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Rolando o INDIE 2006 em BH

Por Guilherme Whitaker em 24/08/2006 11:24


O CINEMA TEM VÁRIAS FACES
AS MAIS INSTIGANTES ESTÃO NO INDIE 2006


Produções de novos diretores, cinema nacional, retrospectivas e vários filmes inéditos são algumas atrações da sexta edição do festival.

            Entre os dias 24 e 31 de agosto, a aposta do Indie de envolver o público em uma extensa programação de produções independentes realizadas ao redor do mundo aparece em 167 filmes, produzidos em 29 países, que serão exibidos em 281 sessões nas sete salas de cinema que recebem o festival. O Indie 2006 – Mostra de Cinema Mundial, pela sexta vez, vem provar que a produção cinematográfica corre por muitas e diversificadas vias. Com 14 programas, a mostra joga luz sobre obras que não costumam estar nos grandes cartazes. São novas gerações de diretores começando a chamar atenção pelo mundo, cerca de 40 filmes inéditos no Brasil, produções originais do cinema nacional, retrospectivas e boas idéias espalhadas em todo lugar.

         Mais uma vez, os fãs do Indie vão encontrar uma seleção apurada de cinema independente, além de conhecer experiências audiovisuais autorais levadas a cabo no mundo todo. Realizado pela Zeta Filmes, o Indie vai movimentar a cidade em quatro pontos diferentes: Usina Unibanco de Cinema, Usiminas Belas Artes Cinema, Cineclube Unibanco Savassi e Cine Humberto Mauro. O Indie 2006, que tem todas as sessões gratuitas, espera este ano um público de 27 mil espectadores.

Indie 2006 – Mostra de Cinema Mundial é apresentado pela Telemig Celular, tem patrocínio da Cemig, Usiminas e Newton Paiva e é realizado através dos benefícios da Lei Federal de Incentivo a Cultura (Ministério da Cultura), Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Com o catálogo em mãos, o grande desafio é escolher o que assistir. Só na Mostra Mundial são 35 filmes, de 18 países. Se o critério de escolha for o ineditismo, vale a pena prestar atenção nas obras que têm pouca chance de serem exibidas no Brasil.  Alguns destaques da Mostra Mundial são o suíço “Após o Tremor”; o suspense nonsense russo “O Homem em Silêncio”, o australiano “Amor Moderno” e os documentários “O Livro de Recordes de Shutka” e “O Lugar da Felicidade”, além de “Uma Última Dança”, filme feito por um brasileiro em Cingapura.

No Indie Brasil, o mineiro Kiko Goifman, que já participou do festival em outras duas edições, mostra seu último documentário, “Atos dos Homens”. Já dois diretores que estiveram na primeira edição do Indie, em 2001, voltam para apresentar, desta vez, filmes documentais: Toni Venturi vem com “Dia de Festa” e Flávio Frederico exibe “Caparaó”. Completando o Indie Brasil, o programa Cinema de Garagem reúne 50 filmes e vídeos curtos, produzidos com baixo ou nenhum orçamento, por jovens e veteranos realizadores do audiovisual autoral brasileiro. Com curadoria de Dellani Lima, Cinema de Garagem é a mostra que faz os espectadores saírem da sala de cinema com vontade de colocar a mão na massa e produzir suas próprias imagens.

O que faz da mostra Japão Cult – Pink, Indie e Dark Filmes ser imperdível é a oportunidade de conhecer alguns dos diretores estreantes e veteranos que assinam o atual cinema japonês, quase nunca visto por aqui. São nove filmes inéditos que mostram como o Japão mistura nessa arte um pouco do pessimismo “dark”, uma remanescente influência do estilo pinku eiga (ou pink film) - espécie de pornô soft que surgiu nos anos 60 e que só existe como tal no Japão - e ainda, a liberdade de ser completamente indie.

