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Rolando o Goiânia Mostra Curtas, maior evento de curtas do Brasil central

Por Guilherme Whitaker em 13/10/2006 19:32


Rolando o Goiânia Mostra Curtas



O curta de animação Yansan, de Carlos Eduardo Nogueira (SP) é o melhor filme da Curta Mostra Brasil da 6ª Goiânia Mostra Curtas, de acordo com o júri oficial. Depois da exibição de 127 filmes de 16 Estados e o Distrito Federal, o maior festival nacional de curta-metragem do Brasil Central fez ontem a entrega de prêmios de incentivo à produção para os vencedores de quatro categorias: Brasil, Municípios, Goiás e a 5ª Mostrinha. A 6ª Goiânia Mostra Curtas é realizada pelo Icumam (Instituto de Cultura e Meio Ambiente), com o patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, e Fundo Nacional de Cultura, com o apoio da Saga e Tropical Imóveis, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.  Confira AQUI a premiação do festival.

Uma nova avaliação do Festival de Goiâniapor Christian Caselli

Na primeira matéria desta cobertura eu questionei se a presença massiva de curtas-metragens selecionados em outros festivais seria um fator de pouca ousadia da parte desta Mostra. Exatos 30 filmes depois desta declaração, mudei meu ponto de vista.

Na verdade, é só ver o Teatro Goiânia extremamente lotado (foto ao lado de Marília Assis) de todo tipo de gente que não dá pra não ter uma opinião positiva sobre esta 6ª Goiânia Mostra Curtas. A gigantesca maioria dos curtas apresentados, além de ter qualidades bastante visíveis, estão muitíssimo longe dos padrões exigidos pelo chamado “cinemão”. O simples fato de serem curtas-metragens e de serem brasileiros já seriam motivos para sugerir ao público um novo tipo de olhar para o cinema, mas há muito mais aspectos interessantes nisso. Vários deles tem a narrativa realmente diferenciada,  como os poéticos “Infernos” (de Frederico Machado, MA) e “Amor” (de Henrique Andrade, RJ). Ou atentam para questões polêmicas de uma forma bacana, como o homossexualismo de “O Amor do Palhaço” (de Armando Praça) ou a exclusão social de “A Lente e a Janela” (de Március Barbieri, DF). Tudo isto misturado a curtas mais acessíveis, como “Super-Herói Fora de Série” (de Ale McChado, SP) e o hilário “Mamãe Tá na Geladeira” (de Douro Moura, DF), torna a sessão bastante saudável e justifica até mesmo a presença destes filmes mais “caretas”. E, de quebra, um público menos acostumado a assistir a obras alternativas acaba entrando perfeitamente na onda do festival.

Feita esta segunda avaliação, é hora de avaliar mais outros curtas exibidos por aqui:

• O AMOR DE PALHAÇO (de Armando Praça, CE) – O que chama a atenção de cara ao assistir a este curta é a ótima performance do ator Luís Miranda, que faz papel de Grete, bichinha palhaça de um circo de Canoa Quebrada (CE) que, num triste dia, apareceu morto em uma estrada nos anos 70. Luís atua como se fosse realmente uma bichinha palhaça de verdade, do tipo que foi escolhida a dedo entre populares (será que foi isso que aconteceu??? Não consegui descobrir). Mas o filme vai muito além. Além de tocar na ferida homofóbica e de encarar o limite da decadência de um personagem (no fim da vida, Grete era alcoólatra), a narrativa não fica no feijão-com-arroz linear e se comunica otimamente.

