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Quarta edição do Curta no Almoço teve recorde de público na CAIXA Cultural

Por Guilherme Whitaker em 02/04/2009 10:26


O horário do almoço não é mais o mesmo no Centro do Rio de Janeiro. A 4ª edição do Curta no Almoço, que aconteceu entre os dias 17 e 27 de março na Caixa Cultural, exibiu 13 filmes para um público total de 864 pessoas. Desde a primeira edição do evento, realizada em fevereiro de 2007, 49 filmes foram exibidos para um público total de 1.900 pessoas. Criado e produzido pela Curta o Curta com patrocínio da Caixa, o evento oferece uma programação diária de sessões gratuitas de até 20 minutos, apresentadas no horário do almoço. Os cariocas estão consagrando o Curta no Almoço, que já tem a 5ª edição confirmada no segundo semestre, como uma opção atraente e viável de atividade cultural em meio à corrida rotina de trabalho.

A média diária de público foi de 108 pessoas nesta edição, crescendo 5% em relação à última, em março de 2008, com média de 103 pessoas/dia. O aumento é de 44% se considerada a média de 75 pessoas por dia na primeira edição, em fevereiro de 2007.

Já o público total, de 864 pessoas, cresceu 20% em relação a março de 2008, com 721 pessoas; e 66% em relação a fevereiro de 2007, com 522 pessoas.
 

A praticidade atrai a curiosidade e a programação conquista o público
O Curta no Almoço é um evento pioneiro de exibição regular e gratuita de filmes de curta-metragem no centro do Rio. Democrático, tem como público-alvo adultos de ambos os sexos, sem restrição de grau de instrução nem de faixa sócio-econômica. Em cada dia apresenta uma sessão diferente, exibida às 12:30, 13h e 13:30, para que as pessoas escolham o melhor horário. Os filmes são projetados em formato digital em uma das salas de cinema da Caixa Cultural. O espaço, inaugurado em 2006 na Carioca, é privilegiado em termos de localização e de instalações.

O evento inclui ainda, por edição, 2 sessões infanto-juvenis especiais programadas para alunos de escolas públicas. As crianças são transportadas, por ônibus fretados, até a Caixa Cultural para assistirem a sessões de curtas de até 40´ e, assim, tomarem contato com o cinema.

Alguns dos espectadores que falaram sobre a 4ª edição do evento para o Jornal do Curta assistiram a todas as sessões. Segundo Daniela Lobão, advogada de 39 anos que trabalha em escritório de advocacia próximo à Caixa Cultural, “o horário e a curta duração são perfeitos para a hora do almoço”. Allan Gutiérrez Rodrigues (foto ao lado), advogado de 24 anos que trabalha na Petrobras, completa ao explicar que “a gente volta para o trabalho com outro humor”.Allan Gutiérrez Gravato Rodrigues, advogado de 24 anos, assistiu a todas as sessões da 4a edição do Curta no Almoço, em março de 2009, na Caixa Cultural

Mais do que a praticidade e o conforto do espaço, a programação é a grande responsável pelo sucesso. Para Daniela, “a tentativa de agradar ao público de origem e interesses distintos foi plenamente alcançada através da exibição de filmes de animação, documentários, contos etc.” Allan apóia a proposta da curadoria pois acredita que “quanto maior o público atingido, melhor para a divulgação do cinema.”
 

Magia do cinema encanta com a ironia bem-humorada de projetos não realizados
O recorde geral de público aconteceu no dia 27 de março deste ano, última sexta-feira do evento, na qual 153 pessoas assistiram "Os filmes que não fiz". Tanto Daniela, quanto Allan e Daniel Souza, analista de sistemas de 27 anos que também trabalha na Petrobras - mais um que não perdeu nenhuma sessão, o elegeram como o filme que mais gostaram. A obra é a estréia de Gilberto Scarpa, diretor de filmes publicitários e institucionais, no cinema. Produzido pela mineira Abbuza Filmes, "Os filmes que não fiz" conquistou 15 prêmios nos 19 festivais em que foi selecionado em 2008. Mostra, de forma divertida e cínica, a filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhum filme produzido.

Outros filmes destacados foram "Multiplicadores", dirigido por Renato Martins e Lula Carvalho e produzido pela carioca Urca Filmes em 2006, um documentário sobre grafiteiros e o poder de mobilização social da arte urbana. Segundo Allan, “vemos no filme um trabalho social em forma de grafite que, ao se multiplicar, melhora a vida de quem é ajudado e também de quem ajuda". "Justiça Emplaca", animação de Alexandre Bersot produzida em 2007, despertou a atenção de Daniela pela “forma criativa de contar uma história, com efeitos visuais bem interessantes”. E "Fracasso", filme experimental feito por Alberto Labuto em 2006 no Espírito Santo, que encantou Daniel “pela idéia e simplicidade na produção”.

Curta no Almoço avança para se consolidar como espaço pioneiro de exibição regular de curtas nacionais
O curta-metragem nacional tem mostrado, nos últimos anos, enorme vigor como produto cultural. Isso pode ser observado no circuito de festivais. Em 2007, por exemplo, do total de 104 eventos realizados em todo o país, 35 foram exclusivos de filmes de curta-metragem e outros 57 incluíram os curtas em suas trilhas competitivas. Ou seja, 34% dos festivais de cinema e vídeo brasileiros foram dedicados exclusivamente ao curta-metragem, dentre 89% de eventos que valorizaram esse formato. Centenas de curtas foram exibidos nestes eventos.

Para Gilberto Scarpa, diretor de “Os filmes que não fiz”, “a diversidade de idéias e formatos fazem dos curtas o grande estopim da explosão da nossa indústria audiovisual, que não tardará a acontecer”. Marcus Vinicius Mannarino, sócio da Curta o Curta, reforça a visão do diretor, ao avaliar que “o curta-metragem é o produto com potencial para efetivamente democratizar a produção audiovisual em todo o país e, assim, afirmar a identidade e a riqueza da cultura brasileira com criatividade e qualidade”.

A Curta o Curta vem realizando, desde 2006, um cuidadoso e exclusivo trabalho de distribuição de curtas, contribuindo para a criação de espaços de exibição dos filmes. O Curta no Almoço, com sua 5ª edição já confirmada e prevista para agosto deste ano, é um dos exemplos do enorme potencial que os filmes têm. O público tem demonstrado grande interesse e o evento tem tudo para se firmar como pioneiro na exibição regular dos títulos nacionais no Centro do Rio de Janeiro.

A 4ª edição do Curta no Almoço teve o apoio da lanchonete Suco Mania e do restaurante Demi Glace.


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