunda semana do Festival de Cannes.

“Na época, eu não fazia ideia do tamanho do festival e das possibilidades de participar com um curta. Vejo hoje, depois desta experiência, que quem trabalha no meio e produz obras não-comerciais de forma independente também pode alcançar uma grande repercussão e projeção mundial. Espero, sim, que meus próximos projetos consigam alcançar essa visibilidade que o ‘Jambeiro’ teve”, projeta Roger.

E não é só de filme que vive a participação dos paraenses no evento. Enquanto a cineasta paraense Zienhe Castro mostrava todo o seu talento no “Short Film Corner” de 2013 com o curta “Promessa em Azul e Branco”, Gaby Amarantos subia ao palco de Cannes, na Costa Azul Francesa, durante o chamado “Momento Brasil” do evento.

“Cannes é considerado um dos mais importantes festivais cinematográficos do mundo e ter participado deste evento foi maravilhoso! Fico lisonjeada de poder levar a nossa cultura e representar o Brasil para o mundo. Quando recebi o convite, no ano passado, fiquei muito feliz e até hoje as pessoas me parabenizam, lembram deste show. Foi realmente muito especial”, diz Gaby.

Fonte: Diário do Pará


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