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Premiados no 16º Vitória Cine Vídeo

Por Guilherme Whitaker em 07/12/2009 13:53


O Vitória Cine Vídeo divulgou a lista de vencedores neste sábado, 05 de dezembro, encerrando a décima sexta edição do festival, na tenda instalada na Praça do Papa, na Enseada do Suá. Durante toda a semana, o público acompanhou o panorama da mais nova produção audiovisual brasileira por meio da mostra competitiva de curtas e médias-metragens, da mostra competitiva de vídeos e da exibição de longas-metragens inéditos. Provenientes de diferentes partes do país, 87 obras audiovisuais participaram da competição em 19 categorias e ainda concorreram a prêmios especiais.

 

Premiação de filmes

 

Os vencedores das 19 categorias receberam o Troféu Marlin Azul e prêmio em dinheiro. “Nego Fugido”, de Marília Hughes e Cláudio Marques, vindo da Bahia, venceu o prêmio de melhor filme de ficção. No gênero documentário, o vencedor é “Fractais Sertanejos”, do Ceará, dirigido por Heraldo Cavalcanti. O vencedor da melhor animação é “O Anão que Virou Gigante”, do diretor Marão, do Rio de Janeiro.

 

O júri decidiu por dividir o prêmio de melhor direção. Marília Hughes e Cláudio Marques da ficção “Nego Fugido” e René Guerra da ficção paulista “Os Sapatos de Aristeu” são os diretores vencedores desta edição. Além do Troféu Marlin Azul, eles dividirão o prêmio de R$ 8 mil em equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria, concedido pela Quanta, e quatro horas de telecine off ou online da Link Digital.

 

O prêmio de melhor fotografia foi concedido a Juliana Vasconcelos por “Os Sapatos de Aristeu”. Cléber Eduardo e Ilana Feldman ganharam o Troféu Marlin Azul de melhor roteiro pela ficção “Rosa e Benjamim”, de São Paulo.

 

André Abujamra conquistou o prêmio de melhor trilha sonora por “O Divino, De Repente”, a animação de Fábio Yamaji, vinda de São Paulo. Ava Rocha conquistou o prêmio de melhor montagem por “Olhos de Ressaca”, de Petra Costa, do Rio de Janeiro.

 

Vindo de São Paulo, a ficção “Ao Vivo”, de Peppe Siffredi e Antonio Guerino, levou o prêmio de melhor direção de arte para Dalmo Louzada. O paulista “Samba de Quadra”, de Gustavo Mello e Luiz Ferraz, conquistou o Troféu Marlin Azul de melhor produção. Carla Ribas ganhou o prêmio de melhor atriz pela sua atuação no filme paulista “Cotidiano”, de Joana Mariani. Judevaldo dos Santos conquistou o Troféu Marlin Azul de melhor ator pela performance em “Nego Fugido”, de Marília Hughes e Cláudio Marques.

 

Por estimular a tolerância, pela qualidade na construção do roteiro e pela ótima direção de atores mirins, o filme paulista “Ernesto no País do Futebol”, de André Queiroz e Thaís Bologna, vindo de São Paulo, recebeu Menção Honrosa. O júri também concedeu Menção Honrosa para o filme “Chapa”, de Thiago Ricarte, de São Paulo, pelo ritmo, pelo clima, pelos planos e pela poesia.

 

Outra Menção Honrosa foi concedida ao documentário capixaba “Meninos”, de Ursula Dart. Na avaliação do júri, a obra se insere no dia-a-dia de uma criança solitária com sensibilidade e de forma não invasiva.

 

“Alguém tem que Honrar esta Derrota!”, proveniente do Rio de Janeiro, de Leonardo Esteves, ganhou Menção Honrosa por homenagear o cinema experimental brasileiro.

 

O curta-metragem vencedor do Júri Popular de Filme é a animação carioca “Josué e o Pé de Macaxeira”, de Diogo Viegas.

 

O Júri de Premiação de curtas e médias-metragens foi composto pelo músico e videomaker Bento Abreu, a produtora cultural e presidente do Instituto de Cultura e Meio Ambiente (ICUMAM) Maria Abdalla, a atriz Maria Gladys, o produtor cultural Rafael Sampaio e a pesquisadora do Centro Técnico Audiovisual da Secretaria do Audiovisual (CTAv) Rosângela Sodré.