• A LENTE E A JANELA (de Marcius Barbieri, DF) – Entre os méritos deste filme, dois pontos chamam a atenção. Primeiro é o seu aspecto metalingüístico. Explicando melhor: a história trata de uma menina de classe média brasiliense que um dia ganha uma câmera e, depois de usá-la aleatoriamente, acaba descobrindo as crianças de rua que moram na frente de seu prédio. A narrativa, então, é toda feita a partir da câmera da personagem, mesmo com suas tremidas e o uso imperfeito do foco, dando o realismo certo para o curta “funcionar”. O segundo ponto é a óbvia intenção da em problematizar a distância entre classes. O fato de se valer de uma criança como protagonista (embora ela esteja na maioria das vezes invisível, tornando-se, praticamente, o próprio espectador) não parece à toa, nem mesmo o fato de se tratar de uma menina mulata bem remediada. Afinal, trata-se de um olhar muito menos anestesiado que de um adulto, que amadurece conforme a filmagem. Enfim, um filme que vale a pena ser exibido para diversas camadas sociais. Mais uma obra do surpreendente Március Barbieri, que havia feito até então obras mais experimentais.

• SKETCHES (Fabiano de Souza, RS) – Mais uma obra reflexiva do Clube Silêncio, coletivo de realizadores do Rio Grande do Sul que atenta a obras mais autorais e densas. No caso, SKETCHES começa se valendo da clássica situação de uma-pessoa-morta-em-um-lugar-branco-e-estranho, mas que, felizmente, logo depois foge do lugar-comum para mergulhar em uma atmosfera enigmática. O desempenho dos atores, aliado ao bom texto e a cenografia certa, pega o espectador pela goela e o leva junto ao mesmo pesadelo. E é engraçado gostar de um pesadelo, mas é o que acontece com a platéia no fim das contas.

• VIVA VOLTA (de Heloísa Passos, RJ) – Este documentário sobre o trompetista carioca Raul de Souza, muito mais conhecido no exterior do que em seu País, foi outra figurinha fácil em diversos festivais, arrecadando uma enxurrada de prêmios. É um pouco exagerado este excesso de premiações, mas um filme é refinado e elegante, com um tratamento visual bastante apurado (Heloísa Passos é fotografa) e que, de quebra, mostra um encontro antológico e emocionante entre Raul e Maria Bethânia.

• RAPSÓDIA PARA UM HOMEM COMUM – Com certeza, Camilo Cavalcanti (PE) é um dos realizadores mais talentosos do Brasil. Dono de uma tristeza e desesperança incomum entre os novos realizadores (o que não é exatamente um elogio), Camilo conduz o espectador através das infelicidades de seus personagens, mas que sempre acabam, no mínimo, em um cinema da melhor qualidade. Desta vez, depois do surrealismo cru e plano-seqüenciado de HISTÓRIA DA ETERNIDADE, é a vez do atormentado homem comum ganhar uma rapsódia. Depois de tanto carimbar negativamente despachos diversos em seu escritório, ele parte para um sangrento ato redentor para fazer valer a sua vida. Melhor parar por aqui. Vale dizer duas últimas coisas: RAPSÓDIA é um dos mais longos curtas do festival com seus 26 minutos, mas nem se sente o tempo passar. E que entre os ótimos atores está a excelente Magdale Alves, a estrela de ELETRODOMÉSTICAS.

• MAMÃE TÁ NA GELADEIRA (Douro Moura, DF) – Como taxei no começo, MAMÃE é um filme “careta”. Mas e daí? Divertidíssimo, assim mesmo. A história é meio batida: trata-se de um vagabundo que tem a mãe morta (de morte-morrida mesmo) e que, para ainda obter a sua pensão, guarda-a na geladeira. E ainda se veste com as roupas dela. Só que ninguém percebe. E assim vai. A cenografia é perfeita e o desempenho do figuraça Jovane Nunes é o ideal.

• ALGUMA COISA ASSIM – Curta de Emir Filho (SP), um dos responsáveis pelo fenômeno TAPA NA PANTERA, foi uma das grandes curiosidades do evento, já que ganhou um prêmio especial em Cannes. Melhor do que se esperar muito do filme, bastante singelo e sutil em suas intenções, é acompanhar a maturidade cinematográfica de Esmir, cujo curta-solo anterior, ÍMPAR PAR, era bastante afetado. Aqui, um menino e uma menina de 17 anos trafegam pela SP noturna e, dentro de suas descobertas e conflitos afetivos, vão se envolvendo. Ou não. Sei lá. Alguma coisa assim. ALGUMA COISA ASSIM tem um andamento perfeito e é totalmente compreensível que a francesada tenha caído de boca.