As peculiaridades do cinema norueguês também estão em foco nesta edição do Indie. O Cine Noruega, que chega a Belo Horizonte com a colaboração do Instituto do Cinema Norueguês e da Embaixada Real da Noruega em Brasília, aponta como o cinema contribuiu de forma determinante para a criação da identidade do país. A mostra, que tem curadoria de Karl Erik Schollhammer, vai exibir seis títulos de longa-metragens inéditos no Brasil.

O programa Dark Matinée, que também tem um curador convidado, Bernardo Krivochein, traz, entre premières internacionais e pérolas redescobertas, 11 obras que configuram experiências cinematográficas únicas e causam reações díspares em cada espectador.

            Os “indiemaníacos” vão assistir a oito documentários que passeiam por diferentes universos musicais na mostra Música do Underground. Alguns destaques: o documentário sobre a curta existência da banda americana The Minutemen, o hip hop feito em Cuba pelo La Fabri-k, e um filme que discute a possibilidade de trilhar um caminho independente no mercado da música. Tem também, “Brasilintime” que deixa ver o que acontece quando se une jazz, música brasileira, percussão e DJs.

O que o Indie tem feito nos últimos seis anos não é só deleitar seu público com imagens e idéias originais.  Formar público sempre foi uma das principais intenções do festival, por isso as Retrospectivas são elementos-chave em todas as edições. Nessa perspectiva, entram em cartaz, no Indie 2006, seis longas e um documentário sobre a vida e a obra do polonês Janusz Morgenstern, cujos trabalhos são inéditos no Brasil.

Obras de Luchino Visconti, que completaria cem anos em novembro deste ano, também ganham atenção na retrospectiva. Um dos expoentes do movimento neo-realista, Visconti dirigiu grandes filmes como “Rocco e Seus Irmãos”, “Belíssima” e “O Inocente”, obras que serão exibidas na mostra. Além do documentarista francês Raymond Depardon, outro diretor que também tem sua obra revisitada é o cineasta japonês Shohei Imamura, duas vezes ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, participa do programa com “A Balada de Narayama” (1983) e a “A Enguia” (1997).        

Ainda na série de retrospectivas deste ano, Através do Irã faz um caminho pela cinematografia de linguagem universal do país exibindo 12 filmes. Já o programa Mondo Bizarro – Sexo, Perturbação e Estranhamento apresenta seis filmes e dois clássicos de diretores poloneses: um legítimo Roman Polanski dos anos 60, “Repulsa ao Sexo” e a perversão e o erotismo de “A Mulher e La Bête”, de Walerian Borowczyk.

Mais uma vez, as manhãs do Indie são reservadas para as crianças. Os seis filmes que integram o programa Kino para Crianças podem ser vistos por alunos da rede pública de ensino, com agendamento prévio. Cerca de 8 mil crianças e jovens da cidade vão assistir, de graça, a filmes com muita diversão e aventura.

 

INDIE 2006 – MOSTRA DE CINEMA MUNDIAL
QUANDO:
24 a 31 DE AGOSTO

ONDE:

USINA UNIBANCO DE CINEMA (R. AIMORÉS, 2.424 - SANTO AGOSTINHO)
USIMINAS BELAS ARTES CINEMA – Sala 3 (R. GONÇALVES DIAS, 1.581, LOURDES)
CINECLUBE UNIBANCO SAVASSI (R. LEVINDO LOPES, 358,  SAVASSI)
CINE HUMBERTO MAURO (AV. AFONSO PENA, 1537, CENTRO).

INGRESSOS:

RETIRADA NA BILHETERIA DOS CINEMAS

30 MINUTOS ANTES DE CADA SESSÃO.

 
15% DOS INGRESSOS PARA AS SESSÕES DO USINA UNIBANCO DE CINEMA SERÃO DISTRIBUÍDOS ANTECIPADAMENTE, SOMENTE NOS DIAS 21 E 22 DE AGOSTO, NA LOJA TELEMIG CELULAR DO CENTRO (AV. AFONSO PENA, 785), DE 9H ÀS 20H

 
ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES E AGENDAMENTO DE SESSÕES PARA ESCOLAS:

(31) 9925-6749

Mais em
www.zetafilmes.com.br/indie


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