 

Premiação de Vídeos

 

Além da exibição da Mostra Competitiva de Curtas e Médias-Metragens, às 19h30, na Tenda da Praça do Papa, o 16º Vitória Cine Vídeo apresentou a Mostra Competitiva de Vídeos, às 12 horas, no Cine Metrópolis, de segunda a sexta-feira.

 

O festival premiou como melhor vídeo de ficção “Ensaio de Cinema”, de Allan Ribeiro, do Rio de Janeiro. No gênero documentário o júri decidiu dividir o prêmio de melhor vídeo. Os vencedores são: “Dois Mundos”, de Teresa Jessouroun, do Rio de Janeiro e “JLG/PG”, de Paolo Gregori, de São Paulo. O vídeo capixaba “Você Vai Morrer”, de Chico Cuíca, Keka e Raul Chequer, recebeu o Troféu Marlin Azul na categoria videoclipe.

 

Vindo de Minas Gerais, “Sangre”, de Cris Ventura, levou o prêmio de melhor videoarte. O Prêmio Pesquisa de Linguagem foi concedido ao documentário cearense “O Homem Bifurcado”, de Hugo Pierot, Márcio Araújo e Glaucia Barbosa.

 

Os jurados decidiram conceder Menção Honrosa para o documentário pernambucano “Tsõ’Rehipãri, Sangradouro” de Divino Tserewahú, Tiago Campos Tôrres e Amandine Goisbault, porque o vídeo expõe as contradições históricas e culturais do universo indígena a partir do seu olhar. “A Casa dos Mortos”, de Debora Diniz, do Distrito Federal, também conquistou uma Menção Honrosa. Neste caso, o júri considerou a forma contundente como o documentário aborda a questão dos internos dos manicômios judiciários.

 

Compôs o Júri de Premiação de Vídeos o roteirista e fotógrafo Fernando Coster, a cineasta Luelane Correa, o jornalista Paulo Gois, a jornalista e professora Vanessa Maia e o jornalista Vitor Lopes.

 

O Júri Popular de Vídeo escolheu o documentário “Sweet Karolynne”, de Ana Bárbara Ramos, vinda da Paraíba. As crianças e adolescentes de escolas públicas que participaram do 10º Festivalzinho de Cinema elegeram por meio do voto popular a animação “A Ilha”, de Alê Camargo, do Distrito Federal.

 

Prêmios Especiais

 

O vencedor do Troféu Jangada foi o documentário “Fractais Sertanejos”, de Heraldo Cavalcanti, proveniente do Ceará. O prêmio é oferecido pela Organização Católica Internacional de Cinema e pela Associação Católica Mundial para Comunicação (OCIC-SIGNIS Brasil) para o filme que mais se destaca pela presença de valores humanos, éticos e espirituais.

 

Os jurados Júlia Machado e Daniel Paes da PUC do Rio de Janeiro justificaram a escolha da obra. Para eles, o diálogo sensível entre o diretor e seu personagem gera um filme de reflexão sobre o sentido do fazer artístico como caminho para um mundo mais humano.

 

O Júri da OCIC concedeu Menção Honrosa para o vídeo documentário "A Casa dos Mortos", de Debora Diniz, do Distrito Federal, por causa do olhar humano e sensível na abordagem da situação de vida dos internos dos manicômios judiciários.

 

O Prêmio Porta Curtas consagrou pela votação na internet através do site www.portacurtas.com.br o filme “Ernesto no País do Futebol”, de André Queiroz e Thaís Bologna, de São Paulo.

 

Vencedores dos Concursos

 

Este ano, o vencedor do Concurso Nacional de Flipbook é o animador André Moreira Aguiar, de São Paulo, com a obra “Jazz Headless”. O ganhador receberá como prêmio a impressão de 300 exemplares da obra, além de R$ 2 mil em dinheiro. O objetivo é estimular a produção, a experimentação e a pesquisa em diversas técnicas de animação, contribuindo para o desenvolvimento deste gênero do cinema.