• INFERNOS – Como foi dito anteriormente, este é um dos filmes mais livres em sua narrativa entre os selecionados do festival. Baseando-se nos poemas do maranhense Nauro Machado, recitada pelo próprio, que também é o principal personagem filmado, INFERNOS é um típico caso de cinema de poesia no melhor sentido do termo. A fotografia em PB e a narrativa fragmentada dão o tom certo, numa obra que mistura sem constrangimento o documentário, o experimental, a ficção etc.

• EU SOU COMO O POLVO – Documentário de Sávio Leite (MG), conhecido nos festivais por suas animações peculiares, sobre Lourenço Mutarelli. Figura em voga atualmente, Mutarelli é um dos principais artistas brasileiros da atualidade. Inicialmente consagrado nos quadrinhos por seu traço expressionista e rebuscado e por seus temas soturnos e existenciais, Lourenço agora surpreende na literatura, de onde gerou O CHEIRO DO RALO, recém adaptado para as telas de cinema. E em EU SOU COMO O POLVO, Sávio se vale de um artifício simples: um plano-seqüência mostrando seu personagem se auto-retratando durante um off autobiográfico lido pelo próprio desenhista.

Confira AQUI também o texto O Melhor da Curta Mostra Goiás.
LEIA AQUI O MANIFESTO AO CINEMA GOIANO.


Primeiras Impressões, por  Christian Caselli

Vira e mexe, eu me surpreendo com o constante surgimento da palavra “Goiânia” no panorama cultural brasileiro. Há uma cena alternativa ativa na cidade, com eventos com o Noise Rock (coordenada pela Monstro Records, selo independente rock’n’roll daqui), a Mostra Trash de Goiânia (que já “importou” pro evento figuras como José Mojica Marins e Ivan Cardoso) e o evento cinematográfico principal da cidade, o Goiânia Mostra Curtas.

O Goiânia Mostra Curtas não deve nada aos grandes festivais de curtas do Brasil, contendo uma boa seleção de curtas na programação e um público fiel que lota as salas do evento. A entrada é franca, garantindo um livre acesso tanto à população mais leiga quanto a uma platéia mais ansiosa por novidades no meio. Os curtas passam num lugar tradicional daqui, o Teatro Goiânia – embora seja interessante lembrar que a cidade é bastante nova; tem 72 anos.

A seleção dos curtas exibidos é bastante o reflexo dos filmes mais selecionados pelo Brasil afora. Desta declaração pode-se fazer dois tipos de avaliação: a boa é que a mostra é a oportunidade certa para que uma cidade fora do eixo Rio-SP possa exibir tais obras, que bem ou mal correm no boca-boca na mídia especializada. A outra questão é menos otimista: talvez falte um pouco de ousadia na seleção, se valendo em curtas que se tornaram “mainstream” no meio. Bom, mas, pelo menos, nesta edição houve uma atenção especial no quesito “experimental”, disponibilizando inclusive um workshop gratuito ministrado pelo gente-boa e xará Christian Saghaard. E sábado e domingo passam duas sessões sobre o gênero (gênero?), com uma boa antologia de clássicos como “O Pátio” (de Glauber Rocha), “Juvenília” (de Paulo Sacramento), “O Cego Estrangeiro” (de Marcius Barbieri), “O Rei do Cagaço” (de Edgar Navarro) e “Caramujo-Flor” (de Joel Pizzini). Aliás, estes dois últimos cineastas foram homenageados no festival.

Além de tudo o que eu disse, há ainda a 5ª Mostrinha (para crianças), Mostra Curta Goiás, Mostra Municípios e Curta Mostra Cinema nos Bairros, os workshops de direção, com José Eduardo Belmonte, e o de “Fazendo Música para o Cinema”, com André Abujamra (além do já citado “Cinema Experimental”).

