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Resultados conquistados trazem boas perspectivas para Curta o Curta em 2010

Por Guilherme Whitaker em 02/03/2010 09:29


(foto da capa de Christian KZL)

O ano de 2010 tem tudo para ser um ano marcante para a distribuição de curtas-metragens brasileiros. Neste ano, em que serão comemorados 10 anos da criação do website Curta o Curta, as ações da Distribuidora começam a ganhar volume, com o licenciamento de filmes para salas físicas, celulares e TV e a realização de eventos. A articulação e relacionamento com produtoras, festivais, exibidores e poder público se intensifica. O esforço de anos anteriores se consolidam e ampliam os horizontes.

O ano de 2009 não foi muito tranquilo, para muita gente. A crise também teve impactos, naturalmente, no setor cultural. Vários dos eventos do circuito de festivais de cinema sofreram incertezas e atrasos ao longo do ano. E as ações de licenciamento da Curta o Curta Distribuidora somente vingaram no segundo semestre. Ainda assim, o resultado representou avanço em relação a 2008. Ao todo, foram negociadas 119 licenças de filmes para exibição em salas físicas, TV e celulares. E o Catálogo Curta o Curta foi ampliado.

Exibição licenciada em salas físicas, TV e celulares
A Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro deu continuidade ao projeto de criação de um Cineclube para alunos da rede pública, iniciado em 2008. Inspirado em uma ação do Ministério da Cultura da França, o projeto deu mais um passo em 2009. Em dezembro, foram licenciados oito filmes infanto-juvenis, em 2 DVDs, para serem distribuídos em 150 escolas. Somadas às 91 escolas que receberam material idêntico em 2008, em 2010 alunos e professores em 241 escolas terão acesso aos filmes como parte de “um programa de formação para o professor no sentido de não apenas oferecer recursos e instrumentos para a realização de uma leitura mais ampla dessa linguagem, através da compreensão de sua estrutura, da gramática que é própria e permeia essa linguagem, mas de propor uma reflexão e um estudo que leve ao entendimento do Cinema como ação humana, presente desde os primórdios da nossa História.”

Em 2009, o Curta no Almoço, patrocinado pela Caixa, se firmou como um formato de sucesso para exibição de curtas. Um público total de 2.032 pessoas assistiu a 27 filmes nas duas edições realizadas. A média diária alcançou 146 pessoas por dia em sessões no horário do almoço, na edição de agosto. O público cresceu 124% desde a primeira edição em 2007, com um total de 3.935 pessoas. Ao divulgar o resultado do edital de ocupação dos espaços Caixa Cultural em todo o país, em 2010, o release destacava que ““Curta no Almoço”, um dos preferidos do público que trabalha no Centro do Rio, também foi selecionado pelo edital de ocupação 2010.”
O evento, como de costume, oferece sessões para alunos da rede pública, com garantia de transporte até a Caixa Cultural, no Centro do Rio. Em 2009, 266 alunos de quatro escolas públicas foram ao cinema para assistir curtas no Curta no Almoço.

Outra ação para exibição de curtas em salas físicas ficou a cargo da Firjan, que organizou uma programação num formato um pouco diferente. No teatro Sesi/RJ, as sessões do “Curta no Sesi”, também no horário do almoço, eram semanais, e ocuparam os meses de agosto até dezembro. Foram exibidos 26 filmes.

A TV Brasil interrompeu, este ano, a aquisição de licenças de curtas. Mas uma iniciativa patrocinada pelo Sesc viabilizou o licenciamento remunerado de filmes em canais de TV pública. O programa CurtaDoc programou 7 títulos do Catálogo Curta o Curta para exibição no canal a cabo SESCTV a partir de 2009 até 2010.

E, após um período de cerca de 7 meses de negociação, a Curta o Curta firmou contrato com a Claro para fornecimento de curtas para seu serviço Minha TV Claro, disponível para clientes de celulares 3G. A meta é publicara 40 filmes em um período de um ano, para serem assistido por streaming.

Em 2010, a empresa acredita que o espaço para exibição dos filmes vai ser sensivelmente ampliado. Marcus Vinicius Mannarino, sócio da empresa, avalia assim o cenário: “Estamos, há dois anos, conversando com as unidades Sesc para desenvolver com eles um trabalho de grande impacto. O potencial de resultados em formação de público e em geração de receita para os produtores a partir da oferta regular de sessões de curtas-metragens nas dezenas de unidades Sesc em todo o país é enorme. Estamos confiantes de que as conversas se transformem em contratos a partir deste ano. Além disso, contratos com exibidores de mídia eletrônica também devem se multiplicar, como fruto de conversas anteriores necessárias para acumular aprendizado, pois há uma grande dose de novidade para todos os envolvidos”.

Catálogo ampliado com qualidade
Na ponta dos produtores, também houve avanço em 2009. A Casa de Cinema de Porto Alegre, referência em cinema nacional pela qualidade e consistência de sua produção ao longo dos últimos 22 anos, incluiu todos os seus títulos de curta-metragem (com obras de Jorge Furtado e Ana Luíza Azevedo) no Catálogo Curta o Curta.

A Urca Filmes, outra produtora de grande destaque nacional, também apostou no trabalho da Curta o Curta, incluindo seus títulos no Catálogo da distribuidora.

Até o final do ano, mais de 50 obras foram encaminhadas para inclusão no Catálogo, após avaliação de curadoria própria. O Catálogo Curta o Curta começa 2010 com 140 obras disponíveis para licenciamento para exibição.


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