 

O 11º Concurso de Roteiro Capixaba premiou o roteiro “A Ladeira” de Iza Rosemberg. A roteirista receberá equipamentos, materiais e apoio financeiro para viabilizar o filme. O júri foi composto pelo escritor e documentarista Alexandre Acampora, a curta-metragista e vice-presidente do Fórum dos Festivais, Tetê Mattos, a professora e coordenadora do Núcleo TV Globo de Fortaleza, Ana Quezado, a jornalista e professora Bete Jaguaribe e a diretora de fotografia Kátia Coelho.

 

Décima sexta edição

 

Ao todo, 115 produções, entre as obras da mostra competitiva e as fora de competição, foram exibidas na programação. O evento tem por objetivos incentivar a produção audiovisual de vídeos e de filmes de curta e média-metragem, democratizar os espaços de exibição e estimular novos olhares através do cinema.

 

Este ano, o festival movimentou vários espaços da Grande Vitória com uma programação de atividades gratuitas. Além da exibição das mostras competitivas de curtas, médias e de vídeos, o evento apresentou o 10º Festivalzinho de Cinema de Vitória para alunos de escolas públicas; o Cine Galpão Itinerante em ruas e praças de cinco bairros da capital e o Cinema na Praia. O festival também ofereceu oficinas de formação audiovisual gratuitas, debates, palestras, encontros com realizadores, lançamentos de DVDs e livros, além da homenagem à atriz Eva Wilma.

 

O 16º Vitória Cine Vídeo é uma realização do Instituto Marlin Azul e da Galpão Produções e tem o patrocínio da EDP Escelsa, da Eletrobrás, da Petrobras e da Rede Gazeta através da Lei Rouanet, da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult), da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), e da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

 

 

FILMES PREMIADOS

 

- Nego Fugido (Ficção, 16’, BA), de Marília Hughes e Cláudio Marques. Brinquedo de nego forro fugido é abrir roda pra mostrar que tudo é caça e caçador.

Prêmios: Melhor Filme Ficção, Melhor Direção, Melhor Ator

 

- Os Sapatos de Aristeu (Ficção, 17’, SP), de René Guerra. O corpo de uma travesti é preparado por outras travestis para o velório. A família, no entanto, decide enterrá-lo como homem. Os sapatos são calçados. A morte é apenas uma janela.

Prêmios: Melhor Direção e Melhor Fotografia

 

- Josué e o Pé de Macaxeira (Animação, 12’, RJ), de Diogo Viegas. Ao trocar seu burro por uma "macaxeira mágica", Josué descobre que não são apenas feijões que podem nos proporcionar uma aventura fantástica.

Prêmio: Melhor Júri Popular Filme

 

- Chapa (Ficção, 15’, SP), de Thiago Ricarte. Antônio, um trabalhador informal de beira de estrada, quebra a rotina de serviço para esperar a visita da filha.

Prêmio: Menção Honrosa

 

- A Ilha (Animação, 9’47”, DF), de Alê Camargo. Edu fica ilhado em uma metrópole. O filme aborda de maneira bem humorada as dificuldades de se viver em uma cidade grande.

Prêmio: Júri Popular Festivalzinho

 

- Ernesto no País do Futebol (Ficção, 14’, SP), de André Queiroz e Thaís Bologna. Em ano de Copa do Mundo, o que poderia ser pior para um garoto argentino do que morar no Brasil?

Prêmios: Menção Honrosa e Prêmio Porta Curtas

 

- Meninos (Documentário, 16’, ES), de Ursula Dart. Um dia na vida de um menino de 9 anos.

Prêmio: Menção Honrosa

 

- Samba de Quadra (Documentário, 17’, SP), de Gustavo Mello e Luiz Ferraz. A memória do samba caipira paulista sobrevive na cidade de Quadra, alimentada por reencontros de sambadores com seus antigos companheiros.

Prêmio: Melhor Produção

 

- Ao Vivo (Ficção, 16’54”, SP), de Peppe Siffredi e Antonio Guerino. Sofia sonhava em ser famosa. Uma noite ela foge de casa em busca do estrelato, mas é selecionada por um reality-show que irá transmitir os seus sonhos ao vivo.