CURTA MOSTRA BRASIL
Mas as sessões mais cheias são as da Curta Mostra Brasil que, como disse, traz os bam-bam-bans dos curtas-metragens atuais. Vou fazer aqui uma avaliação dos principais curtas exibidos até agora:

• O MEIO DO MUNDO (de Marcus Vilar, PB) – O bacana desse filme é como o autor trabalha o tempo dos personagens, todos habitantes do sertão paraibano. As poucas falas enfatizam o distanciamento entre os personagens, dando até um tratamento “europeu” no filme, mas tudo bem. O chato é que O MEIO DO MUNDO enfoca apenas um acontecimento-chave, dando um pouco a sensação de frustração no espectador, mas também um certo gosto de “quero mais”.

• ALÔ TOCAIO (Lula Carvalho e Renato Martins, RJ) – (FOTO) Realizado em Cuba, Renato e Lula fizeram um painel pouco convencional e bastante bonito, plasticamente falando, da ilha de Fidel nos tempos de hoje. O curta já foi bastante badalado por aí, mas nunca é demais vê-lo e descobrir mais detalhes, seja na fotografia, na montagem ou no que é dito.

• YANSAN – Carlos Eduardo Nogueira (SP) já há um tempo vem se destacando como um dos mais interessantes autores (no melhor sentido da palavra) animadores de 3D do Brasil. Se em DESIRELLA ele tinha chamado a atenção, em YANSAN dá um upgrade monumental. Como o próprio nome sugere, existe uma apropriação pop da deusa africana Iansã, no caso se valendo da lenda da briga entre Ogum e Xangô ao disputar o seu amor. A grande sacação de Eduardo foi pôr os personagens no contexto do anime japonês, através de personagens do século XXI e usando uma heroína gostosinha, tipo uma Lara Croft, de Tomb Rider. Todas as adaptações da história africana são bem boladas. Enfim, o filme está começando a carreira agora nos festivais e vai passar muito por aí. Vejam.

• ELETRODOMÉSTICAS – Este também é outro manjadíssimo em festivais pelo Brasil e o mundo, mas sempre vale a pena ser visto. Cada detalhe de ELETRODOMÉSTICAS é pensado, coisa que se percebe melhor a cada exibição. São sutilezas que vão desde o ® nos créditos iniciais, ao excesso de controles-remotos da mesinha da sala, passando por todas as grades e cercas do prédio (aliás, um elemento constante na obra do pernambucano Kleber Mendonça Filho), entre outros.

• AS COISAS QUE MORAM NAS COISAS (Bel Bechara e Sandro Serpa) – É sempre complicado falar mal de curtas-metragens, até porque sou do meio, mas esse AS COISAS... chama a atenção pelos aspectos negativos. Se no começo pensamos que se trata de um simpático filme infantil, principalmente por causa da fofíssima atriz mirim, o curta descamba para uma pseuda-contrapartida-social extremamente ingênua depois que notamos que se trata de uma família de catadores de lixo. Mas parece mais que são catadores de lixo de Shangri-Lá, que nem se sujam ou suam. E que depois se rendem à “beleza da fantasia infantil” se opondo a sua “massacrante condição de vida”. E, aí, não convence ninguém. Pode ser que as intenções iniciais deste filme fossem boas, mas a sua ingenuidade chega até a ser nociva, ao fantasiar em torno de um assunto tão sério.

• LÓTUS (Cristiano Trein, RS) – Este ousado drama erótico gaúcho chama a atenção por vários motivos. O mais óbvio é, disparadamente, o baita bucetão que aparece em close no meio do filme (seria a LÓTUS do título?). Desculpe o termo, mas é exatamente isso, já que é um close gigantesco na vulva de uma mulher nua, amarrada e arreganhada. Mas, como diriam os filósofos Perebah e Jair, “coisa boa a gente gosta” (veja em http://www.perebahejair.com.br ). Mas, voltando ao filme, LÓTUS é mais do que um bucet... quer dizer, é mais do que isso. Aparentemente bastante influenciado por “De Olhos Bem Fechados”, o último filme de Kubrick, o curta nas perversões burguesas e nas conseqüências das mesmas. Neste ponto, não diferencia muito de O MEIO DO MUNDO. O final pode parecer forçação de barra para alguns, mas pra mim foi bastante compreensível.