Prêmio: Melhor Direção de Arte

 

- Fractais Sertanejos (Documentário, 19’, CE), de Heraldo Cavalcanti. Um operário da construção civil torna-se artista ao sair do coma, esculpindo obras abstratas que denomina "TudoeNada", semelhantes aos fractais estudados na física e na matemática do caos.

Prêmio: Melhor Filme Documentário e Prêmio Jangada

 

- O Anão que Virou Gigante (Animação, 10’, RJ), de Marão. A improvável – todavia autêntica – história do anão que virou gigante.

Prêmio: Melhor Animação

 

- O Divino, De Repente (Animação, 6’20”, SP), de Fábio Yamaji. Ubiraci Crispim de Freitas, personagem real conhecido por Divino, canta repentes e conta sua vida neste documentário animado com ficção experimental.

Prêmio: Melhor Trilha Sonora

 

- Rosa e Benjamin (Ficção, 15’, SP), de Cléber Eduardo e Ilana Feldman. Um casal de muitos anos em uma casa no Jabaquara. Um novo vizinho, desconfiança, notícias de um prédio novo, acidente na vizinhança. O casal na casa e a casa na cidade.

Prêmio: Melhor Roteiro

 

- Olhos de Ressaca (Documentário, 20’, RJ), de Petra Costa. Vera e Gabriel, um casal de idosos, divagam sobre sua própria história. Imagens de arquivo familiar se confundem com imagens do presente, sugerindo um diário pessoal e onírico acerca do amor e da morte.

Prêmio: Melhor Montagem

 

VÍDEOS PREMIADOS

 

- Ensaio de Cinema (Ficção, 16'20", RJ), de Allan Ribeiro. Ele dizia que o filme começava com uma câmera muito suave, com um zoom muito delicado, e avançava em busca de Barbot.

Prêmio: Melhor Vídeo Ficção

 

- JLG/PG (Documentário, 8'6", SP), de Paolo Gregori. Uma jornada de 20.000 km em busca do mestre do cinema e a decepção do encontro.

Prêmio: Melhor Vídeo Documentário

 

- Dois Mundos (Documentário, 15', RJ), de Thereza Jessouroun. Para os surdos, há o mundo do silêncio e o mundo sonoro. Mediante o implante coclear ou aparelhos auditivos, alguns vivem em trânsito entre esses dois mundos.

Prêmio: Melhor Vídeo Documentário

 

- O Homem Bifurcado (Documentário, 17', CE), de Hugo Pierot, Márcio Araújo e Glaucia Barbosa. Ensaio documental que aborda as diversas visões sobre a vida e a obra do escritor cearense José Alcides Pinto.

Prêmio: Pesquisa de Linguagem

 

- Você Vai Morrer (Videoclipe, 2'56", ES), de Chico Cuíca, Keka e Raul Chequer. O videoclipe da banda Chico Cuíca Sound System narra as aventuras de dois jovens rockeiros que desdenham da morte em um velho cemitério.

Prêmio: Melhor Videoclipe

 

- Tsõ’rehipãri, Sangradouro (Documentário, 30', PE), de Divino Tserewahú, Tiago Campos Tôrres e Amandine Goisbault. Em 1957, depois de séculos de resistência, um grupo Xavante se entrega à missão Salesiana de Sangradouro. Rodeados de soja, eles mostram suas preocupações atuais.

Prêmio: Menção Honrosa

 

- Sweet Karolynne (Documentário, 15', PB), de Ana Bárbara Ramos. Nem Elvis, nem Jarbas morreram. É tudo uma grande invenção.

Prêmio: Prêmio Júri Popular

 

- A Casa dos Mortos (Documentário, 24', DF), de Debora Diniz. Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. O poema “A Casa dos Mortos” foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários.

Prêmio: Menção Honrosa

 

- Sangre (Videoarte, 3', MG), de Cris Ventura. Mariana Ventura tem 10 meses, um vestido branco e morangos. Sangrar para a mulher não é esvaecer-se, é necessário e vital.

Prêmio: Melhor Vídeoarte

 

 

 

Mais Informações:

Marialina Antolini – (27) 8123 8545

Simony Leite – (27) 9721 7395

Elvany Lopes – (27) 9274 1624

 

Assessoria de Comunicação

Instituto Marlin Azul

(27) 3327 2751

www.vitoriacinevideo.com.br
 


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