• SANTA DE CASA (RJ) – A mais nova animação do gaúcho Allan Sieber, e a melhor que ele fez até agora. Esse também é outro que vale a pena ver várias e várias vezes devido à riqueza de detalhes da história da santinha carnavalesca. Melhor ainda quando se conhece a obra de Sieber, já que vários personagens de seus curtas anteriores aparecem como figurantes pulando nos blocos e nos butecos. Além deles, há as figuraças da boemia/intelectualidade carioca, como Jaguar, Fausto Wolf e Aldir Blanc (aliás, o inspirador do cineasta para este filme), além de personagens clássicos, como o rato verde Sigmund (o mascote do Pasquim) e o personagem vomitão (ambos criados por Jaguar). Os cenários de Fábio Zimbres (um dos melhores quadrinistas do Brasil) e a contribuição de Leonardo, seu companheiro na revista F.

• SOB O ENCANTO DA LUZ (Dirceu Lustosa, DF) - Bonito filme ambientado nas cataratas de Goiás, praticamente todo rodado embaixo d’água – o que deve ter dado um trabalho monumental a equipe técnica que, segundo o autor, era composta apenas por 5 pessoas. O fiapo de história, que é a coisa menos importante do filme, trata apenas do encantamento de um mergulhador por uma sereia, a deliciosa atriz Larissa Sarmento, que, além de linda, consegue manter as expressões certas mesmo quando submersa.

Um diferencial interessante do festival é a atenção dada à produção local, com premiação e tudo. Amanhã eu falo disso.


Chris KZL viaja a convite do festival


10-10-2006
Mais uma vez o incansável Christian Caselli vai fazer uma cobertura toda especial, desta vez da 6ª Goiânia Mostra Curtas, maior festival de cinema e vídeo de curta duração do Brasil Central. Este ano serão exibidos 107 filmes para a mostra competitiva programada entre 10 e 15 de outubro, no Teatro Goiânia, em Goiânia/GO. Outras 21 produções foram convidadas a participar da mostra especial, não-competitiva, sobre Cinema Experimental, tema que norteia outras atividades ao longo do evento. O festival recebeu inscrições de 590 produções, entre vídeos e filmes, de 24 Estados brasileiros. Destes, 16 Estados e o Distrito Federal estarão representados na programação (veja relação em www.goianiamostracurtas.com.br). A 6ª Goiânia Mostra Curtas conta com o patrocínio da Petrobras.




Confira aqui, diariamente, um pouco do que tá rolando bem no centro do Brasil, numa cobertura inclusiva do Curta o Curta.

A Goiânia Mostra Curtas é estruturada em cinco mostras competitivas. A Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Municípios são as que premiam o melhor filme e melhor diretor eleitos por júri oficial com o Troféu Icumam e produtos e serviços oferecidos por empresas da indústria cinematográfica apoiadoras do festival. O júri popular elege as melhores produções entre as selecionadas para a 5ª Mostrinha e a Curta Mostra Cinema nos Bairros para serem contempladas com o Troféu Icumam.

“A curadoria se preocupou em selecionar curtas que colaborassem para o registro e visualização de um panorama geral da diversidade cultural brasileira”, pontua a coordenadora geral Maria Abdalla. Nesse contexto, a GMC destaca-se como o único festival do País a reunir diferentes bitolas na mesma tela, integrando a mesma programação. Conforme regulamento da 6ª Goiânia Mostra Curtas, o Icumam recebeu inscrições de filmes e vídeos de até 30 minutos, realizados ou finalizados em 35 mm, 16 mm e vídeo, a partir de 2005, e inéditos na programação do festival.

A coordenadora geral Maria Abdalla é a responsável pela curadoria da Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Municípios e Curta Mostra Cinema nos Bairros. A Curta Mostra Goiás tem a curadoria do cineasta e jornalista Beto Leão. O educador André Barcellos assina a curadoria da 5ª Mostrinha e a escolha dos filmes para a Curta Mostra Cinema Experimental foi realizada pela pesquisadora Tetê Mattos.

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